Floresta de 8 milhões de anos é encontrada na Hungria

da France Presse, em Bukkabrany

Arqueologistas encontraram uma floresta de ciprestes de 8 milhões de anos em Bukkabrany, nordeste da Hungria. A floresta encontra-se bem preservada e não está fossilizada.

“A descoberta é excepcional à medida que as árvores conservaram sua estrutura; Elas não se transformaram em carvão nem petrificaram, disse Tamas Pusztai, coordenador do departamento arqueológico local do museu Otto Herman, que comandou a escavação.

Os arqueólogos anunciaram a descoberta na última semana depois de encontrar a misteriosa floresta de um tipo de cipreste, depois de dias de escavação.

Mineradores que trabalhavam em uma mina de carvão descobriram vários troncos que se transformaram em carvão, um fato comum nesse tipo de ambiente.

“Mais adiante, encontramos 16 árvores que permaneceram onde haviam crescido há cerca de oito milhões de anos e que estavam bem preservadas”, disse Pusztai.

Tempestade de areia

Tudo o que restou das árvores foram os troncos, que possuem de dois a três metros de diâmetros e cerca de seis metros de altura, embora as árvores originais tenham provavelmente medido até 40 metros de altura.

Segundo Miklos Kazmer, diretor do departamento de paleontologia da universidade de Ciências naturais Loran Eotvos, em Budapeste, o estado excepcional de preservação das árvores é devido a uma tempestade de areia que cobriu a floresta a uma altura de seis metros.

06/08/200715h25 Folha Online

Publicado em: on Agosto 6, 2007 at 8:17 pm Deixe um comentário

Cientistas acham estrutura cerebral que controla febre

da Folha de S.Paulo

Uma pequena região do cérebro (“do tamanho de uma cabeça de alfinete”) é o centro responsável por desencadear a febre durante processos inflamatórios, revela um estudo publicado ontem. Segundo os autores do trabalho, baseado em experimentos com camundongos, a descoberta pode ser a base para a síntese de drogas antitérmicas mais precisas.

Em artigo na revista “Nature Neuroscience”, os cientistas mostram que uma região minúscula do hipotálamo –estrutura cerebral envolvida em funções variadas, como fome a desejo sexual– medeia a reação febril no corpo dos roedores.

Alessia Piedormenico/Reuters
Experimento nos EUA usou camundongos
Experimento nos EUA usou camundongos

“Acreditamos que isso é exatamente o que acontece no cérebro dos humanos também”, disse Clifford Saper, pesquisador da Escola Médica de Harvard, em Boston (EUA), que liderou o estudo.

O trabalho de Saper se baseou no estudo da ação da dinoprostona, hormônio da classe das prostaglandinas, responsáveis por mediar diversas reações a inflamações.

Quando as pessoas adoecem, os glóbulos brancos (células de defesa do sangue) produzem moléculas chamadas citocinas, que agem nos vasos sangüíneos do cérebro estimulando a produção de dinoprostona. “Isso desencadeia as reações do cérebro durante uma infecção ou inflamação”, explica Saper.

A febre, na verdade, é um mecanismo natural do corpo para ajudar o sistema imune, pois os glóbulos brancos agem com mais eficácia em ambientes de temperatura ligeiramente mais alta. A sensação febril também induz a um comportamento mais adequado. “Os indivíduos tendem a ficar doloridos e letárgicos”, explica Saper. “Tendem a não se esforçar e, por isso, acabam conservando energia para combater a infecção.”

DNA alterado

Os pesquisadores já sabiam que a dinoprostona agia no hipotálamo, mas não exatamente em quais partes dele. Para descobrir isso, usaram técnicas de manipulação de DNA para eliminar em camundongos os genes que codificam moléculas chamadas EP3 –elas são “receptores” que ficam na superfície de alguns tipos de neurônio, e é por meio delas que essas células reagem à prostaglandina.

Acontece que há muitas células cerebrais que exibem receptores EP3, mas administram outros tipos de sensação, como cansaço e saciedade. Saper, porém, mostrou que um grupo de células com EP3 está em um ponto de convergência do cérebro que administrar a febre.

“O que nós descobrimos é que se você tira tira os receptores EP3 apenas deste local do tamanho da cabeça de um alfinete, você não terá mais uma reação febril”, diz Saper.

Se o mecanismo descoberto em roedores for mesmo igual em humanos, isso abre a perspectiva para novos tipos de medicamentos, mais precisos. Remédios como a aspirina agem em todos os receptores de prostaglandina no corpo, e acabam levando a diversos outros efeitos além do antitérmico.

Segundo Saper, seu estudos sobre a dinoprostona também podem auxiliar pesquisadores que lidam com o efeito dessa molécula em falta de apetite e fadiga associada a infecções.

“Ao final, pode ser possível manipular esses circuitos com drogas”, diz o cientista. “O segredo é saber quais circuitos estão envolvidos em cada uma dessas coisas.”

06/08/200709h52 Folha Online

Publicado em: on at 8:16 pm Deixe um comentário

Cientistas identificam gene que reduz gravidade do câncer de pulmão

da Efe, em Londres

Um gene conhecido por contribuir para a supressão de alguns tumores demonstrou ser eficaz na redução da gravidade do câncer de pulmão, junto ao risco de metástase.

A pesquisa, publicada nesta semana na revista científica britânica “Nature”, demonstra que a perda do gene LKB1, combinada com a mutação de outro gene, o Kras, em um rato teve como conseqüência o crescimento de tumores mais agressivos.

A mutação do LKB1 causa a síndrome de Peutz-Jeghers, uma doença genética, pouco freqüente, que se caracteriza por pólipos intestinais e manchas pigmentadas que se desenvolvem desde a infância ao redor de lábios, gengivas, membranas mucosas e na pele. Os pacientes que sofrem dessa síndrome são mais suscetíveis a contrair um câncer.

Os pesquisadores comprovaram em experimentos com ratos que a mutação do gene Kras somada à perda do gene P53 causava câncer de pulmão.

Quando esses dois genes se combinam com a mutação do LKB1, não só se transformam em tumores mais agressivos, mas evoluem com mais probabilidade rumo a carcinomas descontrolados no pulmão e na pele.

A pesquisa também identifica mutações do LKB1 em tumores no pulmão de humanos.

Em conseqüência, os cientistas acreditam que a perda do LKB1 pode ser um marcador para prever o desenvolvimento da doença e sua propagação. As vias reguladas por esse gene também podem representar possíveis alvos terapêuticos.

05/08/200718h58 Folha Online

Publicado em: on at 3:14 am Deixe um comentário

Nasa lança sonda para avaliar se Marte pode ter vida

da BBC Brasil

A Nasa, a agência espacial americana, lançou neste sábado uma espaçonave para uma viagem de nove meses até Marte, onde ela buscará evidências da possibilidade da existência de vida, atualmente ou no passado.

A sonda Phoenix foi lançada às 5h26 (6h26 de Brasília) de Cabo Canaveral, na Flórida, levada por um foguete Delta 2.

O lançamento da Phoenix estava previsto para a sexta-feira, mas problemas com as más condições climáticas impediram a partida.

Se tudo correr dentro dos planos da Nasa, a Phoenix deve chegar a Marte em maio de 2008.

A agência espacial americana pretende pousar a sonda em um terreno relativamente plano em uma latitude marciana equivalente ao norte do Alasca na Terra.

Nessa planície no norte do planeta, acredita-se haver água congelada apenas algumas dezenas de centímetros abaixo da superfície, ao alcance do braço robótico de 2,4 metros da sonda.

Os cientistas acreditam que o metro superior do solo nessa região possa conter entre 50% e 70% de gelo.

A missão pretende investigar não somente a história desse gelo, mas também se a região poderia suportar vida de organismos microscópicos.

“A questão que estamos tentando responder é: ‘esse gelo derreteu?’ –porque a água líquida em contato com o solo pode gerar um ambiente habitável”, afirma Peter Smith, principal investigador da missão e professor na Universidade do Arizona.

“Para micróbios, o termo ‘habitável’ significa que você tem água líquida, moléculas orgânicas complexas do tipo com as quais nossos corpos são feitos –proteínas, aminoácidos, etc.– e isso também significa que você tem recursos de energia”, diz Smith.

O cientista William Boynton, também da Universidade do Arizona, disse: “Uma das questões interessantes é verificar por que as moléculas orgânicas não foram encontradas na superfície de Marte pela Viking (missão da Nasa em Marte nos anos 1970)”.

“A resposta é que achamos que há um mecanismo que pode destruir moléculas orgânicas em Marte. Esse mecanismo poderia não estar operando nas regiões polares, porque a água e o gelo podem decompor os oxidantes que destroem os materiais orgânicos”, afirma.

Segundo Boynton, a existência desses elementos no solo marciano não provará a existência de vida em Marte, apenas indicará que ela poderia existir.

A Phoenix conduzirá experiências científicas na superfície de Marte por três meses.

04/08/200709h14 Folha Online

Publicado em: on at 3:13 am Deixe um comentário