Novos fósseis desafiam teoria da evolução de hominídeos

da France Presse, em Paris

A descoberta de dois fósseis desafia a crença de que nosso ancestral Homo erectus evoluiu do Homo habilis, de acordo com um artigo da revista britânica “Nature”.

Os fósseis, descobertos por uma equipe de cientistas internacional –liderada por Fred Spoor, da University College de Londres– na margem leste do lago Turkana, são, por um lado, os fragmentos mais recentes encontrados até agora de uma mandíbula superior de Homo habilis, que têm 1,44 milhão de anos.

Por outro lado, os cientistas estudaram um crânio de Homo erectus em bom estado de conservação que, curiosamente, é mais antigo: tem 1,55 milhão de anos.

Os pesquisadores deduzem que, ao contrário do que dizem as hipóteses atuais, ambas as espécies de hominídeos, que supostamente teriam substituída uma à outra no esquema cronológico da origem da espécie humana, coexistiram, na realidade, durante um longo período na bacia do Turkana (durante meio milhão de anos, provavelmente).

Coexistência

À luz das novas descobertas no sítio queniano de Ileret, parece ser necessária uma revisão das origens da espécie humana. Para os cientistas, a prova obtida da coexistência do Homo habilis e do Homo erectus torna “pouco provável” a hipótese de que o segundo seria uma evolução do primeiro.

Segundo as especulações dos pesquisadores, ambas espécies podem ter se desenvolvido a partir de um ancestral comum de uma idade entre dois e três milhões de anos, época em que são poucos os fósseis atribuídos a hominídeos.

O fato do Homo erectus e do Homo habilis terem se desenvolvido em separado significaria, segundo os cientistas, que cada um tinha seu habitat, o que evitou a competição direta entre eles.

Os dentes e as mandíbulas do Homo erectus, menos potentes, respondem a um regime alimentar à base de carne, gorduras animais e outros alimentos mais ou menos macios, ao contrário do Homo habilis, adaptado a alimentos mais duros e de origem vegetal, como os tubérculos.

Os gorilas e os chimpanzés atuais compartilham em algumas regiões o mesmo habitat, sem, por isso, entrar em conflito. Os primeiros hominídeos, segundo os autores do estudo publicado na revista “Nature”, poderiam ter se organizado da mesma forma.

09/08/200708h36 Folha Online

Publicado em: on Agosto 9, 2007 at 12:30 pm Deixe um comentário

Fósseis põem em xeque teoria sobre origem do homem

da BBC Brasil

Dois fósseis de espécies ancestrais do ser humano encontrados no Quênia estão colocando em xeque a teoria sobre a evolução do homem.

Trata-se de um osso do maxilar superior que teria sido de um representante da espécie Homo habilis e um crânio intacto, atribuído à espécie Homo erectus, descobertos na região do Vale de Turkana.

Até agora, acreditava-se que o Homo habilis teria evoluído para o Homo erectus que, por sua vez, teria originado o Homo sapiens, a espécie humana atual.

Mas os fósseis indicam que o habilis e o erectus podem ter coexistido durante um período de 500 mil anos na região do vale.

“A coexistência das duas espécies torna improvável a hipótese de o Homo erectus ter evoluído a partir do Homo habilis”, diz o professor Meave Leakey, paleontologista e co-diretor do projeto de pesquisa.

Se o Homo erectus e o habilis viveram juntos na mesma área, é possível que as duas espécies tenham competido diretamente pelos mesmos recursos.

Isso, porém, não é um consenso entre os cientistas. “O fato de o Homo erectus e habilis terem permanecido duas espécies individuais por um longo período sugere que cada um tinha seu próprio nicho ecológico, evitando, assim, uma competição direta”, afirmou Leakey.

Para o professor Chris Stringer, chefe do departamento de origens humanas do Museu de História Natural de Londres, “aparentemente ambos faziam ferramentas a partir de pedras”.

“Mas uma possibilidade é a de que a espécie erectus, que era maior e talvez tivesse mais mobilidade, fosse composta de caçadores ativos. Enquanto o habilis deveria se dedicar a presas pequenas”, disse.

Os cientistas acreditam relação ancestral-descendente entre as duas espécies não pode ser descartada totalmente.

Fred Spoor, professor de biologia desenvolvida do University College de Londres e co-autor da pesquisa, disse à BBC que “é possível que o Homo habilis tenha vivido, vamos dizer, 2,5 milhões de anos atrás. Então, em outra parte da África, longe do Vale de Turkana, uma população isolada evolui para o Homo erectus”.

Depois de um período de tempo suficiente para as duas espécies desenvolverem diferentes adaptações e estilos de vida, o Homo erectus pode ter, então, encontrado o caminho do Vale de Turkana.

Com nichos ecológicos separados, ambas as espécies poderiam coexistir sem uma competição direta por recursos.

“Mas esta é uma hipótese muito mais complexa”, disse Spoor. “A maneira mais fácil de interpretar estes fósseis é a hipótese de que tenha existido uma espécie ancestral que originou as duas em alguma época entre dois e três milhões de anos atrás.”

09/08/200703h39 Folha Online

Publicado em: on at 12:29 pm Comentários (1)

Endeavour é lançado na Flórida para missão em estação espacial

da Folha Online

O ônibus espacial Endeavour foi lançado às 19h37 (horário de Brasília), no Centro Espacial Kennedy, região de Cabo Canaveral (Flórida), para uma missão à ISS (Estação Espacial Internacional).

Marta Lavandier/AP
Com astronautas e professora, Endeavour parte rumo à ISS
Com astronautas e professora, Endeavour parte rumo à ISS

A missão é comandada por Scott Kelly e inclui o piloto Charlie Hobaugh e os especialistas de missão Tracy Caldwell, Rich Mastracchio, Alvin Drew e Dave Williams.

A professora Barbara Morgan, 55, que se juntou ao corpo de astronautas da Nasa em 1998 como especialista da missão depois de dois anos de formação e avaliação, também faz parte da tripulação.

A missão STS-118 é a 22º viagem à ISS e a primeira do Endeavour desde 2002. O último vôo da Nasa à estação espacial foi em junho, com o ônibus espacial Atlantis.

Objetivos

O objetivo dessa missão é levar e instalar na estação uma nova seção metálica de 1,58 tonelada e do tamanho de um pequeno automóvel. Uma vez concluída as tarefas, a ISS irá medir 108 metros.

Os astronautas substituirão também um dos quatro giroscópios defeituosos da estação, além de instalarem uma plataforma exterior de armazenamento de cerca de 3,3 toneladas.

Durante a missão de 11 dias, a tripulação fará três saídas espaciais de seis horas e meia cada uma, em equipes de dois astronautas por vez.

A Nasa poderá prolongar a missão por três dias, uma vez que se coloque à prova o novo sistema de transferência de eletricidade da ISS ao ônibus espacial. Esse sistema, para qual os ônibus espaciais foram modificados, permite recarregar suas baterias de hidrogênio. Se essa hipótese se confirmar, haverá uma quarta saída para o espaço.

A ISS é um projeto de US$ 100 bilhões do qual participam 16 países.

08/08/200719h38 Folha Online

Publicado em: on at 12:21 pm Deixe um comentário