Ônibus espacial Endeavour se acopla com sucesso à ISS

A nave Endeavour se acoplou hoje com sucesso à ISS (Estação Espacial Internacional), onde os tripulantes darão continuidade aos trabalhos para a ampliação da plataforma.

Ônibus Espacial Endeavour
Foto: NASA

Às 15h02 (horário de Brasília), o comandante Scott Kelley e o piloto Charles Hobaugh aproximaram lentamente o ônibus espacial da ISS para alinhar os dois sistemas de ligação. Em seguida, acoplaram a nave ao complexo espacial, alguns minutos depois do previsto.

O objetivo dessa missão é levar e instalar na estação uma nova seção metálica de 1,58 tonelada e do tamanho de um pequeno automóvel. Uma vez concluída as tarefas, a ISS irá medir 108 metros.

Os astronautas substituirão também um dos quatro giroscópios defeituosos da estação, além de instalarem uma plataforma exterior de armazenamento de cerca de 3,3 toneladas.

Durante a missão de 11 dias, a tripulação fará três saídas espaciais de seis horas e meia cada uma, em equipes de dois astronautas por vez.

A Nasa poderá prolongar a missão por três dias, uma vez que se coloque à prova o novo sistema de transferência de eletricidade da ISS ao ônibus espacial. Esse sistema, para qual os ônibus espaciais foram modificados, permite recarregar suas baterias de hidrogênio. Se essa hipótese se confirmar, haverá uma quarta saída para o espaço.

A ISS é um projeto de US$ 100 bilhões do qual participam 16 países.

Com France Presse

10/08/200716h14 Folha Online

Publicado em:  on Agosto 10, 2007 at 7:24 pm Deixe um comentário

Hormônio cura obesidade de fundo genético

da Folha de S.Paulo

A leptina, o hormônio que avisa ao organismo que o estômago está cheio , age em parte por meio da redução do prazer que obtemos ao comer.

Estudando duas pessoas obesas com uma mutação de DNA que prejudicava a produção dessa substância, cientistas da Universidade de Cambridge (Inglaterra) descobriram que poderiam curá-las de sua compulsão alimentar administrando doses do hormônio com injeções.

A atividade cerebral dos voluntários também foi mapeada para identificar as regiões do sistema nervoso em que o hormônio age.

Apesar de o distúrbio curado ser raríssimo –pouco mais de dez casos são conhecidos no mundo– a descoberta oferece detalhes que ajudam na pesquisa de drogas contra obesidade de origem mais comum, dizem os cientistas na revista “Science”.

10/08/200710h58 Folha Online

Publicado em:  on at 7:23 pm Deixe um comentário

Aquecimento global vai bater recorde após 2009

RAFAEL GARCIA
da Folha de S.Paulo

Um novo modelo de computador para prever a evolução do clima indica que as temperaturas médias da Terra vão se estabilizar até 2009, mas vão retomar logo em seguida uma curva acentuada de aquecimento global. Até 2015, afirmam cientistas, dois ou três anos deverão bater o recorde de calor de 1998, o ano mais quente já registrado na história.

A previsão foi feita por cientistas do Centro Hadley, da Inglaterra, que nos últimos anos apresentou vários dos modelos que se mostraram os melhores. A nova ferramenta é, basicamente, a mesma que cientistas já vinham usando. Agora, as máquinas recebem mais informação antes de processá-las usando fórmulas para fazer as previsões.

“Boa parte dos novos dados vêm de observações de temperatura do oceano e de sua salinidade”, disse à Folha o climatologista Doug Smith, que liderou o estudo.

“Antes, a temperatura era medida a partir de navios, com equipamentos em cordas. Agora temos uma cobertura muito maior: existem estações-bóia há 3.000 metros de profundidade que sobem à superfície periodicamente e medem um perfil de temperaturas nos oceanos.”

Os cientistas já atestaram a confiabilidade do método fazendo previsões do clima atual baseando-se apenas em informações disponíveis na década de 1980. Uma prova definitiva de que a ferramenta é útil porém, virá apenas com o tempo.

A grande força do novo modelo está em conseguir prever fenômenos da variabilidade natural do clima, como, por exemplo, o El Niño (o superaquecimento das águas equatoriais do Pacífico) e o La Niña (resfriamento daquela região).

“Hoje, as previsões de El niño e La Niña com até um ano de antecedência são boas, mas eles [o Centro Hadley] estão querendo fazer isso com dez anos de antecedência”, diz Carlos Nobre, cientista do CPTEC (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos).

“Se eles provarem que é possível fazer essa previsão decadal, será um resultado científico de grande repercussão, e eles estão sendo os primeiros a divulgar isso. Mas só depois de 2009 é que a gente vai saber se o modelo acertou na previsão.”

O modelo e a previsão estão detalhados em estudo na edição de hoje da revista “Science” (www.sciencemag.org). “Estamos prevendo um achatamento das temperaturas médias globais pelos próximos poucos anos e depois um retorno à tendência já conhecida de aquecimento global”, diz Smith. “A razão disso é mesmo a variabilidade natural do clima nos oceanos.”

Segundo os cientistas, a disponibilidade de mais dados e a criação de estruturas matemáticas que permitem processá-los de maneira mais coerente ajudará a pesquisa a separar quais fenômenos climáticos são mais atribuíveis ao aquecimento global e quais são mais um fruto da variação do clima.

“Mas esse estudo também já começa a desenvolver um sistema de modelagem que mostra como o aquecimento global pode afetar a própria variabilidade natural”, diz Nobre.

“Isso que está acontecendo no primeiro semestre deste ano –as inundações, as ondas de seca, as altíssimas temperaturas em parte da Europa etc.– é o clima variando naturalmente, só que ficando mais intenso. Essa intensificação das variações naturais é atribuível ao aquecimento global.”

Reflexo prejudicado

Em outro estudo na “Science” cientistas mostram como a fuligem –um produto da poluição diferente do dióxido de carbono que causa o aquecimento global– também pode contribuir para a crise do clima.

A neve do Ártico, que reflete o Sol e ajuda a resfriar a Terra, recebeu uma carga dessas partículas sete vezes maior que o normal entre os séculos 19 e 20, diz o trabalho. Vinda sobretudo da queima de carvão, essa fuligem prejudica a capacidade reflexiva do gelo, fazendo a Terra absorver mais calor.

10/08/200710h30 Folha Online

Publicado em:  on at 7:23 pm Deixe um comentário

Corais somem cinco vezes mais rápido que florestas

da Folha de S.Paulo

Os recifes de corais desapareceram até 2004 a uma taxa média anual de 2%, –valor que é o quíntuplo do índice de diminuição das florestas tropicais do mundo. Em área, isso equivale a aproximadamente 293 mil campos de futebol das dimensões do Maracanã.

Pela primeira vez, cientistas conseguiram medir com precisão o sumiço dos bancos coralinos de uma forma mais geral. Se a dimensão da catástrofe surpreendeu até mesmo os pesquisadores, a lista de motivos não tem novidades. Boa parte desse processo está sendo causado pela humanidade, apesar de fenômenos naturais, nesse caso, não poderem também ser de todo descartados.

A maioria dos dados analisados em um artigo científico publicado na versão eletrônica da revista “PLoS ONE” referem-se aos oceanos Índico e Pacífico. Nessas áreas do globo é que estão mais de 75% dos bancos de corais do mundo.

Ao todo, 6001 medidas foram processadas pela dupla John Bruno e Elizabeth Selig, da Universidade da Carolina do Norte. Elas são referentes à 2667 bancos de corais.

Como mais de um recife foi estudado em momentos diferentes entre 1968 e 2004, também foi possível notar a história cronológica do desaparecimento dos recifes de corais.

Enquanto nos anos 1980 a cobertura média dos bancos era de 42,5%, em 2003, essa mesma referência caiu para 22,1%. O que equivale a uma taxa média de sumiço de 1% ou 1.500 km2.

O problema é que esse índice tem aumentado. Se entre 20 anos ele ficou em 1%, entre 1997 e 2003 ele dobrou. Nesse último período são mais de 3.100 km2 que desapareceram.

Globalização destrutiva

Do lado do Caribe, as referências científicas já existentes também mostram algo bem parecido. Do lado de cá do mundo, os corais estão desaparecendo a uma taxa média anual de 1,5%. Isso segundo medidas feitas entre 1997 e 2001.

Mesmo nos oceanos Índico e Pacífico, segundo os dados copilados agora pelos pesquisadores, não existe uma região que esteja melhor que outra.

De acordo com o estudo, nem mesmo na Grande Barreira de Corais –área protegida na costa nordeste da Austrália considerada exemplo de preservação– os recifes estão a salvo.

A média de cobertura lá, apesar de existir uma certa estabilidade recente, é de 27%. Para a dupla de pesquisadores que fez o estudo, está mais do que claro que os formuladores de políticas públicas ainda não despertaram para a urgência do problema.

Os corais são considerados elos fundamentais da teia ecológica marinha. Como eles formam grandes ecossistemas nos mares tropicais, sem eles, muitos peixes, e várias espécies de invertebrados, terão dificuldade também para sobreviver.

Nos bancos de recifes não é apenas a biodiversidade que é extraordinária. A produtividade de nutrientes também é.

10/08/200709h32 Folha Online

Publicado em:  on at 7:22 pm Deixe um comentário

Endeavour está pronto para acoplagem à ISS, diz Nasa

da Efe, em Washington

Os tripulantes do ônibus espacial Endeavour encerraram os preparativos para a acoplagem com a Estação Espacial Internacional (ISS), informou a Nasa (agência espacial americana).

Terry Renna/AP
Ônibus espacial Endeavour, lançado na última quarta-feira (8), está pronto para acoplagem
Ônibus espacial Endeavour, lançado na última quarta-feira (8), está pronto para acoplagem

O anúncio foi feito após os sete tripulantes constatarem que a nave não sofreu nenhuma avaria após o lançamento, na última quarta (8), no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral (Flórida).

A revisão é uma tarefa rotineira após um lançamento, desde que o ônibus espacial Colúmbia se desintegrou quando tentava aterrissar após uma missão.

A tragédia, que aconteceu no dia primeiro de fevereiro de 2003, matou os sete tripulantes.

A análise preliminar de fotos e vídeos já tinha indicado que a nave não sofreu danos durante o lançamento, disseram fontes da Nasa.

Durante os preparativos, os tripulantes do Endeavour instalaram uma câmera que ajudará o comandante Scott Kelly a pilotar a nave na aproximação da ISS.

Também foram revisados os instrumentos que serão usados no acoplamento, que está previsto para 14h53 (horário de Brasília) de hoje, disse a agência espacial americana.

Durante a missão de 11 dias, os tripulantes do Endeavour colocarão uma nova viga na estrutura principal da ISS e um giroscópio que ajuda a estabilizar o complexo espacial.

Além disso, instalarão um novo sistema de abastecimento energético e transferirão mais de duas toneladas de equipamentos e mantimentos que o Endeavour leva para a ISS.

10/08/200709h07 Folha Online

Publicado em:  on at 1:10 pm Deixe um comentário

Paleontólogo amador descobre restos de dois dinossauros na Suíça

da France Presse, em Zurique

Um paleontólogo amador descobriu uma fossa, a maior da Europa, que guardava os restos de dois dinossauros Plateoraurus em Frick, perto da fronteira alemã.

No total, foram encontrados 300 ossos de um e apenas os restos dos outro, segundo Monica Rumbeli, diretora do Museu de Dinossauros de Frick.

Segundo os pesquisadores, os Plateosaurus viajavam junto com sua manada pelo delta fluvial que existia nesse lugar há mais de 230 milhões de anos. Eles teriam morrido ao ficarem presos num pântano.

Estes dinossauros eram provavelmente herbívoros. Apesar de quadrúpedes, podiam levantar suas duas patas anteriores para utilizá-las como mãos e ingerir os alimentos.

10/08/200708h34 Folha Online

Publicado em:  on at 1:09 pm Deixe um comentário

Nasa nega que haja evidências de embriaguez em missões espaciais

da France Presse, em Cabo Canaveral

A Nasa afirmou nesta quinta-feira não ter encontrado evidências sobre supostos casos de embriaguez em missões espaciais.

A revista especializada ‘Aviation Week and Space Technology’ havia publicado que, em pelo menos duas ocasiões, astronautas completamente bêbados realizaram missões. A condição dos tripulantes colocava em risco as viagens, segundo o conteúdo publicado na revista, que usou um relatório da agência espacial americana como fonte.

Ao falar com repórteres depois do lançamento do ônibus espacial Endeavour na noite de quarta-feira (8) em Cabo Canaveral (Flórida), o diretor da Nasa, Michael Griffin, disse que foram revisados os lançamentos dos ônibus espaciais americanos e das naves russas Soyuz dos últimos dez anos e que não foram encontrados sinais de tripulantes embriagados.

“Inclusive não podemos encontrar onde poderia haver uma possibilidade assim”, disse, em declarações divulgadas pela imprensa americana.

A revista de aviação, a primeira a abordar esse assunto no mês passado, também citou um médico da Força Aérea Americana, Richard Bachmann, envolvido na investigação do caso, considerando que tais rumores se baseavam apenas em “versões anedóticas”.

09/08/200710h56 Folha Online

Publicado em:  on at 1:08 pm Deixe um comentário