Com professora a bordo, Endeavour está pronto para lançamento

da Efe, em Washington

O ônibus espacial Endeavour está pronto para seu lançamento hoje no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, no começo de uma missão que levará seis astronautas e uma professora até a ISS (Estação Espacial Internacional).

Scott Audette/Reuters
Ônibus espacial Endeavour deve ser lançado nesta quarta-feira no Centro Espacial Kennedy
Ônibus espacial Endeavour deve ser lançado nesta quarta-feira no Centro Espacial Kennedy

O lançamento está programado para 19h36 (horário de Brasília). A previsão meteorológica oferece 80% de probabilidades de condições favoráveis para a decolagem.

A missão é comandada por Scott Kelly e inclui o piloto Charlie Hobaugh e os especialistas de missão Tracy Caldwell, Rich Mastracchio, Alvin Drew e Dave Williams.

A sétima tripulante é a professora Barbara Morgan, que começou sua instrução como astronauta há duas décadas.

O Endeavour, em sua primeira missão desde o final de 2002, levará mais de duas toneladas de equipamentos, mantimentos e novas peças para a estação orbital, um projeto de US$ 100 bilhões que tem a participação de 16 nações.

Durante a missão, os astronautas instalarão uma nova estrutura de suporte do lado direito da estação.

08/08/200712h02 Folha Online

Publicado em: on Agosto 8, 2007 at 4:42 pm Deixe um comentário

Golfinho de água doce chinês pode estar extinto, dizem biólogos

da France Presse, em Xangai

A rápida industrialização da China pode ter provocado a extinção do golfinho de água doce conhecido como baiji, que estava no planeta há 20 milhões de anos, anunciaram biólogos chineses e britânicos nesta quarta-feira.

Cientistas da China, Japão, Reino Unido e Estados Unidos não conseguiram encontrar nenhum baiji durante uma busca de seis semanas no habitat da espécie, o rio Yang-tsé, no ano passado.

Reuters
Golfinho chinês de água doce, conhecido como baiji, tem como habitat o rio Yang-tsé
Golfinho chinês de água doce, conhecido como baiji, tem como habitat o rio Yang-tsé

“Esse resultado significa que o baiji parece estar extinto”, afirmou Wang Ding, que coordenou a busca e é considerado um dos maiores especialistas nesta espécie no mundo. O golfinho foi vítima de uma poluição devastadora, da pesca ilegal e do tráfego pesado no rio, segundo Wang.

A descoberta significa que o baiji é o primeiro mamífero a ser considerado extinto em mais de 50 anos. Ele é primo do golfinho nariz-de-garrafa, espécie que também está na lista de risco de extinção.

Wang, membro da Academia Chinesa de Ciências, enfatizou porém que ainda não perdeu as esperanças em relação ao destino do baiji. “Não estamos dizendo que desapareceu por completo”, afirmou, ainda que lamentando a falta de sinais desse mamífero durante a missão.

Wang disse que sua equipe publicará uma carta no próximo número do jornal da Sociedade Real Britânica de Biologia confirmando a crença de que o baiji se extinguiu.

A última vez que o golfinho de água doce foi visto no Yang-tsé foi há dois anos. Da mesma forma, a última contagem oficial realizada por uma equipe de pesquisa remonta a 1997, quando foram contabilizados 13 golfinhos.

Segundo o site www.baiji.org, cerca de 5.000 mamíferos dessa espécie viviam no Yangtze há cem anos.

08/08/200710h40 Folha Online

Publicado em: on at 4:41 pm Deixe um comentário

Mulheres preferem homens “com feições mais femininas”, diz estudo

da BBC Brasil

Mulheres que querem investir em uma relação mais duradoura preferem homens com feições mais femininas aos que se encaixam no estereótipo do “macho”, revelou uma pesquisa realizada pela Universidade de Durham, no Reino Unido.

O estudo foi publicado na revista “Personality and Individual Differences” e envolveu cerca de 400 homens e mulheres que foram submetidos a um teste pela internet.

Os participantes ficaram diante de duas fotos dos rostos de dois homens e tiveram de julgá-las de acordo com os quesitos: domínio, ambição, renda, confiança, comprometimento, paternidade e calor humano.

As diferenças entre as duas imagens eram muito sutis, mas perceptíveis. A face mais feminina tinha as sobrancelhas mais curvadas, a testa um pouco mais arcada e maçãs do rosto levemente elevadas. Além disso, carregava um sorriso discreto no lábios, já que as mulheres sorriem mais do que os homens, acrescentaram os pesquisadores.

Tanto homens quanto as mulheres julgaram a foto do primeiro homem (com características mais femininas) como o mais confiável, comprometido, paterno e caloroso.

Julgar pela aparência

A face masculina foi considerada a mais dominante, mas não foi verificada diferenças entre os dois em relação às categorias renda e ambição.

Lynda Boothroyd, que liderou a pesquisa, disse que “o estudo mostra que as mulheres podem usar a impressão que têm de um homem para decidir se se envolvem com ele ou não. Essa decisão depende muito do que ela está procurando no relacionamento e em que estágio de vida está”.

Para o psicólogo George Fieldman, da Buckingham Chilterns University College, as descobertas “fazem sentido”.

“Na sociedade moderna, a força física não é uma necessidade e pode ser vista como uma ameaça em potencial. Uma mulher poderá escolher um parceiro mais feminino porque isto pode reduzir a chance de que ele seja violento com ela”, estima.

08/08/200709h10 Folha Online

Publicado em: on at 4:40 pm Deixe um comentário

Sexo não está no cérebro, mas no nariz, sugere pesquisa nos EUA

da France Presse, em Paris

A enorme diferença entre o comportamento sexual de machos e fêmeas poderia ser explicada, pelo menos entre os animais, por um pequeno órgão localizado no nariz, e não por diferenças de gênero definidas pelo cérebro.

É o que afirmam pesquisadores nos Estados Unidos, que se confessam bastante surpresos com a descoberta e suas conseqüentes implicações na compreensão da sexualidade.

A pesquisa foi coordenada por Catherine Dulac, professora de biologia celular e molecular da Universidade de Harvard e pesquisadora do Instituto Médico Howard Hughes. Durante o estudo, publicado pela revista científica inglesa “Nature”, a equipe manipulou geneticamente um grupo de camundongos fêmeas, retirando do DNA dos roedores o gene TRPC2, provocando um curto-circuito no chamado órgão vomeronasal.

Esse pequeno órgão no nariz apresenta um grande número de células receptoras de feromônios –odores primitivos responsáveis pelas reações dos vertebrados a situações que envolvem agressividade e sexo.

Para surpresa dos cientistas, as fêmeas de camundongo manipuladas geneticamente apresentaram comportamento sexual bastante atípico. Elas cheiravam e corriam atrás de outras fêmeas, balançavam os “quadris”, empurravam e montavam nos machos, emitindo ruídos semelhantes aos usados por camundongos machos para demonstrar interesse sexual.

Mas o comportamento não foi totalmente igual ao dos machos: as fêmeas geneticamente modificadas se relacionaram sexualmente com os machos da maneira habitual. Além disso, ao contrário do que fazem os camundongos, elas não atacaram outros machos.

Porém, quando nasceram suas ninhadas, as ratinhas voltaram a se comportar como machos, displicentes com os bebês e “sedentas” por mais sexo.

Normalmente, as fêmeas de camundongo passam 80% do tempo no ninho cuidando de seus recém-nascidos e expulsando qualquer macho que se aproxime. Não foi o que aconteceu com as fêmeas manipuladas no estudo, que apenas dois dias depois do parto já começaram a sair do ninho e a deixar seus filhotes sozinhos, além de demonstrar receptividade aos machos que se aproximavam.

“Esses resultados são surpreendentes”, disse Dulac. “Ninguém jamais imaginou que uma simples mutação genética como essa pudesse induzir fêmeas a se comportar como machos.”

Mais provas

Para verificar se houve algum outro fator nos animais geneticamente manipulados que pudesse ter induzido às drásticas mudanças comportamentais, os cientistas removeram cirurgicamente os órgãos vomeronasais dos focinhos de fêmeas normais –e as mudanças observadas foram as mesmas.

As descobertas são importantes, pois corroboram os argumentos daqueles que, por décadas a fio, buscam fatores latentes na estrutura cerebral para explicar por que o comportamento sexual de machos e fêmeas é tão diferente.

A resposta parece ser: não há diferença –pelo menos, não nos camundongos. A estrutura cerebral aparenta ser a mesma.

“De modo geral, o resultado sugere que o cérebro feminino possui um circuito de comportamento masculino perfeitamente funcional”, afirmou Dulac, “reprimido” por sinais do órgão vomeronasal.

07/08/200712h39 Folha Online

Publicado em: on at 4:40 pm Deixe um comentário

Formigas jovens acumulam conhecimento para vida adulta, diz estudo

da France Presse, em Paris

As experiências acumuladas durante a juventude pelas formigas da espécie Cerapachys biroi determinam seu comportamento durante a etapa adulta, afirma um estudo publicado pela revista “Current Biology”.

Divulgação
Formigas aprendem ainda jovens o que usarão na idade adulta, afirma nova pesquisa
Formigas aprendem ainda jovens o que usarão na idade adulta, afirma nova pesquisa

Biólogos da Universidade de Paris dividiram um grupo de formigas, todas elas em idade de buscar comida para as larvas, em dois grupos: metade dos insetos foi introduzida em uma zona onda havia presas e outra metade em uma área sem nenhum tipo de alimento em potencial.

Um mês mais tarde, a primeira metade do grupo havia se especializado na busca por alimentos. Em contrapartida, a segunda havia se voltado para o cuidado das mais jovens no interior do ninho, segundo os cientistas.

“A história individual possui um papel na organização das sociedades de insetos. A experiência vivida surge como uma variável fundamental no desenvolvimento do comportamento”, afirmaram.

Originárias do Japão e de Taiwan, essas formigas biroi foram eleitas para esse experimento porque se reproduzem sem fecundação, o que faz de todos os seus indivíduos “cópias perfeitas”.

07/08/200712h23 Folha Online

Publicado em: on at 4:39 pm Deixe um comentário

Cientistas constroem modelo 3D de proteína que combate tumores

da Efe, em Madri

Uma equipe do Centro Superior de Pesquisas Científicas da Espanha apresentou pela primeira vez a estrutura tridimensional da proteína TOR, de grande interesse por seu potencial como catalisador para combater o crescimento de tumores.

A rota de ativação da proteína TOR está afetada em muitos tumores em humanos, explicou o chefe da pesquisa, Óscar Llorca, do Centro de Pesquisas Biológicas. O trabalho foi publicado no último número da revista americana “Molecular Cell”.

Quando TOR se une ao composto rapamicina, inibe suas funções, mostrando um potencial antitumoral, acrescentou o cientista.

O modelo proporciona informação sobre a estrutura tridimensional da TOR e de como a rapamicina atua sobre ela, mediante o bloqueio tanto de seu centro catalítico quanto da interação da TOR com outra proteína, a KOG-1.

“A ausência de informação sobre a estrutura da proteína dificultava o conhecimento dos detalhes moleculares da ação da rapamicina”, acrescentou.

Além disso, o estudo fornece dados que poderiam facilitar o desenho de estratégias terapêuticas que bloqueiem a função da TOR por mecanismos diferentes aos da rapamicina.

A bactéria produtora do metabolito rapamicina, que age como um potente fungicida, foi descoberta nos anos 70 em uma amostra de solo recolhida na Ilha de Páscoa. Estudos posteriores determinaram que o composto permitia inibir o crescimento das células de mamíferos mediante a união com a proteína TOR.

Diversas investigações levaram à conclusão de que a TOR age no organismo como controlador do crescimento celular, controlando a informação da célula sobre seu nível de nutrientes, oxigênio, hormônios e fatores de crescimento.

07/08/200711h54 Folha Online

Publicado em: on at 4:38 pm Deixe um comentário

Pesquisa revela que café ajuda na memória de mulheres mais velhas

da Efe, em Washington

Além de combater os bocejos de manhã, uma xícara de café ajuda as mulheres maiores de 65 anos a manter a memória visual e a lembrar palavras, segundo um estudo publicado hoje na revista “Neurology”.

A pesquisa, realizada por uma equipe de cientistas franceses e portugueses, afirma que três xícaras de café por dia ou chá com uma quantidade equivalente de cafeína diminuem a perda da memória entre mulheres de mais de 65 anos.

Por outro lado, o café não ajuda os homens, aparentemente porque seu corpo assimila a cafeína de forma diferente.

Segundo o estudo, quanto mais café as mulheres mais velhas tomam, melhor se lembram das coisas. Além disso, quanto mais idade têm, uma boa xícara da bebida melhor faz à saúde.

No entanto, antes de tomar café, as idosas devem levar em conta que a bebida eleva a pressão do sangue e tira o sono.

Para o estudo publicado na “Neurology”, os cientistas analisaram os efeitos do café em 4.197 mulheres e 2.820 homens em três cidades francesas durante quatro anos.

Depois desse tempo e após descontar a influência de outros fatores, como a bebida, a dieta e o nível de atividade, os analistas concluíram que as mulheres que tomavam pelo menos três xícaras por dia perderam menos vocabulário e, em menor medida, memória visual, do que as que bebiam uma xícara ou menos.

Esses benefícios foram maiores para as mulheres que passavam dos 80 anos.

07/08/200709h35 Folha Online

Publicado em: on at 4:38 pm Deixe um comentário

Telescópio espacial Spitzer detecta colisão de quatro galáxias

da Efe, em Washington

O observatório espacial Spitzer, da Nasa, captou uma das maiores colisões cósmicas na história da astronomia, informou o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) dos Estados Unidos.

Trata-se de quatro galáxias que se chocaram espalhando no cosmos bilhões de estrelas, disse o laboratório da Nasa em comunicado.

Em última instância, essas quatro galáxias ficarão reduzidas a uma só, que terá uma massa superior em dez vezes à da Via Láctea, onde está o Sistema Solar ao qual pertence a Terra.

“A maioria das galáxias se funde em um choque, como se fossem automóveis compactos”, comentou Kenneth Rines, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian.”O que temos aqui é o choque de quatro caminhões carregados com areia que se espalha por todos os lados”, assinalou.

A fusão de quatro galáxias foi descoberta acidentalmente pelo telescópio espacial quando realizava uma prospecção de um conjunto galáctico situado a quase cinco bilhões de anos-luz da Terra.

Os dados da Spitzer mostram que nesta fusão há muito pouco gás, ao contrário de outras fusões galáticas, diz Rines.

O cientista acrescentou que a informação fornecida pelo telescópio é “a melhor evidência de que as galáxias do universo se formaram recentemente através de grandes fusões”.

07/08/200709h01 Folha Online

Publicado em: on at 4:37 pm Deixe um comentário