A Labareda se apaga!

Caríssimos Leitores

Depois de inúmeros artigos republicados, percebi que a Folha Online NÃO autoriza a reprodução parcial ou integral de suas matérias.

Como sou uma pessoa que luta para que haja em nosso país um mínimo de dignidade, como costumo mostrar no Cotidiano Nacional, não poderia continuar indo de encontro aos desejos do jornal e por isso mesmo encerro aqui este blog.

Todas as matérias aqui republicadas são originárias do caderno de Ciência e Saúde.

Publicado em:  on Setembro 18, 2007 at 2:10 pm Deixe um comentário

Pesquisador brasileiro mostra como sono consolida memória

GIOVANA GIRARDI
da Folha de S.Paulo

Que dormir é importante para a consolidação das memórias, os neurocientistas já sabem. Mas como esse processo funciona em detalhes ainda é repleto de incógnitas. Depois de bater nesta tecla desde 2002, o pesquisador brasileiro Sidarta Ribeiro, diretor-científico do Instituto Internacional de Neurociência de Natal, tem um forte candidato a protagonista do processo.

As memórias têm um comportamento meio cigano, como diz Ribeiro. A porta de entrada no cérebro é a região do hipocampo, onde elas ficam por um curto prazo. Mas o arquivamento definitivo é no córtex.

“Pegamos o processo à unha. Pela primeira vez encontramos evidências, tanto eletrofisiológicas [a conversa entre os neurônios], quanto moleculares [ativação gênica], que mostram que o sono é um bom candidato”, diz Ribeiro à Folha.

O neurocientista apresentou alguns dos seus resultados anteontem na reunião anual da Fesbe (Federação de Sociedades de Biologia Experimental). O estudo completo estará na revista “Frontiers in Neuroscience” em outubro.

Analisando 28 ciclos de sono de camundongos, ele observou no hipocampo e no córtex a ação dos neurônios e a expressão dos genes Arc e Zif-268, já conhecidos por sua ligação com a fixação das memórias.

Ele concluiu que o processo ocorre em dois momentos complementares: no sono de ondas lentas e no REM (sigla em inglês para movimento rápido dos olhos -exatamente quando sonhamos).

No primeiro ocorre o que Ribeiro chama de reverberação das memórias (ativação da rede neuronal que representa uma memória, para que depois possa ocorrer a consolidação)

“Quando começa o sono REM, é como se um comandante dissesse àqueles neurônios: agora vocês todos podem ativar os genes e consolidar as memórias. É como se eles estivessem escrevendo em pedra aquilo que foi reverberado”.

Pela proposta do grupo, enquanto o sono de ondas lentas traz a memória para o registro, o REM bate o martelo.

25/08/200711h55 Folha Online

Publicado em:  on Agosto 27, 2007 at 11:52 am Deixe um comentário

Pesquisadores descobrem templo do século 2 na Romênia

da Ansa, em Bucareste

Uma equipe de arqueólogos romenos descobriu em Sarmizegetusa, no centro do país, o maior templo da civilização Dácia com um capitólio que remonta ao século 2, informou hoje a mídia local.

“É um dos momentos mais importantes da Dácia romena. O significado do templo de Sarmizegetusa é único. De fato, pode-se dizer que com sua construção introduziu-se oficialmente o culto de Júpiter na província da Dácia”, declarou Ioan Piso, diretor do museu de história da Transilvânia e chefe da equipe de arqueólogos que realizaram a descoberta.

Um capitólio (templo destinado a Júpiter) ao modelo do de Roma foi construído em todas as cidades do império romano, mas na Dácia jamais havia sido encontrado um edifício com essas características.

Sarmizegetusa foi a capital da antiga Dácia, sob o reinado de Decébalo, até o imperador romano Trajano, em 101 d.C, lançar uma expedição militar ao reino da Dácia e vencê-lo no ano seguinte.

24/08/200717h39 Folha Online

Publicado em:  on at 11:52 am Deixe um comentário

Arqueólogos descobrem mastodonte de 15 mil anos no Chile

da Efe, no Chile

Os restos de um mastodonte de 15 mil anos foram encontrados em um parque situado a 900 metros de altura ao pé de uma montanha, na região metropolitana de Santiago do Chile, informaram hoje especialistas em arqueologia.

O arqueólogo Patrício López, responsável pelo grupo de quatro especialistas que realiza escavações em busca de todos os ossos do animal, disse à Agência Efe que “o mais surpreendente foi o local onde houve a descoberta”.

O osso, que corresponde ao fêmur do mastodonte que teria pesado cerca de 4 toneladas e medido aproximadamente 3,5 metros de altura, poderia corresponder a duas espécies comuns que habitaram a região de Santiago no passado, acrescentou López.

Nesse contexto, o especialista e acadêmico da Universidade Internacional SEK disse que provavelmente o mastodonte veio da Argentina.

Segundo explicou, as tarefas de escavação estão voltadas à análise de distintas camadas de terra para que possam ser “recuperados cada um dos restos que forem encontrados”.

No local também foi descoberta a extremidade dianteira de um guanaco –animal semelhante à lhama-gigante, e que, aparentemente, viveu na mesma região que o mastodonte encontrado.

A espécie, muito distinta em tamanho com relação ao atual guanaco, e da qual se sabe muito pouco, teria medido cerca de dois metros de altura e pesado quase uma tonelada.

A descoberta dos restos, no Parque Natural Águas de Ramón, no município de La Reina, na região metropolitana de Santiago, ocorreu em um local cercado por pedras, que dão conta no passado da existência de uma geleira que teria derretido e deixado na região uma espécie de lago.

Acredita-se que várias espécies seguiram ao local em busca de comida e água.

O arqueólogo López declarou que, uma vez extraídos os restos dos animais, realizará exames de DNA para posterior identificação. Enviará os restos aos Estados Unidos para verificar com exatidão a idade da mostra.

24/08/200716h17 Folha Online

Publicado em:  on at 11:51 am Deixe um comentário

Pesquisador identifica antiga cidade submersa na costa do Japão

da BBC Brasil

Uma expedição de um instituto de pesquisa japonês afirma ter encontrado vestígios de uma civilização antiga na costa da ilha de Yonaguni, no sul do Japão.

BBC
Pesquisador apresenta maquete de cidade submersa encontrada no litoral do Japão
Pesquisador apresenta maquete de cidade submersa encontrada no litoral do Japão

Há muito tempo se procura uma cidade submersa conhecida como Mu ou Lemuria, que teria desaparecido no Oceano Pacífico 4.000 anos atrás.

O professor Masaaki Kimura vem tentando provar a teoria há décadas, apesar de enfrentar o ceticismo de muitos colegas acadêmicos.

“Pela disposição das ruínas, ela pode ter sido parecida com uma cidade romana antiga”, diz o especialista.

Ele diz acreditar que havia um “arco do triunfo” ao lado de um coliseu e um santuário no topo de uma colina.

BBC
Grupo explora a cidade submersa localizada na costa da ilha japonesa de Yonaguni
Grupo explora a cidade submersa localizada na costa da ilha japonesa de Yonaguni

Várias peças foram resgatadas no local, avistado pela primeira vez por turistas em 1985.

Kimura afirma estar quase convencido de que “esta é uma civilização misteriosa que submergiu depois de um terremoto”.

“A cidade não é o que os ocidentais descrevem como Mu, mas Mu ou o continente perdido da Atlântida poderiam ter sido moldados nela.”

O acadêmico japonês está determinado a continuar suas expedições para desvendar os mistérios das rochas da costa de Yonaguni.

24/08/200712h47 folha Online

Publicado em:  on at 11:50 am Deixe um comentário

Índia cria “Arca de Noé” congelada para evitar extinção

da Ansa, em Nova Déli

Assegurar a conservação de algumas espécies e evitar que a lista de animais extintos aumente é o objetivo da primeira “arca de Noé” congelada.

Divulgação
Indianos querem evitar extinções como a que aconteceu com o felino guepardo asiático
Indianos querem evitar extinções como a que aconteceu com o felino guepardo asiático

A iniciativa é da Índia, que está recolhendo embriões e células germinais de espécies ameaçadas de extinção. Até agora, pesquisadores do país já reuniram cerca de 2.000 amostras biológicas.

O Laboratório para a Conservação das Espécies em Risco, inaugurado em Hyderbad, faz parte de um projeto mais amplo que prevê também a construção de um zoológico.

“Após já termos perdido o guepardo asiático, devemos trabalhar para salvar as outras espécies que estão lutando pela sobrevivência. Se nós conservarmos seus óvulos, estaremos seguros de não os perder nunca”, explicou o responsável pelo projeto, B.R. Sharma.

O laboratório já realizou com sucesso alguns procedimentos de reprodução assistida de alguns animais, como os cervos. Os especialistas planejam fazer o mesmo com tigres, cujo número na Ásia vem diminuindo progressivamente nos últimos anos.

Não se exclui, em um futuro, a possibilidade de clonar animais em risco de extinção.

24/08/200712h14 Folha Online

Publicado em:  on at 11:49 am Deixe um comentário

Projeto sobre origem da matéria “recriará” Big Bang na Europa

da Efe, em Barcelona

A Universidade Autônoma de Barcelona (Espanha) inaugurou a primeira fase de um projeto que estuda as origens da matéria. A empreitada envolve a utilização do maior acelerador de partículas do mundo para reproduzir as condições que originaram o Big Bang.

A teoria do Big Bang –estabelecida em 1964 por Arno Penzias e Robert Wilson, que ganharam com ela o Nobel de Física em 1978– diz que o cosmos foi criado a partir de uma grande explosão há cerca de 15 bilhões de anos, a partir da qual a matéria se espalhou pelo universo.

O acelerador de partículas LHC (Large Hadron Collider), que dá nome ao projeto do qual participam vários países da Europa, começará a funcionar em abril de 2008. Mas o sistema começa a ser testado agora em Barcelona, no Centro Tecnológico Puerto de Información Científica (PIC), instalado na UAB.

O PIC, juntamente com outros centros de computação de todo o mundo, começa seus trabalhos recebendo dados de raios cósmicos captados por um dos quatro detectores utilizados no projeto.

Isso servirá de treino para o trabalho que o centro deverá realizar a partir da próxima primavera, disse Xavier Espinal, um dos especialistas envolvidos na pesquisa.

Teoria

O acelerador, localizado no Laboratório Europeu para Física de Partículas (CERN), tentará reproduzir condições de densidade de energia muito grandes, semelhantes àquelas existentes nos primeiros instantes de existência do universo, no momento do Big Bang.

Estudar a origem da matéria pondo à prova a teoria vigente que explica o comportamento das partículas elementares é o principal objetivo dessa grande empreitada científica, lembrou Espinal.

O especialista considerou que o acelerador de partículas é a primeira oportunidade do homem, graças ao desenvolvimento da tecnologia, de comprovar a validade da teoria.

A aceleração e a colisão de partículas em condições de alta energia geram uma quantidade enorme de informação que é captada por quatro aparelhos, que enviam a informação a uma série de centros de computação espalhados pela Europa, Ásia e América, e que, por sua vez, armazenam e processam os dados.

Os diretores do projeto esperam que de hoje e até 3 de setembro seja possível armazenar 10 milhões de colisões de partículas, informação que será utilizada para pôr a toda prova os sistemas de detecção, armazenamento e distribuição dos dados.

Uma vez analisados, os dados serão utilizados para refinar os parâmetros de calibragem do detector antes de começar a trabalhar em 2008.

Acelerador

O acelerador de partículas está situado em um túnel subterrâneo de 27 quilômetros de comprimento e a uma profundidade de entre 50 e 175 metros na fronteira entre a França e a Suíça.

Pelo interior do túnel viajam feixes de prótons acelerados a velocidades próximas às da luz.

Segundo Espinal, o acelerador deverá começar a funcionar com velocidade máxima a partir de abril, quando serão analisados os primeiros dados nos vários centros de computação e começarão a ser reveladas as principais incógnitas sobre a origem da matéria.

24/08/200711h36 Folha Online

Publicado em:  on at 11:48 am Deixe um comentário

Astrônomos descobrem enorme buraco no universo

da Efe, em Washington

Um grupo de astrônomos da Universidade de Minnesota anunciou a descoberta de um enorme buraco no universo, onde não há nem a matéria normal, que forma estrelas e galáxias, nem a misteriosa “matéria escura”.

“Ninguém encontrou antes um buraco tão grande. Não esperávamos essa descoberta”, afirmou Lawrence Rudnick, da Universidade de Minnesota, num comunicado no site do NRAO (National Radio Astronomy Observatory).

Rudnick, Shea Brown e Liliya R. Williams revelam os detalhes num estudo que será publicado no “Astrophysical Journal”.

Os astrônomos sabem há anos que o universo tem buracos nos quais praticamente não há matéria. Mas a maioria é muito menor que o descoberto por Rudnick e seus companheiros.

“O que encontramos não é normal, comparado às observações e às simulações informáticas da evolução do universo”, disse Williams.

24/08/200711h15 Folha Online

Publicado em:  on at 11:48 am Deixe um comentário

Mercúrio de mineradores brasileiros polui águas da Guiana

da Efe, em Georgetown

O Fundo Mundial para a Fauna e Flora Silvestres (WWF, na sigla em inglês) e a associação de mineradores de ouro e diamantes da Guiana (GGDMA, na sigla em inglês) acusaram hoje os mineiros do Brasil de poluírem com mercúrio os rios dos distritos guianenses que contêm metais preciosos.

Antônio Gaudério/Folha Imagem
Mineradores brasileiros são acusados de poluir água de rios guianenses com metais pesados
Mineradores brasileiros são acusados de poluir água de rios guianenses com metais pesados

O coordenador de projetos do WWF, Rickford Viera, disse que a poluição com mercúrio constitui “um grave problema”, apesar de os brasileiros terem ajudado a aumentar a produção de ouro desde que começaram suas operações na região.

“Enquanto os mineiros seguirem jogando mercúrio nas minas, e queimando o vapor, continuaremos tendo problemas de poluição”, disse Viera.

Os processos mecanizados dos brasileiros, que ajudaram a agilizar a produção, também aumentaram as agressões ao meio ambiente, disse Viera.

O mercúrio é uma perigosa toxina que pode provocar danos cerebrais.

Apesar das estritas leis ambientais guianenses, o WWF diz que a falta de equipamento dos fiscais do país contribui para o agravamento da situação.

O secretário-executivo da GGDMA, Tony Shields, negou que mineiros guianenses poluam os rios que os índios utilizam para pescar e realizar seus afazeres domésticos.

Shields acusou os responsáveis da Comissão de Geologia e Minas de Guiana de se recusarem a cumprir a lei, por receberem subornos dos mineiros.

Após o esgotamento das reservas de ouro e diamantes do Brasil, na década 90, os mineiros brasileiros começaram a entrar de maneira ilegal na Guiana, no Suriname e na Guiana Francesa.

Estima-se a existência de pelo menos dois mil mineiros brasileiros na Guiana.

24/08/200709h30 Folha Online

Publicado em:  on at 11:47 am Deixe um comentário

Ursa panda dá à luz em cativeiro no zoológico de Viena

da Efe, em Viena

Um filhote de urso panda nasceu hoje em cativeiro no zoológico de Schönbrunn, em Viena, o que é pouco comum entre os exemplares dessa espécie, originária da China.

AP
Panda fêmea carrega seu filhote recém-nascido com a boca em zoológico de Viena
Panda fêmea carrega seu filhote recém-nascido com a boca em zoológico de Viena

A agência APA informou que a mãe, a ursa Yang Yang, deu à luz hoje o bebê em uma jaula devidamente condicionada, 127 dias após a concepção.

“A mãe cuida com muito carinho do minúsculo filhote e protege o bebê, apertando-o contra o peito”, disse um porta-voz do zoológico, um dos mais antigos do mundo, ao lado dos jardins do famoso palácio imperial de verão na capital austríaca.

A mãe e o filhote permanecerão nas próximas duas ou três semanas na jaula especial onde o panda nasceu e depois poderão ser visitados pelo público.

Uma câmera de vigilância flagrou a ursa carregando seu filho com a boca.

23/08/200722h05 Folha Online

Publicado em:  on at 11:46 am Deixe um comentário

Austrália encontra cristais de diamantes de 4 bilhões de anos

da France Presse, em Paris

A presença de cristais de diamantes de mais de 4 bilhões de anos encontrados na Austrália pode servir para determinar melhor a temperatura da Terra durante sua primeira era geológica, indicou a revista científica britânica “Nature” em sua edição desta quinta-feira.

A descoberta foi feita durante escavações científicas em Jack Hills, na Austrália ocidental. Uma equipe dirigida pela geóloga alemã Martina Menneken, da Universidade de Munster, encontrou diamantes em cristais de zircônio, uma das formas mais antigas conhecidas na Terra.

Quando a Terra se formou, há cerca de 4,5 bilhões de anos, sua temperatura era superior aos 6 mil graus Celsius. Com seu esfriamento começaram a se formar rochas sólidas, mas seu aspecto, que pode ajudar a determinar exatamente a temperatura terrestre nesse período, continua sendo desconhecido.

Nos últimos 3,8 bilhões de anos, as quedas de meteoritos, o clima e a erosão destruíram todos os indícios de como a Terra era em suas origens. Por isso, não há descoberta de nenhuma rocha com idade superior aos 4,03 bilhões de anos.

Até agora, os cientistas acreditavam que estes cristais surgiram com uma temperatura de cerca de 680º C.

No entanto, os diamantes só se formam sob pressões extremas. Portanto, se o zircônio se cristalizou a 680 ºC, teria sido necessária uma pressão superior a 3,5 gigapascal (10.000 a pressão atmosférica) para que o diamante se formasse.

23/08/200711h34 Folha Online

Publicado em:  on Agosto 23, 2007 at 5:37 pm Deixe um comentário

Primeiros homens podem ter entrado na Europa pelos Bálcãs

da France Presse, em Oreshetz (Bulgária)

Os Bálcãs podem ter sido a porta de entrada dos primeiros homens na Europa e não o Estreito de Gibraltar, como defendem algumas hipóteses.

Uma equipe de 20 arqueólogos búlgaros e franceses está tentando demonstrar essa teoria depois de 11 anos de escavações e pesquisas na caverna de Kozarnika, no noroeste da Bulgária.

A descoberta nessa região montanhosa de indícios de atividade humana num período que remonta a entre 1,4 e 1,6 milhão de anos põe em dúvida as teorias sobre a época e o lugar da aparição do homem na Europa.

Segundo as teorias atuais, os ancestrais pré-históricos dos europeus chegaram ao sul da Europa pela África, cruzando o estreito de Gibraltar ou o canal de Sicília há cerca de 800 mil anos.

Mas, segundo o chefe da equipe de arqueólogos do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRC), o francês Jean-Luc Guadelli, o território da atual Bulgária seria também “uma rota perfeitamente natural”.

Vindo da África, o homem pré-histórico poderia ter alcançado essa parte do continente “muito facilmente, contornando a costa mediterrânea através de Bósforo e depois subindo pelo Danúbio, passando pelas gargantas das Portas de Ferro [entre a Romênia e a Sérvia]“, disse Guadelli.

Dessa maneira, o homem pré-histórico poderia, em sua busca por alimentos e por um clima mais suave, ter entrado na Europa pela Bulgária, defendeu Jean-Claude Leblanc, da Universidade de Toulouse.

“Temos de mudar nossos esquemas conceituais”, disse Guadelli.

As hipóteses atuais foram estabelecidas “no século 20 na Europa ocidental, baseando-se no rico material arqueológico encontrado nessa região’, disse o investigador da Academia Búlgara de Ciências, Nikolay Sirakov.

Assim, as informações só vinham de uma parte da Europa e “foram consideradas válidas para todo o continente”, afirmou Sirakov, que dirige a equipe junto com Guadelli.

A caverna de Kozarviza, situada na área montanhosa nos arredores de Belogradchik, foi considerada durante muito tempo pelos arqueólogos um lugar em que a atividade humana remontava ao período paleolítico. Mas, no passado, as escavações não eram possíveis por falta de investimento.

Restos de ossos com marcas de cortes encontrados em Kozarnika levaram os arqueólogos a acreditarem que os habitantes da gruta tinham a capacidade de formular pensamentos abstratos, já que provavelmente usavam esses cortes para contar.

Estima-se que os ossos de animais em que estão os cortes realizados em linhas paralelas são da Idade da Pedra. Essas marcas são muito precisas para terem vindo de golpes dados nas presas, afirmam os arqueólogos.

No entanto, os pesquisadores continuam divididos sobre o fato de esses homens pré-históricos poderem ou não expressar abstrações.

23/08/200710h39 Folha Online

Publicado em:  on at 5:37 pm Deixe um comentário

Descoberto na Etiópia um “pré-gorila” de 10 milhões de anos

da France Presse

Os homens e os macacos podem ter se separado muito antes do que se pensava, segundo um artigo que será publicado amanhã na revista Nature, baseado no estudo dos dentes de um fóssil de um primata, que viveu entre 10 e 11 milhões de anos atrás e que foi descoberto na Etiópia.

O canino e oito molares analisados, pertencentes a vários indivíduos, são, supostamente, os restos mais antigos de um hominídeo que pode ter parentesco com uma espécie atual, o gorila. A descoberta não deixa dúvidas de que os primeiros primatas e seres humanos foram originários da África.

Reuters
Fósseis do “pré-gorila” datam o atual gorila em aproximadamente 10 milhões de anos

A falta de vestígios de hominídeos antigos neste continente, havia levado muitos cientistas a defender a tese de que o homem e os símios eram originários da Eurásia.

Os restos descobertos na Etiópia são “um marco na pesquisa sobre a origem do homem”, reconheceu à AFP o físico e antropólogo do Museu de História Natural de Cleveland, Yohannes Haile-Selassie.

“Macaco de Chorora”

O “pré-gorila” foi batizado com o nome científico de “Chororapithecus abyssinicus”, que significa “macaco de Chorora” (nome do sítio arqueológico onde ele foi encontrado) e Abissínia (antigo nome da Etiópia).

O estudo publicado na Nature apóia que os antepassados dos humanos divergiram dos grandes macacos (gorilas, chimpanzés e orangotangos) vários milhões de anos antes do que haviam afirmado até agora os estudiosos baseados em genética molecular.

Os fósseis humanos descobertos até agora datavam de 6 e 7 milhões de anos. Eles são conhecidos como Orrorin ou “Millenium Man” (descoberto no Quênia em 2000) e o Sahelanthropus, apelidado de ‘Toumai’ (descoberto um ano mais tarde no Chade).

Os autores do estudo, Gen Suwa, do museu da Universidade de Tóquio, e Berhane Asfaw, do Serviço de Pesquisa do Valle do Rift, na Etiópia, reconhecem no artigo que “não conhecemos nada sobre como os humanos atuais se separaram dos macacos”.

Os fósseis do “pré-gorila” datam o atual gorila em aproximadamente 10 milhões de anos, o que sugere aos autores do estudo que a separação entre homem e gorila ocorreu antes.

Isso também implica que, segundo os autores, a separação com o orangotango aconteceu, provavelmente, há 20 milhões de anos e há 9 milhões de anos com o chimpanzé.

Até agora, a maior dificuldade para determinar a origem da espécie humana havia sido sempre a falta de material fóssil, que auxiliaria na datação do último ancestral comum com os grandes macacos.

22/08/200716h12 Folha Online

Publicado em:  on at 11:44 am Deixe um comentário

Google lançará planetário virtual com 100 milhões de estrelas

da BBC Brasil

Um novo programa que pode ser incorporado ao Google Earth, o atlas virtual interativo da Google, permite que internautas observem 100 milhões de estrelas individualmente e 200 milhões de galáxias.

O objetivo do Google Sky é possibilitar que sejam observadas constelações de qualquer ponto da Terra, mesmo daqueles em que as estrelas, na vida real, sejam praticamente invisíveis.

“O excesso de luz e a poluição do ar em alguns lugares é tão grave que, ao olhar para o alto, só é possível ver poucas estrelas. Se isso [o Google Sky] ajudar as pessoas a perceber o que estão perdendo, será ótimo”, disse o astrônomo John Mason, da maior associação de astrônomos amadores do Reino Unido.

Entre os recursos opcionais do Google Sky estarão ferramentas para criar animações dos ciclos lunares ou navegar pelas imagens do Hubble, o telescópio espacial da Nasa (agência espacial americana).

“A idéia é virar o Google Earth de cabeça para baixo, ou seja, em vez de usar as imagens da Terra, você pode usar o programa para ver o céu”, explicou à BBC o especialista em tecnologia geoespacial da Google, Ed Parsons.

Os “astrônomos internautas” podem escolher qualquer área da Terra da qual queiram observar o céu. Com um clique, o planeta vai girar e as constelações vão estar orientadas de acordo com o ponto de vista escolhido.

As imagens do sistema são fornecidas por seis instituições de pesquisa, entre elas o Consórcio Pesquisa Digital do Céu (DSSC, na sigla em inglês), o Observatório Palomar, na Califórnia, e o Centro de Tecnologia Astronômica do Reino Unido.

Outros programas gratuitos, como o Stellarium, já podem transformar o computador do internauta em um planetário. Há também versões comerciais, como o Starry Night.

Em março do ano passado, o Google já se havia lançado ao espaço com o Google Mars, que fornece imagens da superfície de Marte.

A empresa lançou também o Google Moon, que permite aos internautas navegarem pelos locais de pouso das missões Apollo, da Nasa.

Ambos têm como fonte de imagens os arquivos da agência espacial americana, abertos ao Google em uma parceria assinada em 2006.

22/08/200714h35 Folha Online

Publicado em:  on at 11:43 am Deixe um comentário

Antiácidos aceleram degeneração do cérebro, diz estudo

da Ansa, em Nova York

Alguns antiácidos e remédios contra gastrite podem acelerar a degeneração da atividade cerebral nos idosos, afirma uma pesquisa publicada pela revista da Sociedade Americana de Geriatria.

O levantamento analisou cerca de 1.500 afro-americanos com mais de 65 anos de idade e colocou sob suspeita alguns dos remédios contra gastrite e úlcera mais populares do mundo.

Segundo os pesquisadores, os idosos que usavam os medicamentos com freqüência eram 2,5 vezes mais propensos a apresentar diminuição na capacidade de adquirir conhecimentos.

Entre os participantes do estudo, 275 pessoas –todas consumidoras regulares de antiácidos– apresentaram problemas cerebrais em níveis patológicos.

22/08/200709h20 Folha Online

Publicado em:  on at 11:37 am Deixe um comentário

Assista como foi a aterrisagem do Endeavour

Publicado em:  on at 11:33 am Deixe um comentário

Avariado, ônibus espacial Endeavour pousa com segurança na Flórida

da Folha Online

O ônibus espacial Endeavour pousou com segurança nesta terça-feira no Centro Espacial Kennedy, no leste da Flórida (EUA). A aterrissagem ocorreu às 13h32 (horário de Brasília), como previsto pela Nasa.

Scott Audette/Reuters
Ônibus espacial Endeavour pousou com segurança hoje em Cabo Canaveral, na Flórida
Ônibus espacial Endeavour pousou com segurança hoje em Cabo Canaveral, na Flórida

“Parabéns. Bem-vindos de volta ao lar. Vocês deram um novo significado à educação superior”, brincou o controle da missão com os tripulantes. Entre eles está Barbara Morgan, primeira professora a participar de uma missão após a tragédia do Challenger, em 1986.

A missão envolvendo a ISS (Estação Espacial Internacional) teve duração total de duas semanas. A volta do Endeavour foi antecipada em um dia devido à ameaça do furacão Dean.

A principal preocupação em relação à chegada do ônibus espacial dizia respeito à avaria no exterior da nave. A agência espacial americana decidiu não reparar o problema.

A fissura de 8,75 cm por 5 cm foi provocada pelo impacto de um pedaço de material isolante que se soltou do tanque de combustível externo 58 segundos após o lançamento, no dia 8 de agosto. O dano ocorreu após a nave ser atingida por um pedaço de gelo.

21/08/200714h06 Folha Online

Publicado em:  on at 11:31 am Deixe um comentário

Cientistas descobrem proteína que pode gerar “apagão” na memória

da Efe, em Jerusalém

O processo da memória é dinâmico, já que nossas lembranças não são gravadas como um texto em uma folha. Mas uma proteína, a enzima PKN-zeta, atua como uma pequena máquina que a mantém viva e também pode apagá-la.

A descoberta foi feita pelo professor Yadín Dudai, chefe do Departamento de Neurobiologia do Instituto de Ciências Weizman, da cidade israelense de Rehovot, e por sua colaboradora na pesquisa, Reut Shema. O anúncio foi feito hoje por Yvsam Azgad, porta-voz do centro.

“O principal objetivo da pesquisa é contribuir para o fortalecimento da memória em pessoas idosas ou que sofreram problemas devido a acidentes, mas também poderia ser aplicada para remover lembranças traumáticas”, disse Azgad.

Os cientistas trabalharam segundo uma hipótese do americano Todd Sacktor, do Downstate Medical Center, que adestrou ratos de laboratório para rejeitar certos sabores.

Em seguida, Sacktor injetou neles uma droga capaz de bloquear a enzima PKN-zeta, uma proteína específica em uma área do cérebro associada à memória dos sabores, e imediatamente os ratos esqueceram o que tinham aprendido.

Essa enzima é encontrada na sinapse, o ponto de união funcional entre duas células nervosas, e é capaz de modificar algumas facetas na estrutura desse contato. Para isso, deve estar sempre ativa, a fim de reter as mudanças que tenham ocorrido, como por exemplo o aprendizado incorporado à memória –com isso, os cientistas concluem que esta última é dinâmica, e não algo estático.

Dudai e Shema –que na semana passada publicaram a descoberta na revista “Science”– entenderam que, se a PKN-zeta for “silenciada” na sinapse, a mudança produzida pela enzima poderia ser revertida.

Com a aplicação da droga para anular o efeito da enzima, foi comprovado que os ratos treinados para rejeitar certos sabores esqueceram o que aprenderam, e todos os sinais indicam que as “más memórias” formadas com a aprendizagem sumiram um mês depois do adestramento.

Se a técnica funcionar em humanos, o “apagão” de memória poderia ser aplicado até mesmo para fatos ocorridos anos antes.

Segundo o porta-voz do Instituto Weizman, trata-se da primeira demonstração de que a memória no cérebro pode ser apagada algum tempo após sua formação.

Além disso, segundo ele, a descoberta pode abrir caminho para futuros tratamentos em caso de problemas de memória e torna possível o desenvolvimento de medicamentos que possam estimulá-la e estabilizá-la.

21/08/200711h55 Folha Online

Publicado em:  on at 11:30 am Deixe um comentário

Pesquisa relaciona inteligência à cor dos olhos

da Ansa, em Washington

Pesquisadores da Universidade de Louisville, em Kentucky, anunciaram que pessoas de olhos azuis são melhores estrategistas. Segundo Joanna Rowe, coordenadora dos estudos, existiria uma ‘ligação ainda não explorada entre a cor dos olhos e o aprendizado’.

De acordo com a pesquisa, os olhos azuis seriam uma característica dos melhores estrategistas, que se destacam em atividades que demandam planejamento, como o golfe. Os olhos castanhos, por sua vez, estariam ligados a um menor tempo de reação, permitindo melhores resultados em esportes como o futebol.

No entanto, Rowe admite que ‘não existe ainda uma resposta científica segura’.

Um outro oftalmologista, Tony Fallone, da Universidade de Bedfordshire, na Inglaterra, defende que os resultados da pesquisa devam ser levados a sério como indicadores da personalidade e das habilidades.

21/08/200709h51 Folha Online

Publicado em:  on at 11:26 am Deixe um comentário

Semana Mundial da Água alerta para aumento do nível do mar

da France Presse, em Estocolmo

Aumento do nível do mar, derretimento das geleiras, chuvas intensas, furacões: diante das graves conseqüências de um planeta cada dia mais quente, torna-se urgente adaptar, e até reinventar, o desenvolvimento urbano, alertam especialistas em recursos hídricos.

Com cerca de 80% da população mundial vivendo a menos de 50 km de distância da costa, o Instituto Internacional da Água (Siwi), em Estocolmo, lembra que “um dos vários efeitos provocados pelas mudanças climáticas é o aumento do nível do mar”.

“Deveríamos insistir de verdade no fato de que a dimensão climática deve ser levada em consideração no planejamento urbano; deveríamos elaborar mapas de vulnerabilidade, desenvolver programas de ação”, disse à AFP Johan Kuylenstierna, diretor da Semana Mundial da Água, que ocorreu de 12 a 18 de agosto.

O congresso anual chegou à sua 17ª edição e reuniu em Estocolmo cerca de 2.500 especialistas em recursos hídricos vindos dos cinco continentes. As mudanças climáticas ocupam o lugar de destaque na agenda deste ano.

“A gestão da água é uma ferramenta importante para enfrentar as mudanças climáticas. Administrando corretamente a água, nos preparamos corretamente para as mudanças climáticas”, resumiu Kuylenstierna.

Segundo o diretor da conferência, o homem assiste hoje ao dobro do crescimento da população mundial e do aquecimento do planeta. “Por exemplo, há cem anos, Bangladesh tinha uma quarta parte de sua população atual. Se acontecia uma inundação, os efeitos eram bem menores do que hoje. A isso se somam agora as mudanças climáticas.”

Enchentes na Índia, Nepal e Bangladesh já deixaram milhões de desabrigados e 1.900 mortos desde junho.

Segundo o Siwi, “as mudanças climáticas, aliada a uma população que continua aumentando e à expansão dos centros urbanos, é uma receita para catástrofes”. “As cidades costeiras podem ficar ameaçadas se medidas para adaptação não forem tomadas agora”, afirma o instituto.

Segundo Kuylenstierna, uma das medidas poderia ser “deslocar as populações que vivem [...] perto de rios e do mar”. “São regiões muito atraentes, mas talvez tenhamos de aceitar que não se pode lutar contra a natureza sempre”, completou.

Hábitos

Kuylenstierna comemorou o fato de algumas companhias de seguros nos Estados Unidos terem advertido seus clientes de que não fazem mais apólices de construções erguidas em áreas consideradas de risco. É evidente que, diante das dificuldades de mudar os hábitos de cidadãos e autoridades, o dinheiro e a pressão econômica são argumentos convincentes, observou.

Para Sunita Narain, diretora do Centro para a Ciência e o Meio Ambiente da Índia, seu país está em pleno processo de urbanização e passa por um “boom” da construção civil nas cidades –uma oportunidade para desenvolver alternativas que amenizariam os efeitos das mudanças climáticas e inventar “novos modelos” de cidades, considera a influente especialista.

“As mudanças climáticas significam que cada vez haverá mais acontecimentos imprevisíveis, cada vez mais inundações. Temos de planejar uma gestão da água, para onde ela irá”, explicou Narain, destacando que até hoje a construção das cidades gira em torno dos edifícios, sem levar em conta a questão dos recursos hídricos.

“Temos de fazer cidades mais resistentes às mudanças climáticas”, insistiu. A especialista destacou ainda a importância de se tomar medidas, principalmente no setor dos transportes, para combater o aquecimento global e reduzir as emissões de COº2º.

20/08/200712h41 Folha Online

Publicado em:  on Agosto 20, 2007 at 7:08 pm Deixe um comentário