Astronautas testam Endeavour para volta à Terra na terça

da Efe, em Washington

Os sete astronautas do Endeavour estão preparando hoje o ônibus espacial para o retorno à Terra, após uma bem-sucedida missão na Estação Espacial Internacional (ISS) que incluiu a instalação de novos equipamentos.

A nave voltará um dia antes do previsto, devido à ameaça do furacão Dean.

A Nasa afirmou que a primeira tentativa de aterrissagem será amanhã às 13h32 (horário de Brasília) no Centro Espacial Kennedy, no sul da Flórida.

Às 12h25 devem ser ligados os foguetes que reduzirão a velocidade do ônibus espacial, que agora orbita a cerca de 27.700 km/h.

AP
Astronautas do ônibus espacial Endeavour preparam nave para retornar à Terra nesta terça-feira
Astronautas do ônibus espacial Endeavour preparam nave para retornar à Terra nesta terça-feira

A segunda oportunidade para a aterrissagem na Flórida, caso falhe a primeira, acontecerá às 15h06. Para isso, seria preciso um abandono da órbita às 14h.

Quando entrar na atmosfera terrestre, a superfície da nave suportará temperaturas de mais de 1.000ºC.

Hoje, os astronautas se dedicarão à armazenagem de carga e equipamentos e ao teste dos sistemas que o Endeavour usará em seu retorno à atmosfera e na aterrissagem.

As autoridades decidiram antecipar o retorno do Endeavour como precaução, devido à possibilidade de que o furacão Dean, que se movimenta no Golfo do México, se desloque e afete Houston (Texas), onde fica a sede do controle de missão no Centro Espacial Johnson.

O controle de missão vigiava hoje o deslocamento do furacão Dean, que no início do dia estava 240 quilômetros ao sudeste de Gran Caimán, com um deslocamento a cerca de 32 km/h.

20/08/200712h54 Folha Online

Publicado em: on Agosto 20, 2007 at 7:09 pm Deixe um comentário

Semana Mundial da Água alerta para aumento do nível do mar

da France Presse, em Estocolmo

Aumento do nível do mar, derretimento das geleiras, chuvas intensas, furacões: diante das graves conseqüências de um planeta cada dia mais quente, torna-se urgente adaptar, e até reinventar, o desenvolvimento urbano, alertam especialistas em recursos hídricos.

Com cerca de 80% da população mundial vivendo a menos de 50 km de distância da costa, o Instituto Internacional da Água (Siwi), em Estocolmo, lembra que “um dos vários efeitos provocados pelas mudanças climáticas é o aumento do nível do mar”.

“Deveríamos insistir de verdade no fato de que a dimensão climática deve ser levada em consideração no planejamento urbano; deveríamos elaborar mapas de vulnerabilidade, desenvolver programas de ação”, disse à AFP Johan Kuylenstierna, diretor da Semana Mundial da Água, que ocorreu de 12 a 18 de agosto.

O congresso anual chegou à sua 17ª edição e reuniu em Estocolmo cerca de 2.500 especialistas em recursos hídricos vindos dos cinco continentes. As mudanças climáticas ocupam o lugar de destaque na agenda deste ano.

“A gestão da água é uma ferramenta importante para enfrentar as mudanças climáticas. Administrando corretamente a água, nos preparamos corretamente para as mudanças climáticas”, resumiu Kuylenstierna.

Segundo o diretor da conferência, o homem assiste hoje ao dobro do crescimento da população mundial e do aquecimento do planeta. “Por exemplo, há cem anos, Bangladesh tinha uma quarta parte de sua população atual. Se acontecia uma inundação, os efeitos eram bem menores do que hoje. A isso se somam agora as mudanças climáticas.”

Enchentes na Índia, Nepal e Bangladesh já deixaram milhões de desabrigados e 1.900 mortos desde junho.

Segundo o Siwi, “as mudanças climáticas, aliada a uma população que continua aumentando e à expansão dos centros urbanos, é uma receita para catástrofes”. “As cidades costeiras podem ficar ameaçadas se medidas para adaptação não forem tomadas agora”, afirma o instituto.

Segundo Kuylenstierna, uma das medidas poderia ser “deslocar as populações que vivem [...] perto de rios e do mar”. “São regiões muito atraentes, mas talvez tenhamos de aceitar que não se pode lutar contra a natureza sempre”, completou.

Hábitos

Kuylenstierna comemorou o fato de algumas companhias de seguros nos Estados Unidos terem advertido seus clientes de que não fazem mais apólices de construções erguidas em áreas consideradas de risco. É evidente que, diante das dificuldades de mudar os hábitos de cidadãos e autoridades, o dinheiro e a pressão econômica são argumentos convincentes, observou.

Para Sunita Narain, diretora do Centro para a Ciência e o Meio Ambiente da Índia, seu país está em pleno processo de urbanização e passa por um “boom” da construção civil nas cidades –uma oportunidade para desenvolver alternativas que amenizariam os efeitos das mudanças climáticas e inventar “novos modelos” de cidades, considera a influente especialista.

“As mudanças climáticas significam que cada vez haverá mais acontecimentos imprevisíveis, cada vez mais inundações. Temos de planejar uma gestão da água, para onde ela irá”, explicou Narain, destacando que até hoje a construção das cidades gira em torno dos edifícios, sem levar em conta a questão dos recursos hídricos.

“Temos de fazer cidades mais resistentes às mudanças climáticas”, insistiu. A especialista destacou ainda a importância de se tomar medidas, principalmente no setor dos transportes, para combater o aquecimento global e reduzir as emissões de COº2º.

20/08/200712h41 Folha Online

Publicado em: on at 7:08 pm Deixe um comentário

Reflorestamento é melhor que biocombustível para ambiente, diz estudo

da BBC Brasil

A preservação de áreas verdes e o reflorestamento são maneiras mais eficientes de combater o aquecimento global do que o uso de biocombustíveis, segundo um estudo britânico publicado na revista “Science”.

O estudo é o primeiro a calcular as emissões de carbono durante todo o ciclo dos biocombustíveis –das plantações à extração e à transformação em combustível– e a comparar os resultados ao armazenamento de carbono em ecossistemas.

A conclusão da pesquisa é que as florestas podem absorver de duas a nove vezes mais carbono em um período de 30 anos do que as emissões evitadas pelo uso de biocombustíveis.

Logo, de acordo com os pesquisadores, seria mais eficiente reflorestar áreas cultiváveis a usá-las para a plantação de matéria-prima para biocombustíveis.

Os autores Renton Righelato e Dominick Spracklen afirmam que a política de biocombustíveis está sendo desenvolvida sem que as implicações de seu uso sejam conhecidas.

“A razão principal razão do comprometimento com os renováveis era o corte nas emissões de dióxido de carbono. Na nossa visão, essa política está errada porque ela é menos efetiva que o reflorestamento”, Righelato disse à BBC.

O estudo afirma ainda que vastas áreas serão desmatadas em várias partes do mundo para que as metas de uso de biocombustíveis possam ser alcançadas, o que teria um impacto imediato e considerável no ciclo de carbono.

“O estoque de carbono nas florestas fica entre 100 e 300 toneladas por hectare. Três quartos disso são perdidos no primeiro ano, durante desmatamento e queimadas. Levaria –em todos os casos que examinamos– entre 50 e 100 anos para que esse carbono fosse recuperado pela produção de biocombustíveis”, explicou Righelato.

Segundo os pesquisadores, a ênfase das políticas contra o aquecimento global deveria ser colocada no aumento da eficiência do uso de combustíveis fósseis combinado ao investimento em outras fontes de energia renovável, livres de carbono, além do reflorestamento de terras aráveis que não estão sendo usadas para a produção de alimentos.

20/08/200711h40 Folha Online

Publicado em: on at 7:07 pm Deixe um comentário

Gelo marinho ártico chega à menor extensão já vista

da Associated Press

O gelo marinho do Ártico atingiu na última sexta-feira sua menor extensão já registrada. O alerta foi dado por cientistas do Centro Nacional de Dados sobre Gelo e Neve dos EUA.

As medições feitas com satélite mostram que, no dia 17 de agosto, o gelo marinho no oceano Ártico atingiu a extensão de 5,26 milhões de quilômetros quadrados. O valor é um pouco mais baixo que o mínimo registrado em 21 de setembro de 2005, 5,32 milhões de quilômetros quadrados.

“Hoje é um dia histórico”, disse Mark Serreze, cientista-sênior do centro de pesquisas americano. “É a menor extensão de gelo que já observamos no registro de satélite, e ainda temos mais um mês de degelo neste ano”, afirmou.

O Ártico é a região do planeta que mais tem sentido os efeitos do aquecimento global. O fenômeno é causado por uma aceleração do efeito estufa (o aprisionamento do calor irradiado pela Terra por uma capa de gases na atmosfera), provocada, por sua vez, pela emissão de gás carbônico (CO2) por atividades humanas –em especial a queima de combustíveis fósseis.

O pólo Norte aquece mais rápido que o restante do planeta, e tem perdido 2,7% de seu gelo marinho permanente por década, segundo o IPCC (o painel do clima das Nações Unidas).

O gelo marinho ajuda a manter o equilíbrio térmico do Ártico, ao refletir 80% da luz do Sol. Quanto menos gelo marinho, mais radiação (até 90%) é absorvida pelo oceano, que esquenta –elevando mais ainda o termômetro na região.

Em junho e julho, verão no hemisfério Norte, o céu esteve muito limpo, o que lançou uma quantidade extraordinariamente alta de energia solar sobre as águas do Ártico. Mas, segundo Serreze, não é possível explicar o degelo deste ano só por fatores naturais.

O degelo é mais rápido do que o previsto pelos cientistas. O relatório do IPCC diz que o Ártico poderia ficar totalmente sem gelo em 2070 a 2100. Mas, segundo Serreze, à taxa atual, o derretimento total do oceano Ártico poderia vir em 2030.

20/08/200710h31 Folha Online

Publicado em: on at 7:06 pm Deixe um comentário

Estudante de arqueologia descobre”chiclete” de 5 mil anos

da BBC Brasil

Um pedaço de goma de mascar de 5 mil anos foi descoberto por uma estudante de arqueologia da Universidade de Derby, na Grã-Bretanha.

Sarah Pickin, de 23 anos, descobriu o “chiclete” extraído da casca de bétula quando fazia uma escavação no oeste da Finlândia.

Os povos do período neolítico usavam o material como antisséptico para tratar infecções na gengiva e também como cola para consertar panelas.

O orientador de Pickin, Trevor Brown, disse: ” (A descoberta) é particularmente significativa porque marcas de dentes muito bem definidas foram encontradas na goma.”

“A goma da casca da bétula contém fenóis, que são antissépticos”.

Pickin, uma entre cinco estudantes britânicas participando de um programa voluntário no Kierikki Centre, na costa oeste da Finlância, disse: “Fiquei deliciada em encontrar a goma e muito animada ao aprender mais sobre a história”.

“Quero trabalhar nessa área no futuro, então a experiência vai me ajudar.”

A estudante de arqueologia também encontrou parte de um anel de âmbar e uma seta de ardósia que estarão em exposição no centro após análises laboratoriais.

20/08/200709h23 Folha Online

Publicado em: on at 2:21 pm Deixe um comentário

Ônibus espacial Endeavour inicia retorno antecipado à Terra

da Efe, em Washington

O ônibus espacial Endeavour inicia neste domingo seu retorno à Terra, depois de deixar a ISS (Estação Espacial Internacional) um dia antes do previsto, devido à ameaça do furacão Dean.

No sábado, os responsáveis da Nasa (agência espacial americana) decidiram antecipar a volta do Endeavour devido ao temor de que a tempestade forçasse a evacuação dos escritórios da agência em Houston, de onde a missão é controlada.

AP
Ônibus espacial Endeavour volta para Terra terça-feira (21), um dia antes do previsto
Ônibus espacial Endeavour volta para Terra terça-feira (21), um dia antes do previsto

Neste caso, as operações de controle teriam que ser realizadas nos escritórios da agência espacial em Cabo Canaveral, na Flórida, menos preparados para esta tarefa. O ônibus espacial deve chegar à Terra na terça-feira.

“O Endeavour partiu”, afirmou o comandante da ISS, Fyodor Yurchikhin, após fazer soar as campainhas que marcaram o início da viagem.

“Obrigado por tudo, Scott e tripulação do Endeavour”, disse o tripulante da ISS Clay Anderson ao comandante do ônibus espacial, Scott Kelly.

“Não poderíamos ter conseguido tudo o que conseguimos sem vocês”, respondeu Scott Kelly, que disse esperar ver seus companheiros da estação “de novo no planeta Terra”.

A tripulação do Endeavour inclui ainda a professora-astronauta Barbara Morgan, 55, que está no espaço desde o dia 10 de agosto. Desde então, os astronautas do ônibus espacial instalaram uma nova viga na estrutura principal da ISS, entregaram provisões a seus residentes e consertaram um giroscópio (orientador).

No sábado, os astronautas Dave Williams e Clay Anderson completaram a quarta e última atividade fora do ônibus espacial. A operação durou uma hora a menos que o previsto, diante do retorno antecipado à Terra.

Williams e Clay puderam ver o olho do furacão Dean, quando a estação espacial, a cerca de 350 quilômetros de distância, orbitou sobre o Caribe.

Os astronautas cumpriram somente as tarefas mais importantes previstas para a expedição de sábado, como a instalação de uma antena e de um suporte para o sistema de sensores do guindaste da nave.

Eles também recolheram dois experimentos científicos que estavam no exterior da estação e que trarão consigo à Terra.

Embora ainda não esteja claro se o Dean, de categoria 4, chegará ao litoral do Texas na próxima semana, os responsáveis da Nasa consideraram que seria irresponsável não antecipar a volta do Endeavour, principalmente porque os astronautas já completaram a maior parte das tarefas.

A Nasa está preparada para transferir o controle do ônibus espacial a um grupo de Cabo Canaveral, mas isso ocorrerá somente se a nave, por algum motivo, não puder aterrissar na terça-feira.

A agência espacial americana não teve que organizar nenhuma missão de controle de emergência em 26 anos de vôos espaciais.

Nesta semana, os responsáveis da agência concluíram que os problemas no revestimento térmico do Endeavour não colocam os sete tripulantes do ônibus espacial em risco, durante a entrada na atmosfera terrestre.

O dano no revestimento foi provocado pelos resíduos gerados durante o lançamento, no dia 8 de agosto.

19/08/200721h46 Folha Online

Publicado em: on at 2:20 pm Deixe um comentário

Ameaça do furacão Dean antecipa em um dia volta de ônibus espacial

da Efe, em Washington

O controle da missão no Centro Espacial Johnson da Nasa, em Houston (Texas) decidiu reduzir a caminhada espacial da nave Endeavour em duas horas, para que o ônibus espacial possa voltar à Terra na terça-feira (21) –um dia antes do previsto.

AP
Ônibus espacial Endeavour volta para Terra terça-feira (21), um dia antes do previsto
Ônibus espacial Endeavour volta para Terra terça-feira (21), um dia antes do previsto

A decisão foi motivada pela ameaça do furacão Dean, onde fica o controle da missão. Segundo as previsões meteorológicas, o furacão pode atingir a região do Texas na próxima quarta-feira (22).

Fontes da Nasa disseram que, caso essas previsões se cumpram, seria necessário evacuar o Centro Espacial Johnson, em Houston, que é responsável por dirigir a missão do Endeavour.

Os astronautas Dave Williams e Clay Anderson iniciaram hoje (18) a quarta e última atividade extraveicular (EVA) da missão do ônibus espacial para continuar a montagem da Estação Espacial Internacional (ISS).

Williams e Anderson saíram ao espaço por volta das 10h15 (horário de Brasília) e devem concluir seu trabalho às 14h45 (horário de Brasília).

18/08/200712h37 Folha Online

Publicado em: on at 2:19 pm Deixe um comentário