Pesquisador brasileiro mostra como sono consolida memória

GIOVANA GIRARDI
da Folha de S.Paulo

Que dormir é importante para a consolidação das memórias, os neurocientistas já sabem. Mas como esse processo funciona em detalhes ainda é repleto de incógnitas. Depois de bater nesta tecla desde 2002, o pesquisador brasileiro Sidarta Ribeiro, diretor-científico do Instituto Internacional de Neurociência de Natal, tem um forte candidato a protagonista do processo.

As memórias têm um comportamento meio cigano, como diz Ribeiro. A porta de entrada no cérebro é a região do hipocampo, onde elas ficam por um curto prazo. Mas o arquivamento definitivo é no córtex.

“Pegamos o processo à unha. Pela primeira vez encontramos evidências, tanto eletrofisiológicas [a conversa entre os neurônios], quanto moleculares [ativação gênica], que mostram que o sono é um bom candidato”, diz Ribeiro à Folha.

O neurocientista apresentou alguns dos seus resultados anteontem na reunião anual da Fesbe (Federação de Sociedades de Biologia Experimental). O estudo completo estará na revista “Frontiers in Neuroscience” em outubro.

Analisando 28 ciclos de sono de camundongos, ele observou no hipocampo e no córtex a ação dos neurônios e a expressão dos genes Arc e Zif-268, já conhecidos por sua ligação com a fixação das memórias.

Ele concluiu que o processo ocorre em dois momentos complementares: no sono de ondas lentas e no REM (sigla em inglês para movimento rápido dos olhos -exatamente quando sonhamos).

No primeiro ocorre o que Ribeiro chama de reverberação das memórias (ativação da rede neuronal que representa uma memória, para que depois possa ocorrer a consolidação)

“Quando começa o sono REM, é como se um comandante dissesse àqueles neurônios: agora vocês todos podem ativar os genes e consolidar as memórias. É como se eles estivessem escrevendo em pedra aquilo que foi reverberado”.

Pela proposta do grupo, enquanto o sono de ondas lentas traz a memória para o registro, o REM bate o martelo.

25/08/200711h55 Folha Online

Publicado em: on Agosto 27, 2007 at 11:52 am Deixe um comentário

Pesquisadores descobrem templo do século 2 na Romênia

da Ansa, em Bucareste

Uma equipe de arqueólogos romenos descobriu em Sarmizegetusa, no centro do país, o maior templo da civilização Dácia com um capitólio que remonta ao século 2, informou hoje a mídia local.

“É um dos momentos mais importantes da Dácia romena. O significado do templo de Sarmizegetusa é único. De fato, pode-se dizer que com sua construção introduziu-se oficialmente o culto de Júpiter na província da Dácia”, declarou Ioan Piso, diretor do museu de história da Transilvânia e chefe da equipe de arqueólogos que realizaram a descoberta.

Um capitólio (templo destinado a Júpiter) ao modelo do de Roma foi construído em todas as cidades do império romano, mas na Dácia jamais havia sido encontrado um edifício com essas características.

Sarmizegetusa foi a capital da antiga Dácia, sob o reinado de Decébalo, até o imperador romano Trajano, em 101 d.C, lançar uma expedição militar ao reino da Dácia e vencê-lo no ano seguinte.

24/08/200717h39 Folha Online

Publicado em: on at 11:52 am Deixe um comentário

Arqueólogos descobrem mastodonte de 15 mil anos no Chile

da Efe, no Chile

Os restos de um mastodonte de 15 mil anos foram encontrados em um parque situado a 900 metros de altura ao pé de uma montanha, na região metropolitana de Santiago do Chile, informaram hoje especialistas em arqueologia.

O arqueólogo Patrício López, responsável pelo grupo de quatro especialistas que realiza escavações em busca de todos os ossos do animal, disse à Agência Efe que “o mais surpreendente foi o local onde houve a descoberta”.

O osso, que corresponde ao fêmur do mastodonte que teria pesado cerca de 4 toneladas e medido aproximadamente 3,5 metros de altura, poderia corresponder a duas espécies comuns que habitaram a região de Santiago no passado, acrescentou López.

Nesse contexto, o especialista e acadêmico da Universidade Internacional SEK disse que provavelmente o mastodonte veio da Argentina.

Segundo explicou, as tarefas de escavação estão voltadas à análise de distintas camadas de terra para que possam ser “recuperados cada um dos restos que forem encontrados”.

No local também foi descoberta a extremidade dianteira de um guanaco –animal semelhante à lhama-gigante, e que, aparentemente, viveu na mesma região que o mastodonte encontrado.

A espécie, muito distinta em tamanho com relação ao atual guanaco, e da qual se sabe muito pouco, teria medido cerca de dois metros de altura e pesado quase uma tonelada.

A descoberta dos restos, no Parque Natural Águas de Ramón, no município de La Reina, na região metropolitana de Santiago, ocorreu em um local cercado por pedras, que dão conta no passado da existência de uma geleira que teria derretido e deixado na região uma espécie de lago.

Acredita-se que várias espécies seguiram ao local em busca de comida e água.

O arqueólogo López declarou que, uma vez extraídos os restos dos animais, realizará exames de DNA para posterior identificação. Enviará os restos aos Estados Unidos para verificar com exatidão a idade da mostra.

24/08/200716h17 Folha Online

Publicado em: on at 11:51 am Deixe um comentário

Pesquisador identifica antiga cidade submersa na costa do Japão

da BBC Brasil

Uma expedição de um instituto de pesquisa japonês afirma ter encontrado vestígios de uma civilização antiga na costa da ilha de Yonaguni, no sul do Japão.

BBC
Pesquisador apresenta maquete de cidade submersa encontrada no litoral do Japão
Pesquisador apresenta maquete de cidade submersa encontrada no litoral do Japão

Há muito tempo se procura uma cidade submersa conhecida como Mu ou Lemuria, que teria desaparecido no Oceano Pacífico 4.000 anos atrás.

O professor Masaaki Kimura vem tentando provar a teoria há décadas, apesar de enfrentar o ceticismo de muitos colegas acadêmicos.

“Pela disposição das ruínas, ela pode ter sido parecida com uma cidade romana antiga”, diz o especialista.

Ele diz acreditar que havia um “arco do triunfo” ao lado de um coliseu e um santuário no topo de uma colina.

BBC
Grupo explora a cidade submersa localizada na costa da ilha japonesa de Yonaguni
Grupo explora a cidade submersa localizada na costa da ilha japonesa de Yonaguni

Várias peças foram resgatadas no local, avistado pela primeira vez por turistas em 1985.

Kimura afirma estar quase convencido de que “esta é uma civilização misteriosa que submergiu depois de um terremoto”.

“A cidade não é o que os ocidentais descrevem como Mu, mas Mu ou o continente perdido da Atlântida poderiam ter sido moldados nela.”

O acadêmico japonês está determinado a continuar suas expedições para desvendar os mistérios das rochas da costa de Yonaguni.

24/08/200712h47 folha Online

Publicado em: on at 11:50 am Deixe um comentário

Índia cria “Arca de Noé” congelada para evitar extinção

da Ansa, em Nova Déli

Assegurar a conservação de algumas espécies e evitar que a lista de animais extintos aumente é o objetivo da primeira “arca de Noé” congelada.

Divulgação
Indianos querem evitar extinções como a que aconteceu com o felino guepardo asiático
Indianos querem evitar extinções como a que aconteceu com o felino guepardo asiático

A iniciativa é da Índia, que está recolhendo embriões e células germinais de espécies ameaçadas de extinção. Até agora, pesquisadores do país já reuniram cerca de 2.000 amostras biológicas.

O Laboratório para a Conservação das Espécies em Risco, inaugurado em Hyderbad, faz parte de um projeto mais amplo que prevê também a construção de um zoológico.

“Após já termos perdido o guepardo asiático, devemos trabalhar para salvar as outras espécies que estão lutando pela sobrevivência. Se nós conservarmos seus óvulos, estaremos seguros de não os perder nunca”, explicou o responsável pelo projeto, B.R. Sharma.

O laboratório já realizou com sucesso alguns procedimentos de reprodução assistida de alguns animais, como os cervos. Os especialistas planejam fazer o mesmo com tigres, cujo número na Ásia vem diminuindo progressivamente nos últimos anos.

Não se exclui, em um futuro, a possibilidade de clonar animais em risco de extinção.

24/08/200712h14 Folha Online

Publicado em: on at 11:49 am Deixe um comentário

Projeto sobre origem da matéria “recriará” Big Bang na Europa

da Efe, em Barcelona

A Universidade Autônoma de Barcelona (Espanha) inaugurou a primeira fase de um projeto que estuda as origens da matéria. A empreitada envolve a utilização do maior acelerador de partículas do mundo para reproduzir as condições que originaram o Big Bang.

A teoria do Big Bang –estabelecida em 1964 por Arno Penzias e Robert Wilson, que ganharam com ela o Nobel de Física em 1978– diz que o cosmos foi criado a partir de uma grande explosão há cerca de 15 bilhões de anos, a partir da qual a matéria se espalhou pelo universo.

O acelerador de partículas LHC (Large Hadron Collider), que dá nome ao projeto do qual participam vários países da Europa, começará a funcionar em abril de 2008. Mas o sistema começa a ser testado agora em Barcelona, no Centro Tecnológico Puerto de Información Científica (PIC), instalado na UAB.

O PIC, juntamente com outros centros de computação de todo o mundo, começa seus trabalhos recebendo dados de raios cósmicos captados por um dos quatro detectores utilizados no projeto.

Isso servirá de treino para o trabalho que o centro deverá realizar a partir da próxima primavera, disse Xavier Espinal, um dos especialistas envolvidos na pesquisa.

Teoria

O acelerador, localizado no Laboratório Europeu para Física de Partículas (CERN), tentará reproduzir condições de densidade de energia muito grandes, semelhantes àquelas existentes nos primeiros instantes de existência do universo, no momento do Big Bang.

Estudar a origem da matéria pondo à prova a teoria vigente que explica o comportamento das partículas elementares é o principal objetivo dessa grande empreitada científica, lembrou Espinal.

O especialista considerou que o acelerador de partículas é a primeira oportunidade do homem, graças ao desenvolvimento da tecnologia, de comprovar a validade da teoria.

A aceleração e a colisão de partículas em condições de alta energia geram uma quantidade enorme de informação que é captada por quatro aparelhos, que enviam a informação a uma série de centros de computação espalhados pela Europa, Ásia e América, e que, por sua vez, armazenam e processam os dados.

Os diretores do projeto esperam que de hoje e até 3 de setembro seja possível armazenar 10 milhões de colisões de partículas, informação que será utilizada para pôr a toda prova os sistemas de detecção, armazenamento e distribuição dos dados.

Uma vez analisados, os dados serão utilizados para refinar os parâmetros de calibragem do detector antes de começar a trabalhar em 2008.

Acelerador

O acelerador de partículas está situado em um túnel subterrâneo de 27 quilômetros de comprimento e a uma profundidade de entre 50 e 175 metros na fronteira entre a França e a Suíça.

Pelo interior do túnel viajam feixes de prótons acelerados a velocidades próximas às da luz.

Segundo Espinal, o acelerador deverá começar a funcionar com velocidade máxima a partir de abril, quando serão analisados os primeiros dados nos vários centros de computação e começarão a ser reveladas as principais incógnitas sobre a origem da matéria.

24/08/200711h36 Folha Online

Publicado em: on at 11:48 am Deixe um comentário

Astrônomos descobrem enorme buraco no universo

da Efe, em Washington

Um grupo de astrônomos da Universidade de Minnesota anunciou a descoberta de um enorme buraco no universo, onde não há nem a matéria normal, que forma estrelas e galáxias, nem a misteriosa “matéria escura”.

“Ninguém encontrou antes um buraco tão grande. Não esperávamos essa descoberta”, afirmou Lawrence Rudnick, da Universidade de Minnesota, num comunicado no site do NRAO (National Radio Astronomy Observatory).

Rudnick, Shea Brown e Liliya R. Williams revelam os detalhes num estudo que será publicado no “Astrophysical Journal”.

Os astrônomos sabem há anos que o universo tem buracos nos quais praticamente não há matéria. Mas a maioria é muito menor que o descoberto por Rudnick e seus companheiros.

“O que encontramos não é normal, comparado às observações e às simulações informáticas da evolução do universo”, disse Williams.

24/08/200711h15 Folha Online

Publicado em: on at 11:48 am Deixe um comentário

Mercúrio de mineradores brasileiros polui águas da Guiana

da Efe, em Georgetown

O Fundo Mundial para a Fauna e Flora Silvestres (WWF, na sigla em inglês) e a associação de mineradores de ouro e diamantes da Guiana (GGDMA, na sigla em inglês) acusaram hoje os mineiros do Brasil de poluírem com mercúrio os rios dos distritos guianenses que contêm metais preciosos.

Antônio Gaudério/Folha Imagem
Mineradores brasileiros são acusados de poluir água de rios guianenses com metais pesados
Mineradores brasileiros são acusados de poluir água de rios guianenses com metais pesados

O coordenador de projetos do WWF, Rickford Viera, disse que a poluição com mercúrio constitui “um grave problema”, apesar de os brasileiros terem ajudado a aumentar a produção de ouro desde que começaram suas operações na região.

“Enquanto os mineiros seguirem jogando mercúrio nas minas, e queimando o vapor, continuaremos tendo problemas de poluição”, disse Viera.

Os processos mecanizados dos brasileiros, que ajudaram a agilizar a produção, também aumentaram as agressões ao meio ambiente, disse Viera.

O mercúrio é uma perigosa toxina que pode provocar danos cerebrais.

Apesar das estritas leis ambientais guianenses, o WWF diz que a falta de equipamento dos fiscais do país contribui para o agravamento da situação.

O secretário-executivo da GGDMA, Tony Shields, negou que mineiros guianenses poluam os rios que os índios utilizam para pescar e realizar seus afazeres domésticos.

Shields acusou os responsáveis da Comissão de Geologia e Minas de Guiana de se recusarem a cumprir a lei, por receberem subornos dos mineiros.

Após o esgotamento das reservas de ouro e diamantes do Brasil, na década 90, os mineiros brasileiros começaram a entrar de maneira ilegal na Guiana, no Suriname e na Guiana Francesa.

Estima-se a existência de pelo menos dois mil mineiros brasileiros na Guiana.

24/08/200709h30 Folha Online

Publicado em: on at 11:47 am Deixe um comentário

Ursa panda dá à luz em cativeiro no zoológico de Viena

da Efe, em Viena

Um filhote de urso panda nasceu hoje em cativeiro no zoológico de Schönbrunn, em Viena, o que é pouco comum entre os exemplares dessa espécie, originária da China.

AP
Panda fêmea carrega seu filhote recém-nascido com a boca em zoológico de Viena
Panda fêmea carrega seu filhote recém-nascido com a boca em zoológico de Viena

A agência APA informou que a mãe, a ursa Yang Yang, deu à luz hoje o bebê em uma jaula devidamente condicionada, 127 dias após a concepção.

“A mãe cuida com muito carinho do minúsculo filhote e protege o bebê, apertando-o contra o peito”, disse um porta-voz do zoológico, um dos mais antigos do mundo, ao lado dos jardins do famoso palácio imperial de verão na capital austríaca.

A mãe e o filhote permanecerão nas próximas duas ou três semanas na jaula especial onde o panda nasceu e depois poderão ser visitados pelo público.

Uma câmera de vigilância flagrou a ursa carregando seu filho com a boca.

23/08/200722h05 Folha Online

Publicado em: on at 11:46 am Deixe um comentário

Visores enganam o cérebro e induzem experiência fora do corpo

da Efe, em Washington

Uma equipe de cientistas induziu experiências “fora do corpo” em pessoas sadias com a ajuda de óculos de realidade virtual que confundiram os sinais enviados ao cérebro, segundo um artigo publicado nesta quinta-feira pela revista “Science”.

As experiências fora do corpo, que muitos cientistas consideram indício de transtornos mentais, ocorrem quando uma pessoa em estado de vigília percebe que observa seu corpo de um lugar fora dele.

Há relatos de experiências desse tipo em condições clínicas que perturbam o funcionamento normal do cérebro. É o caso de infartos, ataques epilépticos parciais, abuso de drogas e experiências traumáticas, como em acidentes.

Segundo a revista, uma de cada dez pessoas alega ter passado por uma experiência extracorpórea em algum momento de suas vidas. Na literatura esotérica, as referências a essas experiências são chamadas de “projeção astral”.

Em anos recentes, porém, diversas experiências mostraram que o fenômeno pode ser induzido pelo estímulo de certas áreas do cérebro. Freqüentemente as experiências fora do corpo começam com um sonho lúcido. As pessoas relatam ter experimentado a sensação enquanto estavam dormindo, adormecendo ou acordando.

H. Henrik Ehrsson, do Departamento de Neurociências Clínicas do Instituto Karolinska, em Estocolmo (Suécia), afirmou no artigo da revista “Science” que “a experiência ilusória pode ser induzida em participantes sadios”.

Ehrsson e sua equipe destacaram a importância dos estudos, que tentam explicar a natureza das experiências extracorporais, até agora sem uma explicação científica.

“Não existia antes uma forma de induzir uma experiência extracorporal em pessoas saudáveis, a não ser nos relatórios sem fundamentos da literatura esotérica. É uma descoberta apaixonante e com repercussões em várias disciplinas, da neurociência à teologia”, concluiu.

23/08/200717h17 Folha Online

Publicado em: on at 11:45 am Deixe um comentário