Japoneses criam café com teor de cafeína de 0,3%

da Efe, em Tóquio
com Folha Online

A empresa japonesa UCC Ueshima Coffee desenvolveu um novo tipo de café da variedade Arábica com baixo conteúdo de cafeína, destinado principalmente a mulheres grávidas e pessoas da terceira idade.

O novo café, chamado GCA, foi obtido após sucessivos enxertos entre diversas variedades, até obter uma porcentagem de cafeína de apenas 0,3%. O teor corresponde a um quarto do encontrado normalmente nos cafés.

A novidade mantém o sabor e o aroma da popular variedade arábica, segundo o jornal “Nikkei”.

O projeto foi iniciado em 2001 de forma conjunta com o governo de Madagascar.

A eliminação da cafeína por métodos convencionais afeta o sabor e o aroma. Isso pode explicar por que o café com baixos teores de cafeína foi responsável por apenas 0,15% do mercado japonês em 2006. Nos Estados Unidos, a participação ficou em 15%.

O novo produto estará no mercado japonês em 2010.

31/07/200711h03 Folha Online

Publicado em:  on Julho 31, 2007 at 2:51 pm Deixe um comentário

Foguete com nave Progress M-61 é preparado para lançamento

da Efe, em Moscou

O foguete portador Soyuz-U, destinado a colocar em órbita a nave Progress M-61 com carga para a Estação Espacial Internacional (ISS), foi instalado hoje em sua rampa de lançamento, informou a Roscomos (agência espacial russa).

Após ter sido colocada na rampa, especialistas revisaram os sistemas de controle e navegação da Soyuz-U para seu lançamento na próxima quinta-feira (2), às 14h34 (horário de Brasília) a partir da base de Baikonur, no Cazaquistão.

De acordo com o programa de vôo, depois se separa do foguete portador, a Progress M-61 fará um vôo autônomo de três dias para se acoplar automaticamente à ISS no domingo (5).

A Progress M-61 é o terceiro cargueiro com destino à ISS neste ano. A nave transportará 2,5 toneladas de combustível, oxigênio, água, alimentos, aparelhos, remédios e equipamentos para os “moradores” atuais da estação espacial.

Nesta 15ª expedição estão os russos Fiodor Yurchikhin e Oleg Kotov e o americano Clayton Anderson. Yurchikhin e Kotov estão na ISS desde abril e Anderson, desde junho.

A maior parte da carga da Progress M-61 é de combustível e água. Há ainda novos equipamentos, como computadores para o segmento russo.

O cargueiro transporta também alimentos, entre eles 12 quilos de legumes e frutas frescas, e mais de cem quilos de instrumentos médicos, remédios, roupas e artigos de higiene pessoal.

Em contêineres separados, os cosmonautas também receberão cartas e presentes enviados por seus parentes, além de filmes, livros e gravações com música e sons da natureza.

31/07/200710h54 Folha Online

Publicado em:  on at 2:51 pm Deixe um comentário

Experimento americano reverte o diabetes tipo 1 em ratos

da France Presse, em Chicago

Uma nova terapia experimental reverteu o diabetes do tipo 1 em ratos, em parte graças a um novo enfoque no combate à resistência à insulina nesta forma da doença, disseram pesquisadores de um estudo publicado nos Anais da Academia Nacional de Ciências americana.

A resistência à insulina foi durante muito tempo uma característica do diabetes tipo 2 ou de surgimento tardio, mas só recentemente identificada como um componente do diabetes juvenil ou de tipo 1.

Com este estudo, os pesquisadores mostraram pela primeira vez que tratar a inflamação vinculada à resistência à insulina assim como o componente auto-imune da doença pode revertê-la, se esta for detectada a tempo.

“Acreditamos que este é o primeiro estudo que mostra que a inflamação nos tecidos sensíveis à insulina desempenham um papel importante”, disse Terry Strom, professor de Medicina da Escola Médica de Harvard e co-autor do estudo.

O diabetes de tipo 1 é uma desordem auto-imune na qual o próprio sistema imunológico do corpo ataca as células do pâncreas que produzem a insulina hormonal, reguladora do açúcar no sangue.

O resultado é que o paciente não pode produzir insulina suficiente, e por isso deve complementá-la com versões sintéticas, em geral por meio de injeções.

A doença aumenta os riscos de outras complicações, que vão de problemas no coração, à cegueira e danos nos nervos.

Neste experimento, os pesquisadores trataram ratos com diabetes incipiente com um coquetel de três substâncias que impediram que as células T do organismo destruíssem as células do pâncreas que produzem insulina e também eliminaram a inflamação que afetava a capacidade dos tecidos dos músculos, da gordura e do fígado para metabolizar adequadamente a insulina.

Os ratos foram tratados durante um período de 14 a 28 dias, de cinco a sete semanas. Destas cobais, 95% tinham níveis normais de açúcar no sangue e conseguiram controlar seu nível de açúcar durante 300 dias.

Em contraste, os ratos não medicados desenvolveram hipoglicemia e a maioria morreu em cerca de sete semanas, inclusive com tratamento de insulina.

Os resultados sugerem que qualquer terapia que busca deter o desenvolvimento do diabetes em humanos deveria não só se centrar na desordem das células T, como também na restauração da resposta à insulina nos tecidos afetados pela inflamação.

Strom afirmou que em um ano começarão os testes clínicos do tratamento em humanos.

31/07/200708h04 Folha Online

Publicado em:  on at 2:50 pm Deixe um comentário

Café e exercícios podem proteger a pele do sol, diz estudo

da BBC Brasil

Uma xícara de café pode ajudar a proteger a pele do sol, de acordo com cientistas americanos.

Uma combinação de exercícios físicos e água com cafeína reduziu os danos causados por radiação ultravioleta, emitida pelo sol, em ratos de laboratório.

Segundo o estudo publicado em “The Proceedings of the National Academy of Sciences”, a defesa natural dos ratos contra células pré-cancerosas foi estimulada em até 400%.

A relação entre cafeína e células cancerosas está sendo examinada de perto depois de evidências de que a substância pode estimular um processo chamado “apoptose”, em que o organismo se livra de células danificadas ou cancerosas matando-as.

Esta mais recente pesquisa apóia essa teoria, mas ela concluiu que a adoção de uma rotina de exercícios físicos pode trazer benefícios ainda maiores do que o esperado.

Os ratos utilizados para a experiência não tinham pêlos, e foram expostos a lâmpadas que produziam radiação UVB, do tipo emitido pelo sol.

Alguns dos ratos receberam água com cafeína para beber proporcionalmente equivalente a uma ou duas xícaras de café por dia, um outro grupo foi colocado em rodas para exercícios e um terceiro conjunto foi submetido a ambos os procedimentos.

Depois eles foram submetidos a testes para verificar a presença de substâncias no organismo ligadas aos níveis de apoptose. Os resultados foram comparados com ratos que foram colocados sob lâmpadas de bronzeamento, mas sem receber cafeína ou fazer exercício.

Os ratos que ingeriram cafeína mas não fizeram exercícios registraram um aumento de 95% em apoptose, enquanto os que realizaram apenas exercícios tiveram um aumento de 120%.

Mas os ratos que se exercitaram e beberam cafeína registraram um aumento de 400%.

Allan Conney, da Universidade Rutgers, que chefiou o estudo, disse que a razão ainda é um mistério.

“A diferença mais dramática e óbvia entre os grupos veio dos ratos corredores que ingeriram cafeína, uma diferença que pode, provavelmente, ser atribuída a algum tipo de sinergia.”

31/07/200705h23 Folha Online

Publicado em:  on at 2:49 pm Comentários (1)

Ciência decifra cotidiano dos mamutes, diz pesquisador

da France Presse, em Paris

A vida dos mamutes, paquidermes pré-históricos, perdeu muito de seus mistérios: os cientistas sabem cada vez mais como eles cresceram, viveram e sofreram ao longo de sua existência, antes de desaparecer há dez mil anos.

Sergei Cherkashin/Reuters
Carcassa bem preservada de filhote de mamute retirada de região siberiana na Rússia
Carcassa bem preservada de filhote de mamute retirada de região siberiana na Rússia

“Hoje podemos reconstituir o cotidiano da vida de um mamute”, afirmou Bernard Buigues, diretor do International Mammoth Committee, após a quarta conferência internacional sobre o mamute realizada esta semana em Yakutsk, capital da república siberiana de Sakha.

Para o explorador francês, grande organizador de missões polares de estudo, os avanços realizados em termos de análise dos esqueletos destes animais extraídos do solo congelado da Sibéria permitiram obter inúmeras informações inéditas.

O exame dos anéis de crescimento das presas dos mamutes, realizado há oito anos na península de Taimyr, por uma equipe americana da Universidade de Michigan proporciona muitas informações.

É que, como os anéis de uma árvore, os dos mamutes permitiram acompanhar seu crescimento, as atividades adultas e suas temporadas de reprodução. Também dão indicações sobre os deslocamentos e os períodos de má nutrição sofridos pelos animais.

“Em seu crescimento”, explica Bernard Buigues, “o marfim das presas fixa uma série de elementos químicos que permitem reconstituir a intensidade da vida do animal”.

“Sabemos o que eles comeram, quando estavam com ciúmes de um outro macho, quando a fêmea estava grávida e até em que altitude viviam”, afirma o explorador.

“Estamos numa etapa de comprovação, mas já podemos dizer que os mamutes siberianos viveram a 60 graus de latitude média, em regiões nas quais a noite dura três meses e os dias são muito curtos durante cinco meses”, disse Buigues.

“E, ao contrário do que se imaginava, não emigravam para o sul durante os períodos mais difíceis do ano. Nenhum dos animais analisados saiu de uma zona entre 700 e 800 km de diâmetro”, acrescentou.

A reunião de Yakutsk foi marcada, além disso, por pesquisas no âmbito da genética graças aos novos meios de seqüência do DNA.

Atualmente se sabe que o mamute estava mais perto do elefante asiático do que do elefante africano, apesar de a separação dos três acontecer quase ao mesmo tempo.

Dessa forma, os elefantes africanos abandonaram a família comum há seis milhões de anos e os asiáticos pouco depois da escala da evolução, ou seja, 440 mil anos depois.

Com o avanço de informações, seria possível obter um mamute por inseminação de uma elefanta asiática a partir de um cultivo de células reativas extraídas de uma ossatura bem conservada?

“Na terceira conferências sobre mamutes, em 2003, a idéia provocou risadas gerais”, disse Bernard Buigues.

30/07/200714h55 Folha Online

Publicado em:  on Julho 30, 2007 at 6:29 pm Deixe um comentário

Células-tronco funcionam com eficiência após infarto

da Folha de S.Paulo

As células-tronco adultas do coração dos mamíferos podem ajudar na formação de novas células cardíacas.

Porém, o que cientistas americanos relatam na edição de ontem da revista “Nature Medicine” é que esse resultado positivo ocorre apenas quando o dano é decorrente de um ataque cardíaco.

Em outros casos, como quando o coração fica apenas mais envelhecido, as mesmas células são ineficientes.

Richard Lee, da Universidade Harward, e colaboradores usaram camundongos geneticamente modificados para tentar enxergar o movimento das células-tronco.

As células cardíacas maduras foram marcadas com uma proteína fluorescente, no início da vida dos animais.

Os resultados dos americanos mostram que, no caso do infarto, as células marcadas, que estavam presentes em uma taxa de 82,7% na área não lesionada, caíram para 62,5% depois da injúria. Isso indicaria uma maior eficiência das células-tronco.

“Não podemos afirmar, entretanto, que ocorreu uma reparação do coração”, escreveram os autores.

30/07/200709h37 Folha Online

Publicado em:  on at 4:17 pm Deixe um comentário

Expedição russa ao Pólo Norte tem pretensões científicas e geopolíticas

da Efe, em Moscou

Uma expedição russa iniciou mergulhos no mar próximo ao Pólo Norte, em uma missão que busca legitimar as pretensões da Rússia de ampliar suas águas territoriais e explorar os recursos minerais do Ártico. As atividades foram iniciadas no domingo (29).

Os cientistas trabalham no submarino-laboratório Acadêmico Fiódorov, seguindo um navio quebra-gelo movido a energia nuclear, o Rossia.

O submarino leva a bordo os batiscafos (minisubmarinos) Mir-1 e Mir-2, que mergulharão até 4.300 metros de profundidade no Pólo Norte.

São os mesmos batiscafos que o diretor de cinema James Cameron utilizou em 1995 para filmar “Titanic” (1997). E também os que foram usados, sem sucesso, nas tentativas de resgate do submarino nuclear russo Kursk, que afundou no Ártico com seus 118 tripulantes em agosto de 2000.

Os primeiros mergulhos começaram no mar de Barents, 47 milhas náuticas ao norte do arquipélago russo Terra de Francisco José, disse Vladimir Strugatski, vice-presidente da Associação de Exploradores Polares, a bordo do submarino, à agência russa Itar-Tass.

Ele afirmou que os dois minisubmarinos, que já mergulharam 1.311 metros nas águas do Ártico, podem descer a uma profundidade de seis mil metros e têm capacidade para um piloto e dois acompanhantes, além de reservas de oxigênio para 72 horas.

As imersões foram realizadas aproveitando um buraco no solo formado por gelo, a 82°29′ de latitude norte e a 64°28′ de longitude leste, onde a temperatura da água é de -1°C.

O primeiro a descer no Mir-1 foi o veterano oceanólogo Anatoly Sagalevitch, que acompanhou James Cameron na filmagem de “Titanic”. Uma hora mais tarde, desceu o segundo batiscafo, pilotado por Yevgueni Cherniayev.

O Mir-1 chegou ao fundo do mar às 3h32 de Brasília e o Mir-2, às 4h10 de Brasília. Cerca de uma hora e meia depois, ambos começaram a retornar à superfície.

O chefe da expedição, Artur Chilingarov, disse que os mergulhos não estavam programados, mas que decidiu realizá-los para testar todos os equipamentos técnicos antes da “complicada e arriscada missão” prevista para os próximos dias.

“Tocar o fundo do Oceano Glacial Ártico, o mais perigoso de todos, no ponto onde convergem os meridianos no hemisfério norte, é um velho sonho da Humanidade”, disse Chilingarov, veterano explorador polar e vice-presidente da Duma, como é chamado o Parlamento da Rússia.

Ele afirmou que, durante os mergulhos no Pólo Norte, serão recolhidas amostras de solo e água, e depositada no fundo do oceano uma cápsula de titânio com a bandeira russa e uma mensagem comemorativa da expedição.

Objetivo estratégico

Além disso, confirmou que a missão, empreendida no marco do 4º Ano Polar Internacional 2007-2009, além da realização de pesquisas científicas, tem um objetivo geopolítico: apoiar a ambição da Rússia de declarar como parte de seu território o Pólo Norte e toda a região submarina adjacente, com seus recursos naturais.

A Rússia quer provar à Organização das Nações Unidas (ONU) que a chamada cordilheira submarina Lomonosov, que chega a 3.700 metros de altura e vai além do Pólo Norte, é uma continuação da plataforma continental da Sibéria e do continente euro-asiático.

Com este argumento, a Rússia reivindica, desde 2001, uma área submarina de 1,2 milhão de quilômetros quadrados rica em petróleo, gás e outros minerais, incluindo diamantes.

O país também reivindica novas rotas marítimas através do Pólo Norte, que poderiam ser abertas entre icebergs devido ao aquecimento global.

“Devemos estabelecer a que Estado está ligada a plataforma Lomonosov”, afirmou Chilingarov, lembrando que países como Estados Unidos, Canadá, Noruega e Dinamarca também têm reivindicação similares às da Rússia.

A imprensa destacou que o território reclamado por Moscou abriga cerca de 10 bilhões de toneladas de hidrocarbonetos, que permitiriam à Rússia reforçar sua liderança energética quando as reservas do Golfo Pérsico começarem a se esgotar.

Os meios de comunicação locais afirmaram ainda que a expedição russa foi acompanhada por aviões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e que, esta semana, saiu um navio quebra-gelo da Noruega. Nele, estaria uma missão americana, que também realizará mergulhos no Pólo Norte, embora não tripulados.

“É uma prova da competição geopolítica no Ártico, onde se destaca em primeiro plano a luta pelos recursos naturais e pela presença estratégica na área, por enquanto neutra”, comentou o jornal “Viesti”, da televisão estatal.

30/07/200708h51 Folha Online

Publicado em:  on at 1:12 pm Deixe um comentário

Mudança climática duplicou freqüência de furacões nos últimos 100 anos

da Efe, em Washington

O número de furacões que nascem no Atlântico duplicou em comparação com o século passado, devido ao aumento da temperatura marítima e à mudança climática, segundo pesquisa realizada por cientistas americanos.

O estudo, do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas (NCAR, em inglês) e no Instituto Tecnológico da Geórgia, também considerou a mudança nos padrões do vento das últimas décadas.

Como exemplo, os cientistas afirmam que no ano de 2006 –menos ativo que os dois anteriores pela presença do fenômeno El Niño no Pacífico– há um século teria sido considerado como uma temporada com tempestades muito acima da média.

A análise se baseia nos furacões e nas tempestades tropicais que nascem nos litorais ocidentais da África durante o segundo semestre.

Os ciclones adquirem força e massa à medida que avançam em direção ao oeste e geralmente entram no Golfo do México ou causam impacto sobre as costas da América Central e dos Estados Unidos.

O documento identifica três períodos desde 1900, durante os quais a média de furacões e tempestades tropicais aumentou de maneira considerável.

O primeiro período, entre 1900 e 1930, registrou uma média de seis tempestades tropicais, das quais quatro foram furacões.

Entre 1930 e 1940, a média anual foi de 10 ciclones, incluindo cinco tempestades tropicais e cinco furacões. Já entre 1995 a 2005 a média chegou a 15: oito furacões e sete tempestades tropicais.

“Os números são um indício concreto de que a mudança climática é um fator influente no número de furacões do Atlântico”, disse Greg Holland, cientista do NCAR e um dos autores do estudo publicado pelo portal “Philosophical Transactions of the Royal Society of London”.

Por outro lado, “com os padrões atuais, um ano de pouca atividade de furacões teria sido considerado normal e até ativo na primeira parte do século passado”.

Apesar de evitarem fazer prognósticos negativos, os cientistas avisaram que o período atual não se estabilizou ainda, o que significa que a média no número de furacões poderia ser maior nos próximos anos.

De acordo com os pesquisadores, o aumento no número de furacões e tempestades tropicais durante os últimos 100 anos é paralelo ao das temperaturas marítimas, que foi de cerca de 1,7 ºC.

O aquecimento marítimo aconteceu em épocas anteriores a fortes altas na freqüência das tempestades, tanto no período que começou em 1930 como no que teve início em 1995, e continuou nos anos posteriores.

No entanto, apesar do aumento no número e na freqüência das tempestades, a proporção de furacões e tempestades tropicais se manteve sem grandes variações.

Até agora, os furacões representaram cerca de 55% de todos os ciclones tropicais que nascem no Atlântico.

Mas a proporção de furacões mais violentos, com ventos de quase 200 km/h, oscilou irregularmente e nos últimos anos aumentou em relação aos ciclones menos intensos e às tempestades tropicais, disseram os cientistas.

30/07/200707h40 Folha Online

Publicado em:  on at 1:11 pm Deixe um comentário

Cientistas identificam fatores genéticos associados com esclerose múltipla

da France Presse, em Paris

Cientistas anunciaram a descoberta de dois novos genes suscetíveis de aumentar o risco de uma pessoa vir a sofrer de esclerose múltipla –uma doença inflamatória que afeta a medula espinhal e o cérebro–, segundo estudos publicados na “Nature Genetics” e no “New England Journal of Medicine” neste domingo (29).

Estas pesquisas podem trazer um novo esclarecimento sobre as causas da esclerose múltipla, provavelmente ligadas a uma interação entre a suscetibilidade genética e fatores ambientais.

Entre as pessoas que sofrem de esclerose múltipla, por motivos ainda pouco compreendidos, o sistema imunológico ataca a bainha de mielina, dispositivo responsável por recobrir e isolar as fibras nervosas e que desempenha um papel isolante como se faz com os fios elétricos.

Esta destruição causa uma espécie de “curto-circuito”, obstruindo a passagem do fluxo nervoso e causando problemas motores, no equilíbrio, na fala e na visão, entre outros.

Vários genes envolvidos no desenvolvimento da doença já haviam sido identificados nos anos 70 no cromossomo 6.

Os novos avanços aparecem 30 anos depois que equipes de pesquisadores compararam as seqüências de DNA de milhões de pacientes que sofrem de esclerose múltipla com as de pessoas que não têm a doença.

Os novos genes identificados controlam a fabricação dos receptores de interleucina (interleucina-7, IL-7 e IL-2), proteínas que servem como “antenas” na interface das células imunológicas. As mínimas variações da seqüência destes genes trazem um risco adicional de 20% a 30% de o paciente vir a desenvolver a esclerose múltipla.

Entre as pessoas infectadas, a seqüência particular (variante) de um gene situado no cromossomo 5 levaria a uma menor presença de receptores IL-7 na superfície das células, mas traria também uma maior concentração delas dentro do soro sangüíneo, de acordo com o trabalho de Jonathan Haines e de seus colegas. Isto resultaria em uma alteração da atividade do sistema imunológico.

Os pesquisadores também identificaram as variações do gene IL-2R (receptor alfa para a interleucina 2), cujo envolvimento com outras doenças imunológicas já foram identificadas, entre elas a diabetes tipo 1.

“Cada gene contribui para apenas uma parte do risco. A grande questão é compreender como eles interagem uns com os outros”, afirmou David Hafler, da Harvard Medical School, nos Estados Unidos.

Os genes com suscetibilidade à esclerose múltipla descobertos nos anos 70 diziam respeito ao sistema de identidade do tecido, ou seja, proteínas destinadas a permitir ao sistema imunológico distinguir o que é seu daquilo que não é, e então de saber identificar as células de nosso próprio corpo, sem confundir com os microorganismos invasores.

29/07/200720h43 Folha Online

Publicado em:  on at 2:29 am Deixe um comentário

Rastros mostram que população de pandas expandiu seu habitat na China

da Reuters, em Xangai

Os esforços ambientais para aumentar o número de pandas-gigantes na China dão sinais de bons resultados, segundo informou a agência estatal Xinhua neste sábado (27)

AP
Expansão de pandas em região da China pode significar aumento no número de indivduos
Expansão de pandas em região da China pode significar aumento no número de indivíduos

Excrementos dos animais foram recentemente descobertas em áreas fora da Reserva Natural de Baishuijiang, de 220 mil hectares, nos limites das províncias de Gansu e Sichuan.

“Isto indica uma expansão do habitat do panda-gigante –e provavelmente de sua população também”, disse Huang Huali, vice-diretor da reserva.

A Administração Estatal das Florestas da China estimou que 1.590 pandas-gigantes vivem livres no ambiente, a maioria deles nas montanhas de Sichuan. Um estudo publicado por chineses e britânicos em 2006 afirma que o número pode chegar a 3.000 exemplares.

29/07/200700h08 Folha Online

Publicado em:  on at 2:28 am Deixe um comentário

Relatório da Nasa confirma embriaguez de astronautas em missões

da Efe, em Washington

Ao menos duas vezes, a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos autorizou que astronautas em estado de embriaguez participassem de missões, segundo um relatório realizado por uma comissão independente na agência.

Na quinta-feira (26), uma revista especializada publicou trechos do documento interno. No mesmo dia, a Nasa afirmou que houve uma tentativa de sabotagem na missão com o ônibus espacial Endeavour.

“Entrevistas com médicos de missões e astronautas identificaram alguns episódios de forte uso de álcool por parte de astronautas em períodos imediatamente anteriores aos vôos, o que causou preocupações sobre a segurança da missão”, diz o documento.

A comissão independente foi estabelecida pelo diretor da Nasa, Michael Griffin, em fevereiro deste ano, após a detenção da astronauta Lisa Nowak, dispensada da agência depois que tentou matar sua rival em um triângulo amoroso.

Lisa comparecerá a uma audiência judicial no dia 24 de setembro, quando começará a responder às acusações de tentativa de seqüestro, invasão de domicílio e agressão física contra sua rival, também uma oficial da Força Aérea.

“O álcool é usado nos alojamentos da tripulação”, afirma o relatório.

“Foram descritas duas ocasiões específicas nas quais os astronautas estavam tão intoxicados antes do vôo que os médicos e seus colegas astronautas expressaram aos superiores locais sua preocupação quanto à segurança”, afirmou, em outro trecho, o relatório.

“No entanto, os indivíduos foram autorizados a voar”, segundo o documento.

“O atestado médico dos astronautas para as missões não está estruturado para detectar tais episódios”, diz o informe.

A Nasa concederá nesta sexta-feira (27) uma entrevista coletiva com as conclusões da comissão, que analisou os serviços médicos oferecidos aos astronautas.

27/07/200716h15 Folha Online

Publicado em:  on Julho 28, 2007 at 1:39 am Deixe um comentário

Biólogos desenvolvem planta transgênica resistente a estresse ambiental

da Efe, em Buenos Aires

Cientistas argentinos desenvolveram plantas transgênicas capazes de crescer e multiplicar-se mesmo sob condições de “grave estresse ambiental”.

A seca, as radiações, a salinidade, a falta de nutrientes e a carência de ferro poderiam deixar de ser um problema, graças à solução encontrada por um grupo de pesquisadores argentinos, que consiste em inserir um determinado gene bacteriano no genoma vegetal.

O pesquisador Néstor Carrillo e seu grupo do Instituto de Biologia Molecular e Celular da cidade de Rosário acharam nas cianobactérias, microorganismos que povoam os oceanos e vivem em condições extremas, a solução para a parte do planeta que está coberta por solos não aptos para o cultivo.

Segundo a teoria dos cientistas, estes microorganismos, dos quais provêm as algas e as plantas terrestres, previnem as fontes de dano ao invés de combatê-las.

“À medida que foram povoando a terra firme, estes mecanismos foram se perdendo, mas nós identificamos uma proteína nas plantas, a flavodoxina, cuja produção se estimula em situações de estresse”, disseram os biólogos.

A descoberta desta equipe de pesquisadores permite a introdução do gene que sintetiza esta proteína, e que era utilizado por seus “antepassados” na célula vegetal, para que as plantas possam restabelecer o equilíbrio metabólico em condições adversas.

27/07/200715h52 Folha Online

Publicado em:  on at 1:38 am Deixe um comentário

Explosão mata três em complexo pioneiro de turismo espacial nos EUA

da Reuters
da Associated Press

Três pessoas morreram e outras três ficaram seriamente feridas em uma explosão na quinta-feira (27) nas instalações do complexo que prepara viagens espaciais privadas do empresário Burt Rutan, a Scaled Composites LLC, um pioneiro do turismo espacial. O complexo fica no deserto de Mojave, na Califórnia, a cerca de 130 km de Los Angeles.

O acidente ocorreu durante um teste com óxido nitroso em um injetor quando se avaliavam componentes de um novo motor para a SpaceShipTwo. O componente químico estava em temperatura ambiente e sob pressão, disse Rutan.

Reuters
Imagens de rede de TV nos EUA mostra estragos da explosão ocorrida no complexo
Imagens de rede de TV nos EUA mostra estragos da explosão ocorrida no complexo

Stuart Witt, gerente geral do complexo, disse que estava em seu escritório quando a explosão ocorreu e que o aeroporto que está dentro da área é palco de testes constantes. ” O que nós fazemos é inerente aos riscos”, afirmou. ” Estes não são dias que nós esperamos, mas lidamos com isso”.

Duas outras pessoas morreram instantaneamente na explosão, que ocorreu 18h34 no horário de Brasília e quatro outras foram transferidas para um hospital local, segundo as esquipes de emergência que atenderam o local. Um dos hospitalizados morreu e uma cirurgia, segundo o jornal “Los Angeles Times”.

Imagens de televisão mostraram o equipamento destruído após a explosão. As equipes de bombeiros esperaram diversas horas para se aproximar da cena devido ao grande perigo.

Burt Rutan, um empresário da aviação, fez história quando, em 2004, sua SpaceShipOne se tornou o primeiro foguete privado a atingir o espaço. Desde então, Rutan se associou ao bilionário britânico Richard Branson para construir o anunciado veículo SpaceShipTwo com a companhia Virgin Galactic.

A SpaceShipOne, um foguete de três lugares, voou ao espaço duas vezes em uma semana em 2004, ganhando o prêmio Ansari X Prize, de US$ 10 milhões (atualmente cerca de R$ 19 milhões), oferecido pela família Ansari, com o objetivo de incentivar viagens espaciais.

27/07/200715h33 Folha Online

Publicado em:  on at 1:37 am Deixe um comentário

Nasa investiga sabotagem em computador

da BBC Brasil

A Nasa (a agência espacial americana) está investigando a sabotagem de um computador que seria enviado à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) a bordo do ônibus espacial Endeavour.

“Os danos são óbvios, fáceis de detectar”, disse o responsável por operações espaciais da Nasa, William Gerstenmaier. Segundo ele, um funcionário terceirizado cortou fios do computador antes que fosse instalado no Endeavour.

Gerstenmaier afirmou, no entanto, que os engenheiros da Nasa vão tentar solucionar o problema antes da partida do Endeavour, prevista para 7 de agosto.

A Nasa também afirmou que a segurança dos astronautas não foi colocada em risco.

Este é o primeiro ato de sabotagem descoberto pela Nasa em um de seus equipamentos.

O fato foi divulgado ao mesmo tempo em que a revista especializada “Aviation Week and Space Technology” publicou que, em pelo menos duas ocasiões, astronautas da Nasa participaram de missões bêbados.

Segundo a revista, uma investigação interna conduzida pela Nasa descobriu que esses astronautas receberam permissão para decolar apesar de médicos e colegas terem alertado que eles estavam bêbados demais e poderiam colocar a segurança da viagem em risco.

Essa comissão de médicos da Nasa para investigar a saúde física e mental de seus funcionários foi instalada depois que a astronauta Lisa Nowak foi presa, em fevereiro deste ano, acusada de planejar o seqüestro de outra mulher que, segundo ela, seria sua rival na disputa pelo amor de um colega na agência espacial.

O relatório, que não menciona o nome de Nowak nem de outros funcionários, deverá ser divulgado oficialmente pela Nasa nesta sexta-feira.

A agência ainda não comentou os resultados da investigação.

27/07/200710h11 Folha Online

Publicado em:  on Julho 27, 2007 at 5:49 pm Deixe um comentário

Cientistas americanos dizem ter identificado gene da coceira

da BBC Brasil

Cientistas dos Estados Unidos anunciaram ter descoberto um gene associado à coceira –o que pode representar uma esperança de tratamento para pessoas que sofrem com o problema.

O gene, chamado GRPR (sigla em inglês de “receptor de peptídeo que libera gastrina”), foi encontrado em células da medula de camundongos.

Segundo os estudiosos da Escola de Medicina da Universidade de Washington em St. Louis, o gene fornece instruções para a fabricação de um receptor de proteína nas células da medula que reage a sinais de coceira enviados pelo cérebro.

A descoberta foi feita quando eles estavam realizando pesquisas sobre a relação entre genes e a sensação de dor.

Historicamente, os cientistas sempre acreditaram que a coceira era, na verdade, uma versão amena de dor, mas o gene provou que as duas sensações estão associadas a mecanismos genéticos separados.

Camundongos com coceira

Em um experimento em laboratório, os estudiosos retiraram o gene GRPR de camundongos e descobriram que a reação deles a estímulos dolorosos não havia mudado.

Por outro lado, quando eles injetaram nos camundongos um composto que simulava a ação do GRPR, as cobaias começavam a se coçar freneticamente.

“Foi quando pensamos que o gene pudesse ter relação com a sensação de coceira”, disse Zhou-Feng Chen, que liderou a pesquisa.

Em seguida, os cientistas realizaram novos testes com camundongos sem o GRPR, criados em laboratório. Quando expostos a agentes que provocavam coceira, eles se coçavam muito menos que cobaias normais, com o gene GRPR atuando normalmente.

Segundo ele, a identificação do gene e de seu efeito “sugere que drogas podem ser usadas para suprimir a sensação de coceira sem afetar a sensação de dor”.

“E como a dor pode ser um importante sinal de proteção, que adverte para [sinais de] perigo [no organismo], pode ser vantajoso ter medicamentos contra a coceira que não comprometam nossa capacidade de sentir dor”, afirmou o cientista.

Doenças associadas

Casos de coceira crônica podem estar associados a problemas de pele, como o eczema, ou a doenças mais sérias, como problemas nos rins ou no fígado.

O incômodo também é um efeito colateral de certas terapias para o câncer ou do uso de analgésicos fortes, como a morfina.

Nos casos mais severos, a coceira pode provocar dificuldade de dormir e cicatrizes na pele.

Hoje em dia, há poucos tratamentos disponíveis para o problema.

A pesquisa liderada por Zhou-Feng Chen foi publicada na última edição da revista Nature.

27/07/200700h55 Folha Online

Publicado em:  on at 5:48 pm Deixe um comentário

Nasa divulga sabotagem em missão; revista fala de embriaguez na agência

da France Presse, em Washington

Um computador que seria instalado no ônibus espacial americano Endeavour, com lançamento previsto para 7 de agosto, foi sabotado, informou a Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos, a Nasa, nesta quinta-feira (26).

Ônibus Espacial Endeavor
Foto:Gary I Rothstein/Efe

“Um de nossos funcionários terceirizados notou que um computador para o ônibus parecia ter sido forçado e comunicou isto à Nasa há alguns dias’, disse a porta-voz da agência espacial americana Katherine Trinidad.

“Trata-se de um dano intencional ao material”. Uma investigação foi aberta pelo órgão.

O ônibus Endeavour está posicionado para lançamento no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral (Flórida).

Embriaguez

Também nesta quinta-feira (26), um outro incidente relacionado com a Nasa chamou a atenção. A revista especializada “Aviation Week and Space Technology” publicou que, em pelo menos duas ocasiões, astronautas completamente bêbados realizaram missões.

A condição dos tripulantes colocava em risco as viagens, segundo o conteúdo publicado na revista, que usou um relatório da agência espacial americana como fonte.

Os astronautas foram autorizados a decolar mesmo após a advertência de colegas e médicos, segundo a publicação. O texto da revista não especifica em quais missões ocorreram os casos de embriaguez.

A investigação interna da Nasa, segundo a revista, mostrou um significativo consumo de álcool entre os astronautas, que incluiu o período das 12 horas prévias a um vôo, quando a norma proíbe qualquer consumo de álcool por parte dos membros de uma tripulação.

A Nasa não comentou o assunto, mas a revista anunciou que uma coletiva de imprensa com os resultados do estudo está prevista para a sexta-feira (27) à tarde.

Escândalos prévios

A agência espacial americana também está revendo seus testes psicológicos, tanto para os candidatos a astronauta, como para os que já são.

Uma investigação foi aberta sobre o comportamento e a saúde dos funcionários, depois que a astronauta Lisa Nowak foi presa e acusada de tentativa de assassinato, movida por ciúmes, em um caso de triângulo amoroso.

No início de fevereiro, a ex-astronauta do ônibus espacial Discovery viajou 1.500 km de carro, supostamente usando fraldas geriátricas para não fazer paradas, do Texas para a Flórida. O objetivo era agredir Colleen Shipman, piloto da Força Aérea americana.

Segundo Lisa, Colleen mantinha um relacionamento com o astronauta William Oefelein, por quem ela era apaixonada e já teria uma ligação amorosa.

26/07/200722h59 Folha Online

Publicado em:  on at 5:48 pm Deixe um comentário

Bactéria que converte luz em energia é descoberta nos Estados Unidos

da Associated Press, em Washington

Um estudo da Universidade Estadual de Montana afirma que uma bactéria, a Chloracidobacterium thermophilum, foi descoberta em um lago no Parque Nacional Yellowstone, que se estende por áreas dos Estados americanos de Montana, Wyoming e Idaho. O microorganismo converte luz em energia, segundo os cientistas.

“Isto foi estranho”, disse David M. Ward, um professor da universidade, sobre a descoberta. No entanto, Ward disse que a bactéria apresenta um “novo tipo” de fotossíntese. “É a mesma lógica de funcionamento, mas o arranjo das partes está em pontos diferentes”, disse.

Plantas usam a fotossíntese para converter luz em energia, assim como outras bactérias.

A descoberta é importante para se desvendar a história da fotossíntese, ao determinar como os micróbios eficientemente colhem energia, segundo o professor.

“Nós estamos em processo de evitar os combustíveis fósseis, então o quanto mais eficientemente armazenarmos energia Solar, melhor”, disse Ward.

A nova descoberta, com a bactéria Chloracidobacterium thermophilum, foi relatada no na “Science”.

26/07/200716h39 Folha Online

Publicado em:  on at 3:44 am Deixe um comentário

Península se separa do México como “bolacha rachada”

da Efe, em Londres

Uma equipe de cientistas dos Estados Unidos e México descobriu que o processo geológico que separa a Baixa Califórnia (noroeste do México) do continente americano transforma a crosta terrestre da região numa espécie de “bolacha” que se racha de diversas formas.

‘No golfo da Califórnia percebemos que algumas partes da crosta terrestre se esticam muito antes de se romper. Outras simplesmente se racham”, explicou Daniel Lizarralde, que assina a pesquisa publicada na última edição da revista científica britânica “Nature”.

Lizarralde compara a situação no fundo do golfo da Califórnia com o que acontece quando se prepara um biscoito. “As bolachas quentes esticam a sua massa antes de se romper. Mas, quando estão frias, simplesmente se racham sem necessidade de esticar”, comenta o especialista da Instituição Oceanográfica de Woods Hole (EUA).

Todas as zonas da crosta da península estão estão atualmente na mesma temperatura. Há 15 milhões de anos, uma erupção de lava “assou” algumas partes da enorme “bolacha geológica”. Mantendo a comparação, Lizarralde comenta que “as bolachas que estão há mais tempo no forno ficam mais frágeis que as pouco cozidas, mesmo depois de as duas esfriarem”.

Algumas partes do golfo da Califórnia se fragmentaram há 3 milhões de anos e outras muito mais tarde. A diferença criou o aspecto atual da península, que se estende ao longo de 1.280 quilômetros no oceano Pacífico.

Segundo o cientista, o processo de separação da península está “quase completo”. No futuro, dentro de cerca de 20 milhões de anos, ela será uma ilha.

“Mais acima, no Estado da Califórnia [EUA], o processo continua nos vales Imperial, Morto e Owens. A maior parte do sul da Califórnia, inclusive as cidades de Los Angeles e San Diego, acabarão fazendo parte da península”, diz o especialista.

Lizarralde acredita que uma conseqüência da separação pode ser uma nova fonte de energia, graças ao magma que fica pouco abaixo da superfície da Terra. “Ele pode ser utilizado para produzir energia geotérmica, como já acontece perto de Mexicali”, capital do Estado mexicano de Baja Califórnia, afirmou.

26/07/200711h33 Folha Online

Publicado em:  on at 3:43 am Deixe um comentário

Melbourne está entre pioneiras na construção de edifícios ecológicos

da Ansa, em Roma

Uma das cidades pioneiras do mundo no lançamento de estratégias para reduzir a produção de CO2 é Melbourne, na Austrália. Lá se localiza a maior instalação solar em um edifício urbano de todo o continente, no Queen Victoria Market, um complexo comercial do século 19, com uma fachada moderna que possui 1.300 painéis solares.

A administração de Melbourne, de acordo com o relatório “State of the World 2007″, da World Watch Institute (WWI), está promovendo parcerias entre empresas privadas e a administração pública para encorajar um crescimento econômico que acompanhe a qualidade ambiental.

O slogan adotado é “Zero Net Emissions” (literalmente, “rede de emissão zero”, ou emissão líquida zero, conceito baseado em um “balanço ambiental zero” que inclui reduzir emissões de CO2 e realizar ações ambientais positivas como compensação), pelo qual a cidade australiana de 60 mil habitantes (que abriga 660 mil durante o dia e integra uma área metropolitana de 3,6 milhões de habitantes) decidiu atuar concretamente.

O objetivo de alcançar emissão zero de CO2 parece cada vez menos distante, visto que a cidade já reduziu suas emissões de monóxido de carbono em 26% e para 2010 decidiu elevar a meta para 30% a 50%.

Como destaca o artigo de Tom Roper, ex-ministro do governo do Estado da Victoria, que integra o relatório, a bandeira principal da eco-revolução local é o Council House 2, o complexo de escritórios que será construído em Melbourne, o primeiro a alcançar na Austrália a pontuação máxima do sistema de certificação ambiental, o Grenn Star.

Sobre a construção desse prédio, o prefeito de Melbourne, John So, disse acreditar “que o Council House 2 mude a forma pela qual venham a ser projetados e construídos os edifícios em Melbourne, na Austrália e no mundo todo”.

O Council House é uma verdadeira jóia para os ambientalistas. O novo edifício consome 87% de energia e 72% de água a menos que os prédios antigos, e garante a quem trabalha neles 100% de ar fresco. Para isso, são utilizadas persianas com células de captação de energia solar na fachada do edifício que seguem o sol em seu percurso e janelas automáticas que permitem ao ar fresco da noite resfriar o edifício.

Turbinas eólicas, painéis solares e um sistema de co-geração de energia a gás fornece a energia necessária. Um sistema adaptado aspira a água do esgoto e a submete a um tratamento de depuração completo. Esta água é depois usada nas descargas e nas torres de refrigeração.

Essas inovações foram adotadas em diversas partes da cidade. O plano regulador de Melbourne estabelece que todas as novas construções de prédios de escritório adotem estratégias para a redução das emissões de COº2º, a exemplo da utilização de energia solar e do sistema de reutilização da água da chuva.

Já para os edifícios existentes há um outro programa, o GreenSaver, que financiará as verificações e fornecerá aos proprietários produtos como torneiras de fluxo reduzido, lâmpadas econômicas e isolantes térmicos.

26/07/200709h41 Folha Online

Publicado em:  on at 3:41 am Deixe um comentário

Conferência na Costa Rica analisa futuro de primatas ameaçados

da France Presse em San José

O futuro dos primatas, uma população que começa a se ver ameaçada pela mudança climática e pelo cerco do homem a seu habitat, está sendo analisado em um encontro internacional de biólogos na Costa Rica.

Um dos organizadores do evento, o biólogo costarriquenho Ronald Sánchez, afirma que se calcula que uma população que era de cerca de 220 mil primatas há 12 anos no país tenha se reduzido a pouco mais de 107 mil.

Segundo ele, o crescimento das urbanizações, hotelaria e centros comerciais em regiões turísticas, como na costa do Pacífico, estão começando a asfixiar os primatas.

A intenção do encontro é reunir material que sirva de base para desenvolver uma estratégia nacional de conservação da espécie.

De acordo com o especialista, é preciso aumentar em 16% as zonas protegidas do país para criar novos corredores biológicos que garantam a manutenção da biodiversidade.

26/07/200709h22 Folha Online

Publicado em:  on at 3:41 am Deixe um comentário