Austrália encontra cristais de diamantes de 4 bilhões de anos

da France Presse, em Paris

A presença de cristais de diamantes de mais de 4 bilhões de anos encontrados na Austrália pode servir para determinar melhor a temperatura da Terra durante sua primeira era geológica, indicou a revista científica britânica “Nature” em sua edição desta quinta-feira.

A descoberta foi feita durante escavações científicas em Jack Hills, na Austrália ocidental. Uma equipe dirigida pela geóloga alemã Martina Menneken, da Universidade de Munster, encontrou diamantes em cristais de zircônio, uma das formas mais antigas conhecidas na Terra.

Quando a Terra se formou, há cerca de 4,5 bilhões de anos, sua temperatura era superior aos 6 mil graus Celsius. Com seu esfriamento começaram a se formar rochas sólidas, mas seu aspecto, que pode ajudar a determinar exatamente a temperatura terrestre nesse período, continua sendo desconhecido.

Nos últimos 3,8 bilhões de anos, as quedas de meteoritos, o clima e a erosão destruíram todos os indícios de como a Terra era em suas origens. Por isso, não há descoberta de nenhuma rocha com idade superior aos 4,03 bilhões de anos.

Até agora, os cientistas acreditavam que estes cristais surgiram com uma temperatura de cerca de 680º C.

No entanto, os diamantes só se formam sob pressões extremas. Portanto, se o zircônio se cristalizou a 680 ºC, teria sido necessária uma pressão superior a 3,5 gigapascal (10.000 a pressão atmosférica) para que o diamante se formasse.

23/08/200711h34 Folha Online

Publicado em:  on Agosto 23, 2007 at 5:37 pm Deixe um comentário

Primeiros homens podem ter entrado na Europa pelos Bálcãs

da France Presse, em Oreshetz (Bulgária)

Os Bálcãs podem ter sido a porta de entrada dos primeiros homens na Europa e não o Estreito de Gibraltar, como defendem algumas hipóteses.

Uma equipe de 20 arqueólogos búlgaros e franceses está tentando demonstrar essa teoria depois de 11 anos de escavações e pesquisas na caverna de Kozarnika, no noroeste da Bulgária.

A descoberta nessa região montanhosa de indícios de atividade humana num período que remonta a entre 1,4 e 1,6 milhão de anos põe em dúvida as teorias sobre a época e o lugar da aparição do homem na Europa.

Segundo as teorias atuais, os ancestrais pré-históricos dos europeus chegaram ao sul da Europa pela África, cruzando o estreito de Gibraltar ou o canal de Sicília há cerca de 800 mil anos.

Mas, segundo o chefe da equipe de arqueólogos do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRC), o francês Jean-Luc Guadelli, o território da atual Bulgária seria também “uma rota perfeitamente natural”.

Vindo da África, o homem pré-histórico poderia ter alcançado essa parte do continente “muito facilmente, contornando a costa mediterrânea através de Bósforo e depois subindo pelo Danúbio, passando pelas gargantas das Portas de Ferro [entre a Romênia e a Sérvia]“, disse Guadelli.

Dessa maneira, o homem pré-histórico poderia, em sua busca por alimentos e por um clima mais suave, ter entrado na Europa pela Bulgária, defendeu Jean-Claude Leblanc, da Universidade de Toulouse.

“Temos de mudar nossos esquemas conceituais”, disse Guadelli.

As hipóteses atuais foram estabelecidas “no século 20 na Europa ocidental, baseando-se no rico material arqueológico encontrado nessa região’, disse o investigador da Academia Búlgara de Ciências, Nikolay Sirakov.

Assim, as informações só vinham de uma parte da Europa e “foram consideradas válidas para todo o continente”, afirmou Sirakov, que dirige a equipe junto com Guadelli.

A caverna de Kozarviza, situada na área montanhosa nos arredores de Belogradchik, foi considerada durante muito tempo pelos arqueólogos um lugar em que a atividade humana remontava ao período paleolítico. Mas, no passado, as escavações não eram possíveis por falta de investimento.

Restos de ossos com marcas de cortes encontrados em Kozarnika levaram os arqueólogos a acreditarem que os habitantes da gruta tinham a capacidade de formular pensamentos abstratos, já que provavelmente usavam esses cortes para contar.

Estima-se que os ossos de animais em que estão os cortes realizados em linhas paralelas são da Idade da Pedra. Essas marcas são muito precisas para terem vindo de golpes dados nas presas, afirmam os arqueólogos.

No entanto, os pesquisadores continuam divididos sobre o fato de esses homens pré-históricos poderem ou não expressar abstrações.

23/08/200710h39 Folha Online

Publicado em:  on at 5:37 pm Deixe um comentário

Descoberto na Etiópia um “pré-gorila” de 10 milhões de anos

da France Presse

Os homens e os macacos podem ter se separado muito antes do que se pensava, segundo um artigo que será publicado amanhã na revista Nature, baseado no estudo dos dentes de um fóssil de um primata, que viveu entre 10 e 11 milhões de anos atrás e que foi descoberto na Etiópia.

O canino e oito molares analisados, pertencentes a vários indivíduos, são, supostamente, os restos mais antigos de um hominídeo que pode ter parentesco com uma espécie atual, o gorila. A descoberta não deixa dúvidas de que os primeiros primatas e seres humanos foram originários da África.

Reuters
Fósseis do “pré-gorila” datam o atual gorila em aproximadamente 10 milhões de anos

A falta de vestígios de hominídeos antigos neste continente, havia levado muitos cientistas a defender a tese de que o homem e os símios eram originários da Eurásia.

Os restos descobertos na Etiópia são “um marco na pesquisa sobre a origem do homem”, reconheceu à AFP o físico e antropólogo do Museu de História Natural de Cleveland, Yohannes Haile-Selassie.

“Macaco de Chorora”

O “pré-gorila” foi batizado com o nome científico de “Chororapithecus abyssinicus”, que significa “macaco de Chorora” (nome do sítio arqueológico onde ele foi encontrado) e Abissínia (antigo nome da Etiópia).

O estudo publicado na Nature apóia que os antepassados dos humanos divergiram dos grandes macacos (gorilas, chimpanzés e orangotangos) vários milhões de anos antes do que haviam afirmado até agora os estudiosos baseados em genética molecular.

Os fósseis humanos descobertos até agora datavam de 6 e 7 milhões de anos. Eles são conhecidos como Orrorin ou “Millenium Man” (descoberto no Quênia em 2000) e o Sahelanthropus, apelidado de ‘Toumai’ (descoberto um ano mais tarde no Chade).

Os autores do estudo, Gen Suwa, do museu da Universidade de Tóquio, e Berhane Asfaw, do Serviço de Pesquisa do Valle do Rift, na Etiópia, reconhecem no artigo que “não conhecemos nada sobre como os humanos atuais se separaram dos macacos”.

Os fósseis do “pré-gorila” datam o atual gorila em aproximadamente 10 milhões de anos, o que sugere aos autores do estudo que a separação entre homem e gorila ocorreu antes.

Isso também implica que, segundo os autores, a separação com o orangotango aconteceu, provavelmente, há 20 milhões de anos e há 9 milhões de anos com o chimpanzé.

Até agora, a maior dificuldade para determinar a origem da espécie humana havia sido sempre a falta de material fóssil, que auxiliaria na datação do último ancestral comum com os grandes macacos.

22/08/200716h12 Folha Online

Publicado em:  on at 11:44 am Deixe um comentário

Google lançará planetário virtual com 100 milhões de estrelas

da BBC Brasil

Um novo programa que pode ser incorporado ao Google Earth, o atlas virtual interativo da Google, permite que internautas observem 100 milhões de estrelas individualmente e 200 milhões de galáxias.

O objetivo do Google Sky é possibilitar que sejam observadas constelações de qualquer ponto da Terra, mesmo daqueles em que as estrelas, na vida real, sejam praticamente invisíveis.

“O excesso de luz e a poluição do ar em alguns lugares é tão grave que, ao olhar para o alto, só é possível ver poucas estrelas. Se isso [o Google Sky] ajudar as pessoas a perceber o que estão perdendo, será ótimo”, disse o astrônomo John Mason, da maior associação de astrônomos amadores do Reino Unido.

Entre os recursos opcionais do Google Sky estarão ferramentas para criar animações dos ciclos lunares ou navegar pelas imagens do Hubble, o telescópio espacial da Nasa (agência espacial americana).

“A idéia é virar o Google Earth de cabeça para baixo, ou seja, em vez de usar as imagens da Terra, você pode usar o programa para ver o céu”, explicou à BBC o especialista em tecnologia geoespacial da Google, Ed Parsons.

Os “astrônomos internautas” podem escolher qualquer área da Terra da qual queiram observar o céu. Com um clique, o planeta vai girar e as constelações vão estar orientadas de acordo com o ponto de vista escolhido.

As imagens do sistema são fornecidas por seis instituições de pesquisa, entre elas o Consórcio Pesquisa Digital do Céu (DSSC, na sigla em inglês), o Observatório Palomar, na Califórnia, e o Centro de Tecnologia Astronômica do Reino Unido.

Outros programas gratuitos, como o Stellarium, já podem transformar o computador do internauta em um planetário. Há também versões comerciais, como o Starry Night.

Em março do ano passado, o Google já se havia lançado ao espaço com o Google Mars, que fornece imagens da superfície de Marte.

A empresa lançou também o Google Moon, que permite aos internautas navegarem pelos locais de pouso das missões Apollo, da Nasa.

Ambos têm como fonte de imagens os arquivos da agência espacial americana, abertos ao Google em uma parceria assinada em 2006.

22/08/200714h35 Folha Online

Publicado em:  on at 11:43 am Deixe um comentário

Dinossauro do tamanho de um gato foi bípede mais rápido do mundo

da Efe, em Londres

Um dinossauro do tamanho de um gato que viveu há 150 milhões de anos foi o animal mais rápido sobre duas patas que existiu, segundo um novo estudo publicado pela revista “Proceedings of the Royal Society”.

O animal, semelhante a um lagarto, foi batizado como compsognato (Compsognathus longipes). Ele pesava três quilos e podia cobrir cem metros em pouco mais de seis segundos –velocidade que envergonharia os modernos atletas olímpicos.

Divulgação
Espécie de pequeno dinossauro teria sido o bpede mais rápido que já existiu na Terra
Espécie de pequeno dinossauro teria sido o bípede mais rápido que já existiu na Terra

Sua velocidade máxima era próxima de 64 km/h, segundo simulações feitas em computador. Era mais rápido que o avestruz, o mais veloz de todos os bípedes de hoje.

Segundo a simulação, a velocidade máxima de um avestruz de 65 quilos é de 55,4 km/h, muito superior à de qualquer humano, mas inferior à do compsognato. O pequeno animal superaria em velocidade todos os outros dinossauros conhecidos, inclusive o velociraptor, segundo um modelo de biomecânica desenvolvido pela Universidade de Manchester (Reino Unido).

O especialista em biomecânica Bill Sellers e o paleontólogo Philip Manning usaram um computador de grande capacidade para reconstruir as velocidades de outros quatro dinossauros: velociraptor, tiranossauro, dilofossauro e alossauro.

O computador utilizou os detalhes da anatomia de cada um desses animais, de pesos que variavam de três quilos (no caso do compsognato) a seis toneladas (tiranossauro), para determinar a biomecânica ideal de cada um.

O sucesso do filme “Parque dos Dinossauros” reforçou as perguntas sobre a velocidade dos “grandes lagartos”. Alguns cientistas inclusive duvidam de que o maior deles, o tiranossauro, pudesse correr. Mas os dois pesquisadores britânicos respondem que ele chegaria a cerca de 29 km/h.

22/08/200713h06 Folha Online

Publicado em:  on at 11:42 am Comentários (1)

Mais de 1 milhão de pepinos-do-mar são capturados em Galápagos

da Efe, em Quito

Mais de 1,25 milhão de pepinos-do-mar foram capturados na reserva marinha do arquipélago equatoriano de Galápagos durante o período permitido em que a atividade é permitida, informou um balanço do Parque Nacional Galápagos.

Os pepinos-do-mar são equinodermos da família das holotúrias cuja captura é controlada.

Reprodução
Ao contrário do que levam a crer o nome e a aparência, o pepino-do-mar é um animal
Ao contrário do que levam a crer o nome e a aparência, o pepino-do-mar é um animal

O parque informou em comunicado que foram confiscados 12.508 pepinos-do-mar que não tinham o tamanho mínimo para captura, dos quais 9.973 foram encontrados em condições de serem devolvidos ao mar.

Das 446 embarcações autorizadas para pescar, apenas 160 participaram da captura do pepino-do-mar. Dos 1.021 pescadores registrados, somente 436 participaram da atividade.

A pesca do pepino-do-mar (da espécie Isostichopus fuscus) durou 50 dias seguidos, depois que a Autoridade Interinstitucional de Administração suspendeu a proibição existente.

Em Galápagos há 36 espécies de holotúrias.

As ilhas Galápagos, situadas a cerca de mil quilômetros do litoral continental, foram declaradas em 1978 Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

22/08/200712h45 Folha Online

Publicado em:  on at 11:40 am Comentários (1)

Novo estudo afasta risco de que batata frita cause câncer

GIOVANA GIRARDI
Colaboração para a Folha de S.Paulo

As suspeitas de que a acrilamida –composto encontrado em alguns alimentos fritos e assados, como batata e pão– pode causar câncer sofreram novo revés ontem. Um grupo de pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard apresentou estudo mostrando que não há associação entre dieta rica em acrilamida e o desenvolvimento de câncer de mama.

É a segunda vez que a equipe aponta dados nesse sentido. No começo do ano passado, os pesquisadores sugeriram que não havia relação com cânceres de cólon, bexiga e rim. Agora foram investigadas 43 mil mulheres suecas e 100 mil americanas e o resultado foi similar. A pesquisa foi apresentada ontem por Lorelei Mucci no encontro anual da Sociedade Americana de Química.

“Os dados acumulados sugerem que o nível de acrilamida ao qual as mulheres em geral estão expostas em sua dieta não é um importante fator de risco ao câncer de mama”, disse Mucci à Folha. Ela também mostrou no encontro alguns dados preliminares sugerindo que a substância parece não ter impacto no câncer de próstata.

Em 2002, pesquisas com animais alertaram para os riscos carcinogênicos da substância e levaram a OMS (Organização Mundial de Saúde) a expressar preocupação sobre seu uso. Estudos com humanos, no entanto, ainda não comprovaram o perigo. Mesmo assim, Mucci afirma que são necessárias pesquisas com outros tumores para afastar de vez o risco. “Humanos podem ainda ser suscetíveis à acrilamida, mas o que estamos dizendo é que os níveis apresentados na nossa dieta não parecem ser um fator de risco importante”, diz Mucci.

22/08/200710h31 Folha Online

Publicado em:  on at 11:38 am Deixe um comentário

Antiácidos aceleram degeneração do cérebro, diz estudo

da Ansa, em Nova York

Alguns antiácidos e remédios contra gastrite podem acelerar a degeneração da atividade cerebral nos idosos, afirma uma pesquisa publicada pela revista da Sociedade Americana de Geriatria.

O levantamento analisou cerca de 1.500 afro-americanos com mais de 65 anos de idade e colocou sob suspeita alguns dos remédios contra gastrite e úlcera mais populares do mundo.

Segundo os pesquisadores, os idosos que usavam os medicamentos com freqüência eram 2,5 vezes mais propensos a apresentar diminuição na capacidade de adquirir conhecimentos.

Entre os participantes do estudo, 275 pessoas –todas consumidoras regulares de antiácidos– apresentaram problemas cerebrais em níveis patológicos.

22/08/200709h20 Folha Online

Publicado em:  on at 11:37 am Deixe um comentário

Estrela rara é apelidada com nome de vilão de filme de caubói

da BBC Brasil

Astrônomos identificaram uma estrela na “vizinhanças” da Terra com características incomuns.

O objeto, conhecido como estrela de nêutrons, foi estudado com o auxílio de telescópios espaciais e observatórios em terra. O astro, que fica na constelação de Ursa Menor, parece não ter algumas das características encontradas em outras estrelas do tipo.

Casey Reed/Penn State University
Estrela de nêutrons são um dos possveis estágios finais na vida de uma estrela
Estrela de nêutrons são um dos possíveis estágios finais na vida de uma estrela

Detalhes do estudo, realizado por uma equipe de pesquisadores americanos e canadenses, serão divulgados no “Astrophysical Journal”. Se a descoberta for confirmada, será a oitava estrela de nêutrons isolada de que se tem conhecimento. Estas são estrelas de nêutrons que não têm um resíduo de supernova associado, uma companheira binária ou radiação pulsante.

O corpo celeste foi apelidado Calvera em homenagem a um vilão no filme de faroeste dos anos 60 “Sete Homens e um Destino”.

“As sete estrelas de nêutrons isoladas identificadas previamente são conhecidas como as sete personagens do filme dentro da comunidade [científica]“, disse o co-autor do estudo, Derek Fox, da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos. “Então, o nome Calvera é um tipo de piada interna.”

Os autores do estudo estimam que o objeto esteja a uma distância de 250 a mil anos-luz da Terra. Com isso, Calvera seria uma das estrelas de nêutrons mais próximas da Terra.

Estrelas de nêutrons são um dos possíveis estágios finais na vida de uma estrela. Elas são criadas quando estrelas com massa de quatro a oito vezes a do Sol esgotam sua energia nuclear e passam por uma explosão de supernova.

Essa explosão afasta as camadas mais externas da estrela, formando um resíduo de supernova. A região central da estrela se contrai com a gravidade, fazendo com que prótons e eletrôns se combinem para formar nêutrons, e daí vem o nome “estrela de nêutrons”.

Robert Rutledge da Universidade McGill, em Montreal, no Canadá, notou originalmente o objeto. Ele comparou um catálogo de 18 mil fontes de raios-X do satélite teuto-americano Rosat, que operou de 1990 a 1999, com catálogos de objetos que apareciam com luz visível, infravermelha ou ondas de rádio.

Mistério

Exatamente que tipo de estrela de nêutron é Calvera continua sendo um mistério. De acordo com Rutledge, não há teorias alternativas amplamente aceitas para explicar os objetos como esse, que são brilhantes em raios-X e obscuros em luz visível.

“Ou Calvera é um exemplo incomum de um tipo conhecido de estrela de nêutrons ou é algum tipo de estrela de nêutrons, o primeiro desse tipo”, disse Rutledge.

A localização de Calvera, num nível acima do plano da nossa galáxia, a Via Láctea, também é um mistério. Os pesquisadores acreditam que o objeto seja um resíduo de uma estrela que viveu em nossa galáxia, antes de explodir como uma supernova.

Sua posição atual, contudo, mostra que se deslocou.

21/08/200717h15 Folha Online

Publicado em:  on at 11:37 am Deixe um comentário

Assista como foi a aterrisagem do Endeavour

Publicado em:  on at 11:33 am Deixe um comentário

Avariado, ônibus espacial Endeavour pousa com segurança na Flórida

da Folha Online

O ônibus espacial Endeavour pousou com segurança nesta terça-feira no Centro Espacial Kennedy, no leste da Flórida (EUA). A aterrissagem ocorreu às 13h32 (horário de Brasília), como previsto pela Nasa.

Scott Audette/Reuters
Ônibus espacial Endeavour pousou com segurança hoje em Cabo Canaveral, na Flórida
Ônibus espacial Endeavour pousou com segurança hoje em Cabo Canaveral, na Flórida

“Parabéns. Bem-vindos de volta ao lar. Vocês deram um novo significado à educação superior”, brincou o controle da missão com os tripulantes. Entre eles está Barbara Morgan, primeira professora a participar de uma missão após a tragédia do Challenger, em 1986.

A missão envolvendo a ISS (Estação Espacial Internacional) teve duração total de duas semanas. A volta do Endeavour foi antecipada em um dia devido à ameaça do furacão Dean.

A principal preocupação em relação à chegada do ônibus espacial dizia respeito à avaria no exterior da nave. A agência espacial americana decidiu não reparar o problema.

A fissura de 8,75 cm por 5 cm foi provocada pelo impacto de um pedaço de material isolante que se soltou do tanque de combustível externo 58 segundos após o lançamento, no dia 8 de agosto. O dano ocorreu após a nave ser atingida por um pedaço de gelo.

21/08/200714h06 Folha Online

Publicado em:  on at 11:31 am Deixe um comentário

Cientistas descobrem proteína que pode gerar “apagão” na memória

da Efe, em Jerusalém

O processo da memória é dinâmico, já que nossas lembranças não são gravadas como um texto em uma folha. Mas uma proteína, a enzima PKN-zeta, atua como uma pequena máquina que a mantém viva e também pode apagá-la.

A descoberta foi feita pelo professor Yadín Dudai, chefe do Departamento de Neurobiologia do Instituto de Ciências Weizman, da cidade israelense de Rehovot, e por sua colaboradora na pesquisa, Reut Shema. O anúncio foi feito hoje por Yvsam Azgad, porta-voz do centro.

“O principal objetivo da pesquisa é contribuir para o fortalecimento da memória em pessoas idosas ou que sofreram problemas devido a acidentes, mas também poderia ser aplicada para remover lembranças traumáticas”, disse Azgad.

Os cientistas trabalharam segundo uma hipótese do americano Todd Sacktor, do Downstate Medical Center, que adestrou ratos de laboratório para rejeitar certos sabores.

Em seguida, Sacktor injetou neles uma droga capaz de bloquear a enzima PKN-zeta, uma proteína específica em uma área do cérebro associada à memória dos sabores, e imediatamente os ratos esqueceram o que tinham aprendido.

Essa enzima é encontrada na sinapse, o ponto de união funcional entre duas células nervosas, e é capaz de modificar algumas facetas na estrutura desse contato. Para isso, deve estar sempre ativa, a fim de reter as mudanças que tenham ocorrido, como por exemplo o aprendizado incorporado à memória –com isso, os cientistas concluem que esta última é dinâmica, e não algo estático.

Dudai e Shema –que na semana passada publicaram a descoberta na revista “Science”– entenderam que, se a PKN-zeta for “silenciada” na sinapse, a mudança produzida pela enzima poderia ser revertida.

Com a aplicação da droga para anular o efeito da enzima, foi comprovado que os ratos treinados para rejeitar certos sabores esqueceram o que aprenderam, e todos os sinais indicam que as “más memórias” formadas com a aprendizagem sumiram um mês depois do adestramento.

Se a técnica funcionar em humanos, o “apagão” de memória poderia ser aplicado até mesmo para fatos ocorridos anos antes.

Segundo o porta-voz do Instituto Weizman, trata-se da primeira demonstração de que a memória no cérebro pode ser apagada algum tempo após sua formação.

Além disso, segundo ele, a descoberta pode abrir caminho para futuros tratamentos em caso de problemas de memória e torna possível o desenvolvimento de medicamentos que possam estimulá-la e estabilizá-la.

21/08/200711h55 Folha Online

Publicado em:  on at 11:30 am Deixe um comentário

Endeavour fecha comportas e se prepara para voltar à Terra

da Efe, em Washington

A Nasa informou hoje que os astronautas fecharam as portas do compartimento de carga do Endeavour e o ônibus espacial ficou pronto para o retorno à Terra na tarde de hoje, ao final de uma missão de 14 dias.

Reuters
Comandante Scott Kelly se prepara para trazer Endeavour de volta à Terra nesta terça
Comandante Scott Kelly se prepara para trazer Endeavour de volta à Terra nesta terça

As portas foram fechadas às 9h45 (horário de Brasília). Em seguida, os astronauta fizeram outros preparativos –entre eles a colocação dos trajes pressurizados.

O ônibus espacial orbita a Terra a cerca de 27.700 km/h. Se o controle de missão no Centro Espacial Johnson, em Houston, der a aprovação final, os foguetes que reduzem a velocidade da nave serão ligados às 12h25.

A agência espacial americana programou a aterrissagem da nave para as 13h32 no Centro Espacial Kennedy, no leste da Flórida.

Durante a trajetória de retorno à atmosfera e o percurso até a aterrissagem, o Endeavour sobrevoará o golfo do México, por cima do furacão Dean, mas em altura suficiente para não ser afetado pelos ventos.

A previsão meteorológica para a área do Centro Kennedy, na Flórida, é em geral favorável à aterrissagem.

21/08/200711h46 Folha Online

Publicado em:  on at 11:30 am Deixe um comentário

Estudo põe em dúvida relação entre investimento e cura do câncer

da France Presse, em Paris

O número de pacientes que superam o câncer está aumentando na Europa, numa cifra mais significativa nos países do Leste –onde, paradoxalmente, o investimento em saúde é menor, segundo um estudo da revista britânica “The Lancet” publicado nesta terça-feira.

O estudo, realizado com dados recolhidos de 1991 a 2002, constata um claro aumento tanto da taxa de sobrevivência como também do investimento de recursos, mas surpreende pela pouca relação entre ambos em locais como o Reino Unido.

Com base nesses dados, um editorial da publicação pede uma “revisão fundamental das políticas públicas”, em particular do caso britânico, com níveis comparáveis a países do leste europeu, onde se dedica menos dinheiro na luta contra o câncer e os resultados são melhores.

A pesquisa, realizada em 23 países –a maior desse tipo já realizada– se centrou nos cânceres mais freqüentes: cólon e reto, pulmão, mama, ovário e próstata.

Os dados demonstram que os doentes que têm mais possibilidades de sobreviver vivem no norte e no centro da Europa, depois vêm os do sul, um pouco menos no Reino Unido, e finalmente, os do leste europeu.

No entanto, esses últimos países reduzem as diferenças em um grande ritmo. No período estudado, a porcentagem de população que superou um câncer de próstata no leste da Europa passou de 39,5% a 68%.

“The Lancet” também coloca em evidência que os dados dos Estados Unidos são ainda mais significativos, com a sobrevivência de 66,3% dos homens e 62,9% das mulheres diagnosticadas com um tumor entre 2000 e 2002, frente aos 47,3% e 55,8%, respectivamente, entre os europeus.

Por isso, a revista pede um “plano pan-europeu contra o câncer” e insiste na necessidade de trabalhar por um diagnóstico precoce.

21/08/200711h35 Folha Online

Publicado em:  on at 11:28 am Deixe um comentário

Pesquisadores reintroduzem peixe-boi em seu habitat no AM

GIOVANA GIRARDI
da Folha de S.Paulo, em Manaus

Pesquisadores de Manaus estão organizando a primeira reintrodução de peixe-boi em água doce. A espécie, considerada ameaçada de extinção pelo Ibama, é alvo de caça predatória nos rios da Amazônia.

Apesar de ser ilegal, a caça do peixe-boi amazônico (Trichechus inunguis) ainda é bastante comum entre populações ribeirinhas, que costumam capturar os filhotes para atrair as mães para o abate. Depois simplesmente descartam as crias, que podem acabar morrendo sem amamentação -elas podem mamar até os 2 anos.

Giovana Girardi/Folha Imagem
Grupo de especialistas está reintroduzindo peixes-bois no AM
Grupo de especialistas está reintroduzindo peixes-bois no AM

As que dão sorte vão parar no Bosque da Ciência do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), onde são tratadas até atingirem a idade adulta. Agora, pela primeira vez, alguns desses animais serão devolvidos ao seu habitat.

Após passarem pelo menos dois anos estudando o modo de vida desses animais, os pesquisadores do Inpa e da ONG IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas) já estão prontos para levar os dois primeiros. Os pioneiros serão dois machos subadultos que cresceram no Bosque da Ciência e serão transferidos na estação da cheia, provavelmente em fevereiro próximo, para o rio Cuieiras.

A equipe ainda está escolhendo entre quatro animais quais participarão do projeto-piloto. A idéia é enviar os mais saudáveis e mais próximos geneticamente das famílias de peixe-boi que vivem no local.

“São preferíveis também os animais que, quando chegaram ao Inpa, já estavam começando a se alimentar de plantas na natureza. Com isso esperamos que eles tenham facilidade para procurar comida no rio”, conta o oceanógrafo Leandro Lazzari Ciotti, do IPÊ.

A decisão de enviar machos foi motivada por questões reprodutivas. Enquanto uma fêmea só fica prenhe a cada dois anos, e de só um filhote por vez, um macho pode copular com várias fêmeas, fato que deve ajudar a aumentar a população de peixes-bois na natureza.

Os cientistas não sabem estimar a quantidade de animais que vivem nos rios amazônicos porque eles são solitários, tímidos e difíceis de ver.

Com a reintrodução, os pesquisadores esperam responder justamente a algumas das dúvidas que existem por causa do pouco contato com a espécie em seu habitat.

Os animais reinseridos levarão colares com transmissores de rádio. “Isso vai nos permitir estudar os deslocamentos nas épocas de cheia e seca, as migrações e os locais onde eles buscam preferencialmente alimentos”, explica Ciotti.

O resultado das pesquisas vai subsidiar a elaboração de um plano de manejo para a conservação da espécie na região.

Predação

Os animais que chegam ao Inpa são sobreviventes de sorte. A caça, contam pesquisadores envolvidos no projeto, envolve técnicas de partir o coração de muito marmanjo.

O peixe-boi consegue ficar até 20 minutos embaixo d’água sem respirar e dificilmente é visto nessas ocasiões.

O momento de vulnerabilidade é quando o animal põe o focinho para fora d’água para respirar. Os caçadores aproveitam o momento para enfiar duas rolhas nas narinas dos peixes-bois para matá-los sufocados. “O pior é que justificavam que a carne assim fica mais macia”, lamenta Ciotti.

No Inpa vive também um animal com profundas cicatrizes na parte dorsal. Ainda filhote, ele foi salvo quando estava, literalmente, torrando ao sol.

21/08/200709h57  Folha Online

Publicado em:  on at 11:28 am Deixe um comentário

Pesquisa relaciona inteligência à cor dos olhos

da Ansa, em Washington

Pesquisadores da Universidade de Louisville, em Kentucky, anunciaram que pessoas de olhos azuis são melhores estrategistas. Segundo Joanna Rowe, coordenadora dos estudos, existiria uma ‘ligação ainda não explorada entre a cor dos olhos e o aprendizado’.

De acordo com a pesquisa, os olhos azuis seriam uma característica dos melhores estrategistas, que se destacam em atividades que demandam planejamento, como o golfe. Os olhos castanhos, por sua vez, estariam ligados a um menor tempo de reação, permitindo melhores resultados em esportes como o futebol.

No entanto, Rowe admite que ‘não existe ainda uma resposta científica segura’.

Um outro oftalmologista, Tony Fallone, da Universidade de Bedfordshire, na Inglaterra, defende que os resultados da pesquisa devam ser levados a sério como indicadores da personalidade e das habilidades.

21/08/200709h51 Folha Online

Publicado em:  on at 11:26 am Deixe um comentário

Vírus do resfriado pode estimular aumento de peso, diz estudo

da France Presse, em Chicago

Um vírus comum que causa resfriados pode também ser um fator de obesidade, segundo um estudo divulgado na última segunda-feira (20). Esta seria uma nova evidência de que problemas de peso podem ser contagiosos.

O vírus já foi associado como causa de ganho de peso em animais mas, com esta pesquisa, cientistas mostraram pela primeira vez que também pode causar um aumento de peso em humanos.

A descoberta poderia acelerar o desenvolvimento de uma vacina ou medicação antiviral para ajudar a combater o ganho de peso, aliada à dieta e a exercícios.

“Não estamos dizendo que um vírus é a única causa da obesidade, mas o estudo acrescenta evidências de que alguns casos podem envolver infecções virais”, informou Magdalena Pasarica, especialista em obesidade do Pennington Biomedical Research Center da Universidade do estado de Louisiana, em Baton Rouge.

Um estudo prévio havia encontrado provas de que quase um terço das pessoas obesas estão infectadas com o vírus, contra aproximadamente uma em cada 10 pessoas magras.

Experiências de laboratório mostraram que o vírus parece promover a formação de células de gordura através de células-tronco.

Não está claro quanto tempo o vírus fica no sistema humano ou se este efeito prossegue depois que o corpo se libera do vírus, indicaram os cientistas.

Um estudo realizado em animais concluiu que continuavam obesos até seis meses depois de debelada a infecção.

“Nem todas as pessoas infectadas desenvolverão a obesidade”, estimou Pasarica.

21/08/200709h12 Folha Online

Publicado em:  on at 11:25 am Deixe um comentário