Astronautas americano e canadense iniciam tarefas fora da ISS

da Efe, em Washington

O astronauta americano Rick Mastracchio e seu colega canadense Dave Williams, tripulantes do ônibus espacial Endeavour, saíram neste sábado do compartimento Quest e iniciaram um dia de tarefas fora da ISS (Estação Espacial Internacional).

Mastracchio e Williams haviam passado horas de descanso no compartimento Quest, onde a pressão é menor que o normal, para que seus corpos se habituassem. O procedimento é necessário para prevenir algum mal-estar causado pela descompressão.

O primeiro dos três dias de trabalho fora da ISS nesta missão de 11 dias da nave americana Endeavour começou às 16h28 (13h28 de Brasília). A escotilha do Quest foi aberta quando o ônibus espacial e a ISS, acoplados desde sexta-feira (10), passavam sobre a região ao norte da Austrália. As tarefas fora dos veículos devem durar cerca de sete horas.

Quando Mastracchio e Williams se preparavam para sair, o astronauta e coronel Charles Hobaugh, que opera o braço mecânico do complexo, transferiu lentamente a partir de um compartimento do Endeavour a nova peça que os dois instalarão na ISS.

A astronauta e professora Barbara Morgan, de 55 anos, continua ocupada com a transferência de equipamentos e provisões da nave à estação orbital, que agora está sob o comando do colega russo Fyodor Yurchikhin. Os outros dois ocupantes da ISS são o russo Oleg Kotov e Clay Anderson.

Além da instalação da viga, sobre a qual em futuras missões serão estendidos outros painéis de energia solar, os astronautas substituirão nos outros dias de tarefas fora dos veículos um giroscópio que não está funcionando bem e farão trabalhos de manutenção.

11/08/200719h03 Folha Online

Publicado em: on Agosto 11, 2007 at 11:00 pm Deixe um comentário

Desmatamento no Brasil cai e tem baixa recorde

FELIPE SELIGMAN
da Folha de S.Paulo, em Brasília

O governo brasileiro estima que cerca de 9.600 km2 da floresta amazônica desapareceram entre agosto de 2006 e agosto de 2007, uma área equivalente a cerca de 6,5 cidades de São Paulo. Se confirmada a estimativa, a partir de análise de imagens no ano que vem, será o menor desmatamento registrado em um ano desde o início do monitoramento, em 1988, representando uma redução de cerca 30% no índice registrado entre 2005 e 2006.

Ao todo, 14.039 km2, ou quase 9,5 cidades de São Paulo, foram desmatados neste período, índice 25,3% menor do que o registrado entre 2004 e 2005, quando sumiram 18.793 km2 de floresta amazônica.

Os dados foram divulgados ontem em evento no Ministério do Meio Ambiente. Além da ministra Marina Silva, estavam presentes a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef e os ministros da Agricultura e da Reforma Agrária, Reinhold Stephanes e Guilherme Kassel, respectivamente.

O monitoramento do desmate é feito pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que usa dois sistemas diferentes para isso: o Prodes e o Deter. O primeiro, mais confiável, usa satélites que precisam de mais tempo para captar de imagens. Já o segundo, faz isso forma rápida, mas sem conseguir observar desmatamentos de pequena escala.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, esses pequenos desmatamentos representam atualmente cerca de 50% do total. Por esse motivo, o governo só terá no ano que vem o índice real de desmatamento referente ao período 2006-2007. As áreas desmatadas já identificadas pelo Deter neste ano somam 4.820 km2.

Fragmentação

As pequenas áreas devastadas são uma nova característica, segundo Marina Silva. Em 2005, os 20 municípios que mais desmataram somaram 8.300 km2. Com a queda da taxa, foi preciso a ação de 95 municípios em 2006 para atingir o mesmo índice.

Os números referentes ao período de 2005-2006, baseados no monitoramento do Prodes, mostram que só nos estados de Roraima e Amazonas o índice local de desmatamento subiu, comparado com o período anterior.

Mato Grosso, Pará e Rondônia, estados com os mais altos índices de desmatamento, apresentaram queda, mas continuam liderando a lista. Mato Grosso, entretanto –que até 2005 estava no topo do ranking- reduziu seu índice em 39,36% no ano de 2006, de 7.145 km2 para 4.333 km2. Com isso, foi ultrapassado pelo Pará, que viveu uma queda de 4,48%, de 5.763 km2 para 5.505 km2.

Rondônia, por sua vez, reduziu seu índice de desmatamento em 36,22%, de 3.233 km2 para 2.062 km2. O esforço para reduzir o desmatamento é conduzido pela Casa Civil e conta com a participação de 13 ministérios, afirma Marina Silva.

Com a redução do desmatamento entre 2004 e 2006, “o Brasil deixou de emitir 410 milhões de toneladas de CO2 [gás do efeito estufa]. Também evitou o corte de 600 milhões de árvores e a morte de 20 mil aves e 700 mil primatas”, disse. “Essa emissão representa quase 15% da redução firmada pelos países desenvolvidos para o período 2008-2012, no Protocolo de Kyoto.”

Para Dilma Roussef, “o Brasil é um dos poucos países do mundo que tem a oportunidade de implementar um plano que protege a biodiversidade e, ao mesmo tempo, reduz muito rapidamente seu processo de aquecimento global.”

11/08/200709h16 Folha Online

Publicado em: on at 10:59 pm Deixe um comentário

Agência usou foto de “Titanic” como se fosse expedição russa

da Folha de S.Paulo

A agência de notícias Reuters admitiu que as imagens divulgadas na semana passada supostamente mostrando os submarinos russos no fundo do mar Ártico, no pólo Norte, são do filme “Titanic”. As imagens foram reproduzidas nos jornais do mundo todo junto com a notícia de que uma expedição russa fincou sua bandeira no fundo do Ártico no último dia 2.

Na verdade, as imagens mostram submarinos finlandeses usados na filmagem dos destroços do navio RMS Titanic, no norte do Atlântico. As imagens foram usadas no filme de James Cameron, de 1997, sobre o navio que afundou em 1912.

A revelação ficou por conta de um garoto finlandês, de 13 anos, que contatou um jornal local e contou sobre a semelhança entre as imagens, segundo o diário “Guardian”. A Reuters alegou ter pego as imagens do canal estatal russo RTR e registrado por engano como tendo sido gravadas no Ártico.

A RTR usou as imagens para ilustrar as notícias sobre a expedição, quando ela ainda estava a horas de distância do pólo, mas nunca afirmou serem da própria expedição.

Segundo o “Guardian”, a agência de notícias se desculpou e mudou sua reportagem de vídeo sobre a expedição russa. As imagens agora são acompanhadas de legendas que explicam suas origens.

Em 2006, a Reuters publicou uma foto dos bombardeios aéreos de Israel no Líbano manipulada pelo fotógrafo, que aumentou a fumaça de prédios em chamas. A Reuters prometeu aumentar o controle do material veiculado.

11/08/200709h15 Folha Online

Publicado em: on at 10:58 pm Deixe um comentário

Queimada cresce no país com seca e colheita da cana

THIAGO REIS
da Agência Folha

O avanço da cana-de-açúcar em São Paulo associado ao clima seco da Amazônia fez com que o número de queimadas voltasse a crescer neste ano.

Houve um aumento de 18,7% de 1º de janeiro a 10 de agosto de 2007 em comparação com o mesmo período de 2006, segundo o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

De acordo com informações de satélite, foram detectados 26.237 focos de calor (pontos que podem indicar fogo). No ano passado, foram 22.096 –a menor marca desde 2000.

Mato Grosso se mantém como campeão de queimadas, com 7.188 focos. Pará e Roraima vêm logo atrás, com 2.900 e 2.475, respectivamente. São Paulo ocupa a quarta colocação, com 2.182 pontos.

A expectativa da União da Indústria de Cana-de-Açúcar de que a safra de 2007 seja a mais alcooleira dos últimos dez anos pode agravar o quadro, já que o período mais crítico de queimadas –que vai de agosto a novembro– mal teve início.

O próprio governo de São Paulo diz que, com o avanço da cana no Estado, a área de queima está aumentando. No ano passado, a colheita foi feita com a queima em 2,5 milhões de hectares (o que representa 10% do território paulista).

As chuvas escassas também ajudam a explicar a evolução dos focos de incêndio. De acordo com o Inpe, 320 municípios estão na faixa de risco “crítico” em razão da baixa precipitação. Deles, 190 estão há pelo menos 60 dias sem chuva.

“É um ano mais seco. Na região Centro-Oeste e no leste e no sul da Amazônia, há cidades onde não tem chovido. E o fator climático conta muito. Já em São Paulo, há um aumento expressivo de queimadas de abril a junho que tem muito a ver com a colheita manual da cana-de-açúcar”, diz Alberto Setzer, pesquisador do Inpe e responsável pelo monitoramento de queimadas no país.

Para ele, além do tempo e da questão agrícola, outro fator que pode fazer o número variar é a fiscalização por parte do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). “Há ano em que o governo se empenha mais, outros menos. Às vezes, há mais recursos.”

O coordenador nacional do Prevfogo (Sistema Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais), Elmo Monteiro, diz, porém, que o trabalho de fiscalização é constante. “O principal problema é que ainda é preciso lidar com a cultura do fogo na agricultura para renovação de pastagem e limpeza de terreno” diz.

Unidades de conservação

O fogo também atinge as unidades de conservação federais, como o Parque Nacional de Grande Sertão Veredas (MG) e a Estação Ecológica de Uruçuí-Una (PI). Nas duas unidades, brigadistas tentam combater os incêndios, que colocam em risco lobos-guarás, tamanduás, veados e araras-azuis.

Outras 17 unidades, entre reservas biológicas, parques e florestas nacionais e estações ecológicas, aparecem em alerta amarelo (quando há focos no entorno) em sete Estados.

“As unidades de conservação são o santuário ambiental do país. Em hipótese alguma deveria haver fogo lá dentro. Isso dá noção do uso indiscriminado do fogo no Brasil”, diz Setzer.

11/08/200709h11 Folha Online

Publicado em: on at 10:57 pm Comentários (1)

Nasa confirma dano por impacto de gelo em ônibus espacial Endeavour

da France Presse, em Washington

A proteção térmica do ônibus espacial Endeavour foi danificada pelo impacto de um pedaço de gelo. A gravidade do problema ainda não está determinada, segundo informou na sexta-feira um funcionário da Nasa.

“Ainda não sabemos o que isto pode significar para a missão”, declarou John Shannon, encarregado da missão, durante entrevista coletiva.

Shannon informou que no domingo haverá uma inspeção, com o auxílio de uma câmera, para avaliar a extensão do dano, em particular sua profundidade.

Uma análise realizada por radar mostrou que os fragmentos que se desprenderam 58 segundos após o lançamento do ônibus espacial, na quarta-feira, e que danificaram a proteção térmica do Endeavour eram de um pedaço de gelo e não da espuma isolante do tanque de combustível.

A Nasa é extremamente cuidadosa desde o acidente de 1º de fevereiro de 2003, quando o ônibus espacial Columbia se desintegrou ao reentrar na atmosfera terrestre devido a uma fissura em seu escudo térmico, causada por um pedaço da camada isolante que se desprendeu do tanque externo de combustível.

O Endeavour partiu na quarta-feira do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, numa missão de 11 dias para continuar a construção do complexo.

Inicialmente, a missão estava prevista para 11 dias. A tripulação deveria fazer três saídas espaciais de seis horas e meia cada uma, em equipes de dois astronautas por vez. A ISS é um projeto de US$ 100 bilhões do qual participam 16 países.

11/08/200708h42 Folha Online

Publicado em: on at 10:56 pm Deixe um comentário

Nasa descobre causa do acidente com o Endeavour

A Nasa revelou que o ônibus espacial Endeavour sofreu um pequeno impacto em seu escudo térmico. Segundo a Nasa, o escudo pode ter sido atingido por gelo logo após sua decolagem, na quarta-feira (8), no Cabo Canaveral, na Flórida.

No próximo domingo, de acordo com a BBC, os astronautas utilizarão um braço robótico para fazer uma inspeção e tirar fotos da parte externa da nave. Este procedimento possibilitará saber o tamanho exato do estrago.

Segundo a Efe, “os engenheiros da agência espacial informaram que o impacto deixou um pequeno amassado no escudo, descoberto quando a nave se acoplava à Estação Espacial Internacional”.

O objetivo dessa missão é levar e instalar na estação uma nova seção metálica de 1,58 tonelada e do tamanho de um pequeno automóvel. Uma vez concluída as tarefas, a ISS irá medir 108 metros.

Os astronautas também devem substituir um dos quatro giroscópios defeituosos da estação, além de instalarem uma plataforma exterior de armazenamento de cerca de 3,3 toneladas.

Inicialmente, a missão estava prevista para 11 dias. A tripulação deveria fazer três saídas espaciais de seis horas e meia cada uma, em equipes de dois astronautas por vez. A ISS é um projeto de US$ 100 bilhões do qual participam 16 países.

Com agência Efe

11/08/200702h43 Folha Online

Publicado em: on at 10:56 pm Deixe um comentário

Ônibus espacial sofre danos e põe em risco missão da Nasa

da Folha Online

O ônibus espacial Endeavour sofreu danos, provavelmente provocados por pedaços de gelo, e pode colocar em risco a missão da Nasa (agência espacial norte-americana), que até domingo deve descobrir a gravidade do problema.

A nave se acoplou hoje à ISS (Estação Espacial Internacional), onde seus tripulantes trabalham para a ampliação da plataforma. No domingo, será realizada uma inspeção com ajuda de uma câmera para avaliar a profundidade dos danos.

A Nasa não tem certeza ainda se o ônibus espacial foi atingido por pedaços de gelo. A agência faz cenários para o que pode acontecer: a nave pode ser consertada e, caso os trabalhos demorem, uma nova equipe pode ser enviada ao espaço para levar suprimentos extras e resgatá-los, no caso de fracasso no reparo da nave.

O objetivo dessa missão é levar e instalar na estação uma nova seção metálica de 1,58 tonelada e do tamanho de um pequeno automóvel. Uma vez concluída as tarefas, a ISS irá medir 108 metros.

Os astronautas também devem substituir um dos quatro giroscópios defeituosos da estação, além de instalarem uma plataforma exterior de armazenamento de cerca de 3,3 toneladas.

Inicialmente, a missão estava prevista para 11 dias. A tripulação deveria fazer três saídas espaciais de seis horas e meia cada uma, em equipes de dois astronautas por vez. A ISS é um projeto de US$ 100 bilhões do qual participam 16 países.

Com agências Associated Press e Reuters

10/08/200722h52 Folha Online

Publicado em: on at 10:55 pm Deixe um comentário