Sonda revela origem de misterioso anel de Saturno

da Efe, em Washington

Os cientistas da missão Cassini para Saturno podem ter identificado a natureza de um dos mais misteriosos anéis do planeta, informou hoje o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, sigla em inglês).

Em comunicado emitido em Pasadena (Califórnia), o JPL, da Nasa, disse que, segundo os cientistas, o anel G de Saturno é provavelmente formado por partículas de gelo que se acumulam no arco brilhante da beirada interna do anel.

Isso acontece devido à influência gravitacional da lua Mimas de Saturno.

Os micrometeoritos se chocam com essas partículas e nessa colisão geram partículas menores, que dão o brilho característico do arco.

Segundo os cientistas do JPL, a descoberta evidencia a complexa interação entre as luas de Saturno, os anéis e a magnetosfera.

Matthew Hedman, um dos cientistas da missão Cassini na Universidade de Cornell (Nova York), disse que as imagens enviadas pela sonda permitiram localizar o arco e determinar seu movimento, assim como a quantidade de matéria.

Mistério

Os anéis de Saturno constituem uma complexa e enorme estrutura cuja origem foi até agora um mistério para os astrônomos.

Os anéis são identificados com letras e os principais são A, B e C, em tanto que os mais transparentes são D, F, E e G.

Os mistérios dos anéis de Saturno poderão ser revelados no final de 2008 quando a sonda se aproximar cerca de mil quilômetros dessas estruturas.

Nessa ocasião, será uma “oportunidade para localizar a fonte dos corpos que formam o anel G”, disse Joe Burns, um dos membros da equipe.

03/08/200709h50 Folha Online

Publicado em: on Agosto 3, 2007 at 1:09 pm Deixe um comentário

Mecanismo em parasita da malária evita reação imunológica humana

da Efe, em Madri

Cientistas espanhóis e ingleses identificaram um mecanismo pelo qual o parasita causador da malária mais virulenta aumenta sua capacidade de adaptação para invadir glóbulos vermelhos, escapando do sistema imunológico. O trabalho foi publicado na revista “Plos Pathogens”.

Um dos líderes da pesquisa, o parasitologista Alfred Cortés, disse que o estudo descobriu que o parasita, um protozoário que infecta só humanos, dispõe de um mecanismo para “desligar e ligar a expressão de algumas proteínas” que usa para chegar ao interior dos glóbulos vermelhos dos hospedeiros.

O P. falciparum ativa e desativa a síntese de pelo menos sete genes (e suas proteínas correspondentes) sem que isto prejudique sua entrada nos glóbulos vermelhos normais ou modificados.

A expressão variada destes genes serviria ao parasita para escapar de respostas imunológicas do organismo hospedeiro. Essa hipótese, no entanto, ainda está para ser confirmada, ponderou Cortés.

Desativação

A malária, erradicada no sul da Europa e nos EUA há meio século, prolifera na África Subsaariana, na América Central, na América do Sul e no Sudeste Asiático, e se manifesta nas formas mais graves da doença em crianças e em adultos que não estiveram expostos ao parasita.

O mecanismo para silenciar os genes é epigenético, ou seja, permite que o parasita deixe de expressar um gene sem mudar sua formação genética, sendo flexível, adaptável e facilmente reversível.

Isto significa que o P. falciparum poderia voltar a sintetizar estas proteínas de forma relativamente fácil quando infectasse a outra pessoa, e desativá-las de novo em outro hóspede.

“Nosso desafio agora será investigar como isto funciona em nível molecular, ou seja, descobrir que modificações epigenéticas concretas estão associadas à atividade ou à desativação”, diz o pesquisador.

03/08/200709h04 Folha Online

Publicado em: on at 1:09 pm Deixe um comentário

Estudo revela que orangotangos utilizam gestos para se comunicar

da Efe, em Washington

Os orangotangos se comunicam por uma linguagem gestual, similar à de uma pessoa para brincar de mímica, revelou um estudo divulgado ontem (2) pela revista “Current Biology.

Em cativeiro, os animais ainda modificam intencionalmente os movimentos de suas mãos ou outro tipo de gestos de forma seletiva, de acordo com o sucesso que tiverem em sua comunicação, diz o estudo.

Para determinar a forma de comunicação dos orangotangos, Erica Cartmill e Richard Byrne, da Universidade de Saint Andrews, na Escócia, apresentaram seis desses primatas em situações nas quais deviam conseguir alimento com ajuda humana.

Os cientistas, porém, fizeram uma armadilha: em vez de ajudá-los sempre, em muitas ocasiões entendiam de maneira errada os gestos dos orangotangos.

Em alguns casos, davam metade do que queriam, em outras, passavam a parte menos saborosa do alimento que pediam.

Quando a pessoa com a qual tentavam se comunicar não atendia seus desejos, os orangotangos continuavam gesticulando. Ao confirmar que eram compreendidos, utilizavam somente os gestos com os quais tinham tido bons resultados e os repetiam várias vezes.

E quando não conseguiam ser entendidos, os primatas não voltavam a utilizar os gestos “fracassados”.

Avaliação

“Surpreendeu-nos a forma como os orangotangos avaliaram a compreensão de quem observava os gestos”, disse Byrne.

“Isto significa que transmitem ao interlocutor sua avaliação sobre quanto se fizeram entender”, acrescentou. Segundo o cientista, o processo é semelhante ao das brincadeiras de mímica humanas.

Por outro lado, Cartmill afirma que a resposta dos orangotangos demonstrou que desejavam obter um resultado e persistiram até que conseguirem o desejado.

“Os orangotangos fizeram uma clara distinção entre a falta de compreensão total, ao desistir dos sinais usados e usar novos, e a compreensão parcial, quando repetiram os gestos que tinham tido bons resultados”, disse o cientista.

03/08/200708h24 Folha Online

Publicado em: on at 1:08 pm Deixe um comentário

Carneiro de sete patas terá de ser sacrificado

da Associated Press, na Nova Zelândia

Um carneiro nascido com sete patas terá de ser sacrificado, informou a mídia da Nova Zelândia hoje.

Susan Sandys/AP
Veterinário diz acreditar que erro na formação embrionária resultou na formação das patas
Veterinário diz acreditar que erro na formação embrionária resultou na formação das patas

O animal possui três patas traseiras, duas dianteiras e duas patas extras que não são usadas, localizadas próximas às dianteiras.

O veterinário Steve Willians, da clínica de Canterbury, no município rural de Methven, disse que o carneiro, nascido na última sexta-feira (27), não possui uma parte do intestino e, por isso, terá que ser sacrificado.

“Mantê-lo vivo é desumano” disse Willians ao jornal “The Ashburton Guardian”.

Williams diz acreditar que um erro na formação embrionária resultou na formação de várias patas, algo que acontece em um entre milhões de animais.

O fazendeiro Dave Callaghan disse que se surpreendeu ao encontrar o carneiro de sete patas ao lado da mãe e de seus irmãos gêmeos normais. “Nunca vi algo parecido”, disse.

02/08/200714h36 Folha Online

Publicado em: on at 1:07 pm Deixe um comentário