Nasa amplia por mais três dias a missão Endeavour

da France Presse, em Washington
da Efe, em Moscou

A missão do ônibus espacial Endeavour foi ampliada de 11 para 14 dias, depois do sucesso com o teste de um novo sistema de transferência de energia da ISS (Estação Espacial Internacional) à nave, anunciou a Nasa neste domingo.

Os dias extras no espaço incluem mais uma caminhada espacial que se soma às três já programadas.

O novo sistema que transfere eletricidade prolonga a vida das baterias da nave.

A ampliação não está relacionada ao problema da fenda detectada em sua parte inferior, causada pelo impacto de um pedaço de gelo durante a decolagem de quarta-feira em Cabo Canaveral na Flórida.

Os astronautas usaram um braço robótico de 30 metros acoplado a um aparelho especial para, com a ajuda de um laser e de uma câmera de alta definição, medir a dimensão e a profundidade exatas da fenda e determinar se a nave precisaria de reparos antes do regresso à Terra.

Depois das dúvidas iniciais, engenheiros da NASA disseram que a decisão final seria tomada depois de um exame das imagens tridimensionais e outros dados registrados pela câmara e o laser.

Incidente

Um dos seis computadores da ISS foi desligado durante a saída dos astronautas Rick Mastracchio e Dave Williams, que chegaram à ISS na sexta-feira a bordo do ônibus espacial Endeavour, informou hoje a Nasa.

O desligamento acidental de um dos computadores da ISS não ameaçaria o trabalho dos astronautas, de acordo com o Centro de Controle de Vôos Espaciais da Rússia. A Nasa não informou que tipo de problema desligou o computador.

12/08/200720h00 Folha Online

Publicado em: on Agosto 13, 2007 at 11:22 am Deixe um comentário

Computador da Estação Espacial Internacional sofre desligamento acidental

da Efe, em Moscou

A Nasa informou neste domingo que um dos seis computadores da Estação Espacial Internacional foi desligado durante a saída dos astronautas Rick Mastracchio e Dave Williams, que chegaram à ISS na sexta-feira a bordo do ônibus espacial Endeavour.

O desligamento acidental de um dos computadores da ISS não ameaçaria o trabalho dos astronautas, de acordo com o Centro de Controle de Vôos Espaciais da Rússia. A Nasa não informou que tipo de problema desligou o computador.

“O desligamento de um dos computadores do setor americano da ISS não afetou, de forma alguma, os trabalhos na estação”, informaram.

O CCVE acrescentou que “todas as funções do computador que parou de funcionar foram assumidas pelo computador reserva”.

12/08/200712h59 Folha Online

Publicado em: on at 11:22 am Deixe um comentário

Livro escancara divórcio fatal entre os humanos e o planeta

EDUARDO GERAQUE
da Folha de S.Paulo

Apesar de ter, talvez, um título errado e algumas páginas arrastadas demais, o livro “O Mundo Sem Nós”, do professor-jornalista americano Allan Weisman, que acaba de chegar ao mercado brasileiro pela Editora Planeta, tem pelo menos um ponto bastante relevante.

Na verdade, o leitor que resolver atravessar as 382 páginas da obra deveria fazer isso com a atenção redobrada em um outro livro que também está ali, diante dos seus olhos, mas que não foi o objetivo principal do escritor americano.

Como sem presente não existe futuro, antes de pensar no legado humano quando, por ventura, o Homo sapiens desaparecer de vez, é preciso antes de mais nada refletir no mundo com esses seres vivos sobre ele.

“O mundo conosco” poderia ser o título desse lado B da obra do jornalista americano, que também tem uma visão bem americana de mundo. Em um capítulo sobre evolução humana, por exemplo, teorias acalentadas por cientistas brasileiros –para quem a ocupação das Américas foi bem mais antiga do que se imagina– foram solenemente ignoradas.

E, nesse caminho oculto do livro, os exemplos que aparecem são espetaculares e trágicos, apesar de Weisman -que além de viajar pelo mundo atrás de boas histórias também leciona na Universidade do Arizona- tentar dar um final menos apocalíptico a sua obra.

No livro –que não é de ficção científica mas sim de não-ficção, baseado em um extenso conjunto de fontes de vários segmentos– o jornalista descreve, por exemplo, como seriam os dias seguintes de Nova York (Estados Unidos) sem os seus moradores. O início do fim da cidade não demoraria quase nada, segundo o autor.

Em 48 horas, os túneis do metrô já estariam totalmente inundados. Isso só não ocorre normalmente hoje porque funcionários e bombas d’água estão sempre trabalhando. (Excepcionalmente, as chuvas desta última semana conseguiram vencer os esforços humanos.)

Os charmosos edifícios que formam hoje o “skyline” de Manhattan, estariam quase todos em ruínas em quatro anos por causa do ciclo congelamento-descongelamento. A queda de um deles teria o mesmo efeito que uma árvore caindo na floresta. Clareiras seriam abertas na selva de pedra.

Em 500 anos, a floresta estaria de volta. É mesmo! As grandes cidades, como também é o caso de São Paulo, Rio de Janeiro e tantas outras no Brasil e no mundo, não estiveram onde estão desde o início.

Plásticos invisíveis

No mar, um outro rastro humano impensável para a maioria dos terráqueos foi descoberto por um grupo de pesquisadores ingleses, da Universidade de Plymouth. Há algum tempo eles estavam tentando saber o que era pequenos grânulos estranhos que apareciam sob os seus microscópios.

A história, segundo o escritor americano, começou mais ou menos assim:

O pesquisador Mark Browne, certo dia, resolveu abrir o armário de uma laboratório onde mulheres guardavam seus produtos de beleza. Estavam lá cremes e detergentes para as mãos. Todos eram considerados esfoliantes, mas nem todos eram 100% naturais.

Isso que significa dizer, segundo Browne, que enquanto alguns fabricantes usavam sementes de uva ou sal marinho para esfoliar a pele, outros partiram para o plástico.

“Grânulos microfinos de polietileno” disse o pesquisador. Isso mesmo, Browne descobriu o que eram aqueles elementos estranhos. O ciclo se fechou.

Esses produtos, portanto, contém plásticos que vão diretamente para o ralo, para a rede de esgotos, para os rios e os oceanos. E, claro, são engolidos pelos seres marinhos.

O cientista, preocupado com o presente mas olhando para o futuro, chega a se arrepiar. Para ele, não existe dúvida. Mesmo que a produção de plásticos acabasse hoje, a cadeia marinha vai precisar “lidar” com esses grânulos de plásticos por milhares de anos.

Ao passear por terras e mares, Weisman acaba compondo um conjunto quase cansativo de exemplos que provam que a espécie humana já alterou o curso da Terra. Talvez, grande parte dos leitores do livro, nem achem isso necessariamente ruim. Afinal, a vida (e o consumo “moderno”) deve seguir.

O mais interessante, talvez, para aqueles que sabem que a espécie humana é que vive sobre o planeta e não o contrário, é perceber que depois de tudo acabar, mesmo com uma série de cicatrizes, o planeta e o universo vão conseguir seguir em frente sem muitos problemas.

E apenas algumas estátuas de bronze, além do lixo atômico, por exemplo, ficarão para ser descobertas em um futuro muito, mas muito, distante.

LIVRO – “O Mundo Sem Nós”
Alan Weisman; ed. Planeta, 382 págs., R$ 44,90

12/08/200709h19 Folha Online

Publicado em: on at 11:21 am Deixe um comentário

Faculdade de Medicina da USP terá simulador para treino de cirurgia

CLÁUDIA COLLUCCI
da Folha de S.Paulo

A Faculdade de Medicina da USP ganha amanhã um centro de ensino e pesquisa em cirurgia onde os estudantes poderão treinar procedimentos minimamente invasivos (laparoscopia) em simuladores cirúrgicos.

Até hoje, o aprendizado desse tipo de cirurgia acontece diretamente nos pacientes, sob supervisão de um professor.

É a primeira faculdade de medicina do Brasil a contar com um centro dessa natureza. Ao menos 30 trabalhos científicos atestam que o médico ganha habilidades cirúrgicas mais rapidamente quando treinado em simuladores.

O centro, avaliado em R$ 1,6 milhão, possui equipamentos de última geração e foi construído graças a um grupo de beneméritos, como o banqueiro Joseph Safra. O idealizador do projeto é o médico Miguel Srougi, professor titular de urologia da faculdade.

Segundo Srougi, diferentemente da cirurgia aberta (convencional), que pode ser feita com segurança por um residente assistido pelo tutor, as cirurgias minimamente invasivas (feitas por meio de pequenos furos no abdome) demandam um aprendizado maior e são mais sujeitas a complicações.

“Eu nunca deixaria um indivíduo me fazer uma cirurgia laparoscópica de vesícula, por exemplo, se ele não tivesse mais do que 50, 60 casos operados. Nessa fase inicial [do aprendizado], podem acontecer complicações sérias, como perfuração de intestino e sangramentos graves”, explica.

Com o centro, a idéia é qualificar melhor e com mais rapidez as novas gerações de cirurgiões da Faculdade de Medicina da USP, que forma, anualmente, ao menos 200 novos profissionais nessa área.

“O residente estará mais bem qualificado para operar. Hoje, eles aprendem direto nos doentes, desde o primeiro caso. Agora, vão treinar nos simuladores e em porcos”, diz Srougi.

O centro terá dois simuladores cirúrgicos, com os mesmos princípios dos simuladores de vôos usados no treinamento de pilotos de avião. São aparelhos dotados de pinças –iguais às utilizadas em uma cirurgia laparoscópica– e um monitor com a exata reprodução do corpo humano.

“Esse simulador é muito preciso. Se você corta alguma coisa errada, ele avisa que você cometeu um erro e tira pontos. Se demorar mais tempo na cirurgia, também tira pontos. No final do procedimento, você recebe uma nota. O sujeito adquire grande habilidade manual de mexer com os instrumentos.”

O centro conta com quatro ambientes cirúrgicos –dois deles destinados às cirurgias urológicas e os outros dois para cirurgia geral– que terão aparelhos laparoscópicos, microscópico cirúrgico, mesas ergonômicas e uma sofisticada rede de transmissão de dados e imagens, além de uma sala de telemedicina.

12/08/200708h48 Folha Online

Publicado em: on at 11:19 am Deixe um comentário

Astronautas do Endeavour fixam viga para energia solar na ISS

da Efe, em Washington

O astronauta norte-americano Rick Mastracchio e seu colega canadense Dave Williams, ambos estreando como construtores na parte externa da Estação Espacial Internacional (ISS), fixaram hoje uma viga que sustentará painéis de energia solar.

O primeiro dos três dias de trabalho fora da ISS começou às 16h28 (13h28 de Brasília), quando a estação e o ônibus espacial Endeavour, que se acoplou no posto orbital na sexta-feira, se movimentavam a aproximadamente 27.700 km/h sobre a região ao norte da Austrália.

O astronauta Charles Hobaugh operou o braço mecânico da ISS e transferiu lentamente a viga a partir de um compartimento do Endeavour, levando-a até o local onde seria instalada.

Na metade do tempo previsto para a tarefa, de cerca de sete horas, Mastracchio e Williams conseguiram fixar a viga na estrutura e se dedicaram a acomodar as correias e os cabos de conexão.

Os dois astronautas inspecionaram rapidamente suas luvas para verificar se haviam sofrido danos durante a tarefa, e Williams comentou sua vista da Terra. “Minha luva direita está OK, e a vista é incrível”, afirmou.

Em uma missão futura, a equipe trabalhará em outro extremo da estrutura da ISS, que agora pesa cerca de 220 toneladas.

12/08/200708h46 Folha Online

Publicado em: on at 11:18 am Deixe um comentário

Primeira caminhada espacial de astronautas do Endeavour termina com êxito

da France Presse, em Washington

Os astronautas do ônibus espacial Endeavour concluíram com êxito a primeira caminhada espacial da missão neste sábado, segundo informou um porta-voz da Nasa.

De acordo com a agência espacial, os astronautas Rick Mastrachio e Dave Williams completaram todas as tarefas previstas. Eles voltaram ao módulo orbital e fecharam a escotilha da câmara de compressão da ISS (Estação Espacial Internacional) depois de ficarem aproximadamente 6h fora da nave. Esta foi a primeira das três saídas previstas pela missão.

Nesta caminhada, Mastrachio e Williams instalaram uma viga metálica, sobre a qual em futuras missões serão estendidos outros painéis de energia solar, e fizeram outros trabalhos de manutenção.

Enquanto os astronautas trabalhavam nesta missão, profissionais da Nasa na terra analisavam 296 fotografias da nave, que foram tiradas durante uma rotina de inspeção na última sexta-feira (10), quando foi encontrada uma falha de 19 centímetros quadrados sobre o escudo térmico do ônibus espacial.

No domingo, os astronautas pretendem utilizar uma câmara acoplada ao braço robótico para inspecionar a área danificada e determinar a gravidade do estrago no escudo térmico. Caso seja necessário fazer um reparo, a missão do Endeavour deverá adicionar uma quarta caminhada espacial na sua missão para fechar o corte.

11/08/200723h46 Folha Online

Publicado em: on at 11:17 am Deixe um comentário